PAN | Eleitos do PAN no Algarve irão propor Bienal Internacional da Alfarroba

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Esta é uma iniciativa dos eleitos locais do PAN em Olhão, Faro, Loulé e Portimão, com o objetivo de promover uma economia local e sustentável, valorizando ao mesmo tempo os produtos locais e as empresas, instituições e associações que, com uma visão progressista,
decidiram virar a página e arriscar em produtos e serviços mais ecológicos e sustentáveis.

Nesta primeira sessão, os eleitos locais convidaram Mónica Gonçalves, a empresária e criadora do Alfarroba.Tex, um têxtil de Alfarroba que substituiu o couro animal.

Para Alexandre Pereira, Deputado Municipal em Olhão, “apoiar e impulsionar novas ideias de negócio, que promovem os produtos locais e a economia circular, diminuem a pegada ecológica e são, ao mesmo tempo, sustentáveis e ecológicos é, a meu ver, um dever dos políticos no
Algarve. Numa altura em que se sabe que o Algarve é e continuará a ser uma das regiões mais afetadas pelos impactos negativos das alterações climáticas, principalmente pela redução da disponibilidade de recursos hídricos e pelo aumento significativo da temperatura, o foco deve estar em olhar para o que de mais resiliente existe na região. Desta forma, iremos dinamizar um conjunto de iniciativas, quer seja sob a forma de reuniões, encontros ou seminários, com o objetivo de conhecer e promover estas novas ideias de negócio, uma mais valia para a economia local, que não se quer apenas sustentada no turismo”.

“Esta primeira reunião teve como objetivo conhecer o trabalho desenvolvido pela Mónica Gonçalves, designer de moda, que, recuando às origens e às raízes que tem no Algarve, decidiu criar e colocar no mercado da moda o Alfarroba.Tex, um couro vegan com características únicas. Este material tem como prioridade utilizar apenas práticas sustentáveis e valorizar um produto local como a Alfarroba”, refere Ana Poeta, Deputada Municipal em Loulé.

No entender de Daniela Duarte e Ricardo Cândido, deputados municipal e de freguesia, em Portimão, “é muito positivo conhecer marcas que valorizam as questões ambientais e que protegem a vida animal. Enquanto consumidores, procuramos sempre produtos com estas características. Este couro vegan utiliza a alfarroba na sua totalidade, sem qualquer desperdício e utilizando meios artesanais, transforma uma matéria que é rija num têxtil elástico, suave, maleável e 100% natural. O processo de transformação passa por triturar o fruto, o amido confere resistência, a pasta é espalhada para secar à temperatura ambiente durante oito horas. Cada peça de tecido tem 50 por 70 cm e pode ser depois utilizada na moda, em malas, sapatos, casacos e gabardinas. Na decoração, em sofás, candeeiros, bases de pratos, entre outros artigos, e até na construção, por ser um ótimo isolante”.

Paulo Baptista, deputado municipal em Faro e representante do PAN na Assembleia Intermunicipal da AMAL, desvendou que durante o encontro nasceu a ideia de ser organizada no Algarve uma “Bienal da Alfarroba”, um evento onde a Alfarroba será a personagem principal.
“Este fruto representa muito para a região, em termos económicos, sociais e culturais. Sentimos que não lhe é atribuída a devida importância e que ainda são desconhecidas todas as suas potencialidades, por isso iremos apresentar em breve uma proposta bem estruturada nesse sentido”.

Mónica Gonçalves, fundadora da marca Alfarroba.Tex, conclui referindo que “esta ideia de negócio tem como missão dignificar a alfarroba, através de uma fórmula inovadora, que permite que o material seja aplicado nas mais diversas áreas. Tem dado provas no mercado de moda, decoração e arquitectura, com um crescimento muito positivo. É uma honra participar nesta iniciativa dos eleitos do PAN, pois vem aumentar e consolidar as ligações do Alfarroba.Tex com a região do Algarve.”

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