Ordem dos Nutricionistas | Desde 2018 há menos 11,5% de sal e 11,1% de Açúcar em algumas Categorias de Alimentos

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Acordos com a indústria e a distribuição para a reformulação de algumas categorias de alimentos permitiram reduzir 25,6 toneladas de sal e 6256 toneladas de açúcar entre 2018 e 2021.

A Ordem dos Nutricionistas aplaude a indústria pela capacidade de reformulação dos alimentos e felicita a Direção-Geral de Saúde (DGS), em particular o Programa Nacional para a Alimentação Saudável, bem como o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA), pelas conquistas alcançadas na redução de 11,5% do teor de sal e de 11,1% no teor açúcar nas categorias de alimentos previstas no compromisso, entre 2018 e 2021. Os resultados foram apresentados esta terça-feira, dia 15 de fevereiro, e mostram que a reformulação das categorias de alimentos que fizeram parte dos acordos estabelecidos permitiu reduzir 25,6 toneladas de sal e 6256 toneladas de açúcar na alimentação dos portugueses.

“Os resultados apresentados são extremamente positivos e corroboram o que temos defendido: a reformulação de produtos alimentares (e a taxação de outros) tem ganhos determinantes na saúde dos portugueses e é um trabalho colaborativo, só possível com o envolvimento de todos os agentes. Hoje só podemos felicitar todos os envolvidos”, salienta Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

Cerca de 50% das categorias de produtos abrangidas pelo acordo já cumpriram as metas que estavam definidas para este ano e, algumas até, ultrapassaram os objetivos fixados na redução de sal e de açúcar, o que, para a Ordem dos Nutricionistas, é um “sinal claro de que, tanto a indústria, como o consumidor, estão despertos para as consequências de ingerir sal e açúcar em excesso, que é o que acontece, no caso do sal, com 70% da população e, no caso do açúcar, com mais de metade dos portugueses.”

“Esperamos que estes resultados encorajem para mais e melhor trabalho, para novas metas, mais produtos alimentares abrangidos e mais parceiros envolvidos. Só todos juntos podemos contribuir para a alteração dos maus hábitos alimentares dos portugueses e, consequentemente, para o aumento dos anos de vida vividos com saúde!”, conclui Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas.

O protocolo incluiu cerca de 56% das categorias de alimentos definidas no âmbito da redução do teor de sal (batatas fritas e outros snacks salgados, cereais de pequeno-almoço, sopa pré-embalada pronta a consumir, pão e refeições pré-embaladas prontas a consumir) e 33% das categorias de alimentos definidas no âmbito da redução do teor de açúcar (cereais de pequeno-almoço, iogurtes, leite achocolatado, néctares de fruta e refrigerantes) e teve como objetivo promover a reformulação e monitorizar os produtos alimentares que representavam pelo menos 80% do consumo.

Recorde-se que o acordo assinado entre a DGS, o INSA, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) e a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), estabeleceu um compromisso alargado para a reformulação dos teores de sal, açúcares e ácidos gordos trans em diferentes categorias de produtos alimentares.

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