Reportagem Vídeo: Procissão do Enterro do Senhor

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Promovida pela Santa Casa da Misericórdia de Faro teve lugar na Sexta-feira Santa, dia 30 de março, à noite, a solene Procissão do Enterro do Senhor, das mais imponentes manifestações litúrgicas que decorrem no Algarve, sendo presidida pelo o vigário geral da Diocese do Algarve, cónego Carlos César Chantre com saída do préstito da igreja da Misericórdia, junto ao Jardim Manuel Bivar. A popularmente designada “Procissão do Senhor Morto”, cuja organização contou, uma vez mais, com vários apoios, entre os quais da Câmara Municipal de Faro e do Moto Clube de Faro, para além de outras entidades, que devido à chuva e ao vento forte, acabou por sair num percurso mais curto e apenas com o “tumbinho” com o Senhor Morto, mas sem os três andores com as imagens de Nossa Senhora, do apóstolo João e de Maria Madalena, os três que permaneceram junto à cruz do crucificado.

A procissão seguiu assim apenas pela Rua 1º de Maio, Rua Lethes, Rua de Portugal, Rua de Santo António, Rua D. Francisco Gomes e recolheu à igreja da Misericórdia, aonde a Associação Filarmónica de Faro e banda da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1º de Maio interpretaram algumas das peças que normalmente acompanham o préstito As celebrações da Semana Santa em Faro remontam a 1678, ressaltando pela sumptuosidade a tradicional Procissão do Enterro do Senhor, evocando a paixão de Cristo, sendo as ruas ricamente decoradas e as varandas e janelas adornadas com colchas e velas acesas para acolher o cortejo. O secular préstito procura anualmente reviver, com densidade silenciosa, o episódio protagonizado por José de Arimateia. Pilatos, depois da confirmação da morte de Jesus, entregou o corpo de Cristo a este membro do conselho do Sinédrio para que fosse sepultado.

A Procissão do Enterro do Senhor –, uma das de maior expressão realizada no Algarve, logo depois da de Nossa Senhora da Piedade (Mãe Soberana) e da Festa das Tochas Floridas –, que percorreu as principais artérias da capital algarvia perante a presença e participação de milhares de pessoas, saiu aberta por uma representação a cavalo da GNR e um friso de tochas. Seguia-se a matraca, cujo som áspero que se ouve ao longe, e que simboliza as ondas de ódio amontoadas pelos judeus à volta de Cristo. A certa distância vem o guião ladeado por duas lanternas. Alguns metros desviada, a iniciar as alas os balandraus com tochas, a cruz com o lençol pendurado. Entre as alas, o “tumbinho” carregando o corpo de Cristo, debaixo do pálio.

Participaram ainda no cortejo as autoridades civis e militares, as Ordens Terceiras de Nossa Senhora do Monte do Carmo e Franciscana Secular, a Irmandade da Misericórdia, os Bombeiros Sapadores de Faro, o Moto Clube de Faro, os grupos de jovens católicos da cidade, os agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas, entre outras entidades e instituições. Os moradores da Cidade, capital do Algarve, também participaram com a colocação nas  habitações por aonde passou o cortejo, de colchas, colgaduras ou panejamentos nas janelas à passagem do mesmo. Fonte: Folha de Domingo | Samuel Mendonça

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