MCTES lamenta o Falecimento do físico Armando Policarpo

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ArmandoPolicarpo

Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, lamenta profundamente o falecimento de Armando Policarpo, detentor de uma carreira científica notável na Física, em particular na área dos detetores de radiações atómicas e nucleares que contribuíram para o seu reconhecimento internacional nas áreas da Física Nuclear, Física Atómica e Molecular e na Física de Partículas.

Armando Policarpo fundou em 1986, conjuntamente com Gaspar Barreira, o LIP – Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, com o objetivo de desenvolver a investigação em Física Experimental de Partículas em Portugal.

Doutorado pela Universidade de Manchester, foi durante anos professor na Universidade de Coimbra onde criou, nos anos 60, um grupo de Física de Detetores de Radiação que viria a ter forte repercussão internacional.

Na década de 70 trabalhou no CERN, a Organização Europeia para a Investigação Nuclear, integrando durante dois anos a equipa de Georges Charpak (Nobel da Física em 1992), tendo contribuído para o desenvolvimento de câmaras de arame de alta precisão.

Armando Policarpo foi delegado nacional no CERN e o representante de Portugal no Comité de Política Científica e Tecnológica da OCDE e no Centro Comum de Investigação da Comunidade Económica Europeia (CEE).

Recebeu em 2017 a Medalha de Mérito Científico atribuída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em 2006 foi condecorado como Grande Oficial da Ordem de Santiago de Espada pela Presidência da República e distinguido em 1998 com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico conferida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da República Federativa do Brasil.

A poucos dias de completar 86 anos, Armando Policarpo deixa um vazio no domínio da Física e naqueles que tiveram o privilégio de com ele trabalhar e conviver.

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