ISQ | Laboratório Inovador em Manufatura Aditiva e assina Protocolo com Universidade de São Paulo

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Pedro Matias

O ISQ acaba de assinar um protocolo de cooperação com a Universidade de São Paulo, Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto para “cooperação em fabrico aditivo, contribuindo para o desenvolvimento e transferência de conhecimento, mobilidade de estudantes de graduação e de pós-graduação, mobilidade de professores e de investigadores e projetos de investigação e desenvolvimento conjuntos”, explica Ana Cabral, da Direção de Inovação do ISQ.

O ISQ será o parceiro para a investigação e prestação de serviços, incluindo a utilização de meios técnicos e infraestruturas tecnológicas para a realização de trabalhos de investigação, de ensino e de capacitação, através da ISQ Academy.

No âmbito desta parceria, “serão desenvolvidos projetos ao nível do fabrico aditivo para ligas biocompatíveis ao nível da produção de implantes médicos, com geometrias que imitam os ossos.​ O foco está em criar competências​ relacionadas com o desenvolvimento de materiais metálicos, otimização de processos de fabrico de implantes customizados, caracterização de materiais metálicos biocompatíveis e controle de qualidade do processo de FA de implantes”, complementa Ana Cabral.

A Manufatura Aditiva é uma área de aposta presente e futura do ISQ, e será determinante para vários setores de atividade e vários clusters industriais que se queiram modernizar e subir na cadeia de valor, nomeadamente a nível internacional. Por isso mesmo, “o ISQ está a investir em vários projetos e a criar competências nestas áreas, tendo investindo cerca de 1 milhão de Euros num laboratório inovador na área do Fabrico Aditivo com diferentes tecnologias implementadas para dar apoio à indústria, refere Pedro Matias – Presidente do ISQ.

O FA é um dos pilares da Indústria 4.0 e está a alterar a lógica dos processos industriais ao transformar o modo como os produtos são fabricados, com ganhos económicos, de eficácia e de sustentabilidade, assumindo já uma importância indiscutível para o futuro de vários setores da indústria: saúde, energia, automóvel, moldes, arquitetura, aeronáutica, tecnologias da informação e comunicação ou mesmo arte. É cada vez mais comum o uso de impressoras 3D na produção de diversos produtos, com os mais variados materiais (plástico, resina, cerâmica ou metal) e com ganhos evidentes: redução de resíduos e eficiência de custos, com maior qualidade e produtividade.

Por exemplo, no sector dos ‘moldes’, em que Portugal é altamente competitivo e forte, a impressão 3D vai revolucionar por completo toda esta fileira na medida em que muitos dos componentes que atualmente são feitos com moldes e injeção, passarão a ser literalmente ‘impressos’ diretamente nas linhas de produção do cliente final.

Esta tecnologia permite um grande processamento de materiais e a produção de peças com uma complexidade geométrica de outra forma impossíveis de fazer, resultando em poupança de energia, já que utilizam quase só o material necessário para produzir a peça.

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