Festival de Arte Contemporânea Transfronteiriço Visitado por mais de 4500 Pessoas em Tavira

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Mais de 4.500 pessoas visitaram a IV Feira de 26 a 29 de janeiro Festival Transfronteiriço de Arte Contemporânea, realizado em Tavira e organizado pela Fundação Olontia de Arte Contemporânea e A-NAFA (Associação e Núcleo de Fotógrafos Amigos do Algarve).

Ambas entidades fazem um balanço muito positivo de acordo com as visitas registadas não só presenciais, mas também através das redes sociais, uma vez que o referido evento é caracterizado pela retransmissão na transmissão dos atos contemplados no programa, circunstância que agrega valor à feira, levando seu conteúdo a todos os cantos do mundo.

Além de um público heterogéneo de nacionalidades diferentes, a feira contou com representantes da esfera institucional e cultural de um e o outro lado da fronteira, colocando a cidade portuguesa no centro das atenções da arte contemporânea na península ibérica.

Os visitantes tiveram a oportunidade de visitar os diferentes espaços expositivos, sendo a Igreja do Misericórdia, local de exposição e venda das obras dos 14 artistas participantes:

Espanha, Ana Santos, Víctor Pulido, Ángeles Santotomás, Ángeles Oria, Juan Luis Rod, Enrique Romero Santana e Maria Cañas;

Portugal, Hermínio Pinto da Silva, Nuno Borges, Rebeca Felisberto, Carla Mourão, Daniel Vieira, Miguel Andrade e José Crúzio, este último com curadoria do Dr. Hernando Urrutia. Este local, considerado o melhor edifício renascentista do Algarve, acolheu também alguns eventos contemplado no programa, sendo o ponto de partida da feira com o acto inaugural, ao qual Além dos presidentes das entidades organizadoras, o prefeito de Gibraleón, Lourdes Martín, e a Presidente da Câmara Municipal de Tavira, Ana Paula Martins.

Espetacular foi também, entre aquelas paredes revestidos de azulejos historiados do século XVIII, o concerto de Fado com a História, entre outros momentos musicais, como o esplêndido recital do virtuoso pianista tavirense Marcelo Montes.

Dada a afluência de público, o capítulo dedicado à produção poética mudou de localização, passando a ser realizada também na igreja desconsagrada, com o projeto Poesia na Fronteira, coordenado por Fernanda Guerra, Pedro Jubilot e María Luisa Domínguez Borrallo. No final, este último procedeu à apresentação do seu livro Tela de Araña, que foi complementado por uma performance de seu autor.

A sede da A-NAFA, associação que comemorou dez anos durante a feira, tornou-se estes dias no palco da exposição Visiones de Olontia do já extinto fotógrafo de Olontia Francisco Durán, cuja família recentemente doou quase duzentas fotografias do autor ao Coleção Olontia. Por fim, a Casa Álvaro de Campos acolheu a exposição Nunca fui a Granada, composta por poemas de Federico García Lorca e Rafael Alberti transformados em liricografias.

O conhecido Clube de Tavira, fundado em 1876, testemunhou alguns acontecimentos paralelos contemplados no Programa. Dentre eles, destacaram, além das diferentes projeções de videoarte, bem como filmes dos dois lados da fronteira, as mesas redondas Em Torno da Morte da Pintura, moderado por Pablo Sycet e Fotografia Documental, moderado por Miguel Andrade, ambos com importantes representantes desses campos artísticos.

O histórico Clube de Tavira acolheu ainda dois dos concertos: Amar guitarra e o do conhecido grupo da Olontense Avíate!, assim como a apresentação dos livros Llanos de la Belleza, Luchino Visconti caminha por Riotinto e Olontia como Ficção, com a presença de José Juan Diaz Trillo, Juan Cobos Wilkins, Pablo Sycet e Juan Villa.

Estas foram, entre outras, algumas das inúmeras atividades realizadas. Presença nos eventos de sábado foi promovido pela Câmara Municipal de Gibraleón graças à disponibilidade de um ônibus que viajava da cidade de Huelva.

Para o arranque da feira, a organização contou com a colaboração do Conselho de Andaluzia através do Ministério da Presidência, Interior, Diálogo Social e Simplificação Administração, Conselho Provincial de Huelva, Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Câmara Municipal de Tavira, Câmara Municipal de Gibraleón, Casa Álvaro de Campos, Clube de Tavira e Igreja da Misericórdia.

Por se tratar de uma feira de artistas, e não de galerias, esta proposta ambiciona todos os anos colocar em diálogo as obras de 14 artistas das duas margens do Guadiana –7 portugueses e 7 espanhóis – para aproximar o público as realidades artísticas geradas no sul do Sul nos últimos tempos: criadores das duas margens da foz do rio Guadiana voaram para testar a força das suas obras confrontando-os aos olhos do público.

A V edição, que se realiza em 2024, voltará a ter Gibraleón como cenário de uma feira que, dado o seu sucesso e crescimento, começa a consolidar-se como uma marca incontornável da arte contemporânea do Algarve e Andaluzia no final de Janeiro.

VV Feira Arte Contemporânea

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