Imovirtual | Barómetro Semestral

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O Imovirtual, portal com o maior número de imóveis em Portugal, acaba de divulgar um estudo, baseado em dados disponíveis na plataforma, no qual analisa a evolução dos preços médios anunciados de venda e arrendamento em Portugal. Os dados agora partilhados referem-se ao comparativo do 1º semestre de 2022 com o 1º semestre do ano passado, bem como o semestre imediatamente anterior (último semestre de 2021).

«O que temos vindo a verificar, com o aumento do preço das casas e outros fatores que dificultam a compra, como o aumento das taxas no crédito habitação e a falta de oferta, é uma tendência para voltar ao arrendamento como a opção preferencial. Neste caso, como as principais cidades de Lisboa e Porto estão também com rendas mensais muito elevadas, há cada vez mais a procura pelo interior e a subida de preço em outros distritos, como Bragança, Évora, Viana do Castelo, Santarém ou Viseu», comenta Ricardo Feferbaum, diretor geral do Imovirtual.

No geral, rendas subiram +17% em todo o país, face ao 1º semestre do ano passado. Os maiores aumentos no arrendamento registam-se no interior, apesar de Lisboa e Porto continuarem a ser as regiões mais caras para arrendar.

Preço de venda também sobe 8%. Cerca de 28.500€ mais caras do que no 1º semestre do ano passado, as casas viram o preço de venda aumentar sobretudo em alguns dos distritos mais caros, como a Madeira e Setúbal (cerca de +20%).

Principais conclusões:

VENDA

  • No primeiro semestre de 2022, o preço médio de venda de casa foi de 385.080€, um aumento de 8% em relação ao mesmo semestre de 2021, o que corresponde a um encarecimento de 28.500€. Em relação ao semestre anterior (último semestre de 2021), quando o preço era de 369.181€, há um aumento de 4,3%.

Distritos em destaque:

●  Lisboa (611.789€), Faro (528.455€), Madeira (413.548€), Porto (352.079€) e Setúbal (345.340€) são as regiões mais caras para comprar casa no 1º semestre de 2022.

●  Os distritos mais baratos para comprar casa no mesmo período foram Guarda (110.603€), Portalegre (119.936€) e Castelo Branco (124.032€), com descidas de preço de -4%, -2% e -0,2% em relação ao mesmo semestre do ano passado.

●  Os maiores aumentos do preço médio de venda no 1º semestre de 2022, face ao 1º semestre de 2021, são precisamente em alguns dos distritos mais caros: Madeira (+21,1%), Setúbal (+20,4%) e Faro (14,2%), além de Évora (+14,7%). Guarda, o segundo distrito mais barato, registou a maior quebra de preço (-4,2%).

●  Em comparação com o semestre anterior (último semestre de 2021), os preços das casas aumentaram sobretudo em Setúbal (+10,7%) e Madeira (+10,1%). O distrito com maior descida de preço neste período foi Portalegre (-7%).

ARRENDAMENTO

  • O valor das rendas aumentou +17% no 1º semestre de 2022, em comparação com o semestre homólogo de 2021, passando de 1.010€ para 1.182€, o que corresponde a um encarecimento de cerca de 170€ mensais. Já em relação ao último semestre do ano passado, quando a renda média era de 1.029€, o aumento é de 15%.

Distritos em destaque:

●  Lisboa (1.444€), Porto (1.148€), Madeira (1.083€), Faro (1.105€) e Setúbal (924€) são os distritos mais caros para arrendar casa no 1º semestre de 2022.

●  Por outro lado, os mais baratos são Portalegre (362€), Castelo Branco (468€) e Vila Real (494€).

●  Évora (+44,3%), Bragança (+36,3%), Faro (32,2%) e Viana do Castelo (+30,1%) são as regiões com maior aumento das rendas no 1º semestre do ano, face ao mesmo período do ano passado. Porto (28,8%), Leiria (+28,9%) e Guarda (27,9%) também registam aumentos significativos. Todos os distritos, à exceção de Portalegre (-0,3%), registam aumento da renda média neste período.

●  Comparativamente ao último semestre do ano passado, os distritos com maior subida da renda foram Viseu (+33,5%), Évora (+33,2%) e Faro (+31,2%). A renda apenas desceu em Portalegre (-13%), o distrito mais barato para arrendar.

Taylor

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