“Penina em Festa”

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Na sequência do desafio lançado à aldeia da Penina (Benafim | Loulé | Algarve) em 2021 pelo GeoPalcos Arte.Ciência.Natureza, uma iniciativa do aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, este ano a comunidade da aldeia da Penina abraçou o desafio, juntamente com a Associação Portuguesa de Didgeridoo e o apoio do aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira e da União de Freguesias Querença, Tôr e Benafim, de levar a cabo um programa repleto de atividades culturais, artísticas, desportivas e ambientais nesta localidade do interior do concelho de Loulé.

“Penina em Festa” eram, para ser dois dias de festa, de 9 a 10 de Julho, juntando convívio e aprendizagens com as pessoas da aldeia. Por razões que se prendem com o momento climatérico de temperaturas altas, neste verão, foi decidido cancelar o 2º dia de festas no interior algarvio, pelo que só se realizou a festa no Sábado, dia 09 de Julho de 20222.

No dia 9, sábado, a partir do Largo da Fonte da Penina, partiram várias caminhadas: “A volta das Noras da Penina”, conduzida por Vítor Gregório, a caminhada da “Rocha da Pena Norte Quinta do Freixo – Explicação das plantas”, por Alex Morgan, ainda uma pequena caminhada de sensibilização de apanha de lixo pela Run-Eco, conduzida por Carla Narciso.

Também da parte da manhã decorreu o programa de workshops, onde o participante pode aprender a “Trabalhar a Palma”, com Alice Ramos, e visitar o seu minimuseu. Ainda de manhã, a artista Manoli Ortiz fez um “Hotel para insetos”, no seu atelier, enquanto que artesã Sofia Mendes ensinou aos curioso como fazer um “bálsamo labial”, na Saboaria da Aldeia.

No forno mais conhecido da aldeia decorreu ainda uma demonstração de “Como fazer pão no forno de lenha”, por Renato George Marques.

Outro momento interessante deste programa foi a realização do batismo e demonstração da cerveja artesanal – Salamandra Penina – produzida com tomilho bela luz (planta autóctone da Rocha da Pena), pela Nova Vida, já da parte da tarde.

Uma demonstração aconteceu na Saboaria da Aldeia, “Extração de óleos essenciais”, por Sofia Mendes, enquanto quase ao final da trade, princpio de noite, a adrenalina sobiu com o Workshop “Escalada em Top-Rope”, por David Rodrigues.

Várias exposições espalhadas por diversos pontos da aldeia alimentaram o espírito da descoberta da aldeia.  No caminho para o atelier de Manoli Ortiz, foram vários os artistas que expuseram as suas obras, da fotografia à escultura, da pintura às instalações artísticas, com destaque para Charlie Holt, Gladys Farias, Neuza Barbosa, Toin Adams, Yolanda Relinque e Manoli Ortiz.

A comunidade disponibilizou vários utensílios usados nas lides do campo para dar a conhecer o seu nome e utilidade “Palavras com objetos de agricultura algarvia”.

Ainda ao final da tarde, as ruas da aldeia foram invadidas pelo grupo de dança Fusion Contemporary Dance. De seguida, Ana Machado, no largo da fonte, contou-nos histórias sobre o património oral algarvio. Depois de provar algumas iguarias preparadas pela Associação de Benafim, a festa continou pela noite dentro com vários concertos:

> CARPIDEIRA por Helena Madeira harpa e Ricardo Martins guitarra portuguesa

> Didgetomm por Tomas Caro Alvite, vindo de Santiago de Compostela, com o seu didgeridoo e handpan.

>22h00 GONDWANA ALGARVENSIS por José João Cabrita, João Caiano e João Melro com projeção de imagens de Manoli Ortiz

>23h00 THE KANGAROOS TRIO por Marc Policarpo voz e guitarra Paulo Carvalho baixo e vozes Rúben Salamanca bateria e vozes.

A Mais Algarve, esteve no interior da serra do Algarve, na aldeia da Penina (Benafim | Loulé), no Sotavento Algarvio, recordando alguns dos momentos que nos ficaram na retina dos nossos olhares e nas objetivas das nossas camaras.