António Manuel Ribeiro é o convidado da primeira sessão de 2019 da rúbrica “À conversa com…”. Numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Silves, o cantor, compositor e escritor estará na Biblioteca Municipal de Silves no próximo dia 26 de janeiro, pelas 21h30. A entrada é livre.
Será, assim, um serão onde, num ambiente e conversa informais, o público poderá ficar a saber ainda mais sobre o vocalista dos UHF, sobre o seu livro “És meu, disse ela” e sobre o seu extenso percurso musical.
O telefone 282 440 899 e o endereço de correio eletrónico [email protected] são os contactos da BMS para o fornecimento de informações adicionais sobre esta atividade.
+ sobre António Manuel Ribeiro
Após a gravação do primeiro disco – ‘Jorge Morreu’ – fundando o movimento de renovação musical que se designou por rock português na fecunda e universal batida de 4 por 4, construtor de palavras duras, cruas e certeiras: sobre nós – nunca mais parou.
Já escreveu mais de trezentas canções e ajudou a vender mais de um milhão de discos. É considerado o poeta maldito do rock português, desalinhado, independente e muito teimoso ou persistente ou pouco latino. Gosta de enfrentar o sistema e os poderosos, e chateia-se de morte por lhe darem razão… algum tempo depois. Tem a língua afiada: cerca de 30 discos de originais com os UHF, dois a solo e quatro livros de poesia.
O primeiro em prosa, sobre o trajeto menos conhecido dos UHF e de si próprio em mais de três décadas de vida portuguesa musical, ganhou o título “Por Detrás do Ano” e é intenso. Está a preparar uma antologia acrescida de poemas inéditos e mais dois em prosa alinham-se na vasta e povoada mesa de trabalho. Dos planos literários futuros é melhor nem falar.
‘Cavalos de Corrida’, ‘Rua do Carmo’, ‘Noites Lisboetas’, ‘Um Mau Rapaz’, ‘Na Tua Cama’, ‘Hesitar’, ‘Brincar No Fogo’, ‘Sarajevo’, ‘Menina Estás À Janela’, ‘Foge Comigo Maria’, ‘A Lágrima Caiu’, ‘Matas-me Com O Teu Olhar’, ‘Viver Para Te Ver’ e o mais recente ‘A Minha Geração’ fazem parte do continente musical português contemporâneo mais visível/audível. ‘Sou Benfica’, noutro continente, acrescenta eternidade ao autor. É dele a frase: ‘Se o futebol serve para nos dividir, então não serve para nada’.
Escreveu a banda sonora sobre os 44 poemas épicos da “Mensagem”, de Fernando Pessoa. Ou um disco infantil, o risco de uma outra aventura. Qual dos dois sairá primeiro?
Quando consegue segurar o espaço entre os pingos da chuva lança-se na análise política em artigos de imprensa e na sua página pessoal do FB.
Jim Morrison no passado, e Patti Smith e Neil Young na atualidade, são personagens que respeita como ícones de uma vontade mundial diferente.
Em português, de Almada, cresceu com José Afonso, com quem partilha o mesmo dia 2 de Agosto como data de nascimento, e com quem chegou a pisar palcos no início da década de 1980. Tem-se dedicado a renovar o cancioneiro do trovador com os UHF: ‘A Morte Saiu À Rua’, ‘Grândola, Vila Morena’, ‘Vejam Bem’, ‘Era de Noite e Levaram’ e ‘Os Vampiros’ são exemplos cantados. Fonte: facebook oficial António Manuel Ribeiro – Aiemera
Fonte: GRP do Mun Silves