Direção da ‘CAP’ reage aos resultados eleitorais

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CAP-Agricultores

A Direção da CAP, reunida hoje plenariamente para apreciar o resultado das eleições legislativas de 30 de janeiro, vem tornar pública a seguinte posição:

1 – Felicitar o Partido Socialista, na pessoa do Dr. António Costa, pelos resultados eleitorais obtidos. O PS obteve uma maioria clara e inequívoca em todo o território nacional, tendo sido a primeira escolha dos eleitores em 19 dos 20 círculos eleitorais. Os resultados já apurados permitem concluir sem sombra de dúvida que os portugueses escolheram a estabilidade política e optaram por um governo de um só partido.

2 – Um grande resultado eleitoral implica uma grande responsabilidade política. Com a expressiva votação que recebeu e a maioria dos deputados no Parlamento, o Partido Socialista apenas depende de si próprio para governar. A CAP considera um sinal positivo o compromisso já assumido pelo PS para abrir pontes construtivas de diálogo com o setor agrícola. Esse será o melhor tributo que prestará à confiança que os agricultores portugueses massivamente em si depositaram.

3 – A Agricultura e as Florestas devem ser uma pasta com peso político e estar em sintonia com a União Europeia. Na legislatura iniciada em 2019, à falta de peso político da pasta e à clara incapacidade de execução dos fundos comunitários, juntou-se uma nociva dispersão de competências, tendo o Ministério perdido meios, recursos e eficácia. A CAP espera que o Primeiro-Ministro reconheça a necessidade de refletir sobre esta situação, a bem do desenvolvimento do setor Agroflorestal. A Agricultura e as Florestas devem estar no mesmo centro de decisão política, tal como acontece nos instrumentos financeiros e no funcionamento da União Europeia. A agricultura é um motor do desenvolvimento económico do país, pelo que o horizonte de estabilidade da próxima legislatura é uma oportunidade evidente para conferir ao setor e ao mundo rural a importância que estes, de facto, têm.

4 – Os partidos anti agricultura e anti mundo rural foram os grandes derrotados destas eleições.  A rejeição eleitoral de partidos animalistas e pseudoecologistas é motivo de enorme satisfação para todos os produtores agrícolas de norte a sul do país e ilhas. Os portugueses votaram contra o preconceito ideológico daqueles que fazem dos ataques à agricultura e ao mundo rural as suas bandeiras eleitorais. Mostraram claramente, nestas eleições, que defendem uma agricultura e um mundo rural sustentável, com força e vitalidade.

5 – A CAP, enquanto parceiro social, saúda a referência feita ao país pelo Dr. António Costa na noite das eleições, acerca da promoção de consensos com os diferentes parceiros em sede de concertação social. É uma declaração da maior relevância política. Como disse, e bem, maioria absoluta não pode, em circunstância alguma, significar poder absoluto. A disponibilidade para dialogar com os parceiros sociais em matérias centrais para a vida económica e social do país é, assim, um sinal de enorme maturidade democrática que muito nos apraz registar. 

6 – A CAP segue firme na defesa dos interesses do setor Agroflorestal e do mundo rural, e está disponível para colaborar como governo de forma leal, ativa e empenhada, na busca das melhores soluções para o setor e para o país.

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