SITEU | Resultados da Greve da Paridade dos Enfermeiros

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O SITEU – Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos do Continente e Ilhas informa os meios de comunicação social que a greve, levada a cabo pelos enfermeiros desde 21 de dezembro 2023 até 2 de janeiro 2024, registou uma adesão entre 80% a 90%.

Estes resultados mostram o claro descontentamento de uma classe que, ao longo dos anos, se sente desvalorizada, incompreendida e regida por leis incongruentes. Exemplo disso, esta “Greve pela Paridade”, que teve como mote a alteração da tabela remuneratória dos enfermeiros, de modo a que seja idêntica à dos Técnicos Superiores das Carreiras Gerais da Administração Pública.

O SITEU lamenta que esta ação tenha sido alvo de boicote e graves atropelos a um direito legal. Um conjunto de ações que mostrou desrespeito à ata de negociação na DGERT e ao pré-aviso de greve. Nota para a sonegação da informação dos serviços mínimos por parte das chefias, bem como a coação aos Enfermeiros para que não fizessem greve. Ainda neste enredo, destaque para a pressão psicológica que foi feita a estes profissionais de saúde, pelos superiores, para que “ficassem em maior número que os serviços mínimos”, e “boicote pela equipa médica, que fez admissões, deu altas e pressionou os enfermeiros ao dizer que a greve não era legal”. Nesta linha, foram
apresentadas várias queixas por incumprimento à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Como sindicato independente, o SITEU não se revê nestes comportamentos e espera “consequências pelos atos praticados”.

A adesão significativa à greve teve impacto traduzido em números. Apesar dos Enfermeiros estarem a cumprir os serviços mínimos, foram canceladas centenas de cirurgias e milhares de consultas.

Até ao momento ainda não houve uma tomada de posição por parte do Ministério da Saúde, pelo que se espera bom-senso e celeridade na resolução desta situação.

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