“4ª edição do MOCHILA” Festival Internacional de Teatro para Crianças e Jovens – cidade de Faro

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Mochila-Faro

Lena D’Água, Formiga Atómica, teatromosca, Catarina Requeijo, Noiserv e João de Brito / LAMA Teatro são alguns dos artistas e companhias portugueses que se apresentam no Festival, aos quais se juntam 3 companhias espanholas.

MOCHILA — Festival Internacional de Teatro para Crianças e Jovens, organizado pela companhia LAMA Teatro, está de volta para a sua 4.ª edição consecutiva. De 16 a 26 de maio, 10 espaços da cidade de Faro recebem 20 propostas artísticas pensadas para a infância e a juventude, 13 das quais de entrada livre. Uma programação destinada a todas as idades, composta por teatro, novo circo, música e performance, bem como oficinas e debates. 

A 4.ª edição do MOCHILA inicia-se a 16 de maio, com a oficina criativa Biblioteca Futuro, destinada à comunidade escolar e lecionada por Manuel Henriques. No dia 17 de maio, o mesmo artista apresenta o espetáculo de teatro Biblioteca Futuro, em sessões para público em geral e escolas. Ainda no dia 16 de maio, será possível assistir ao debate de entrada livre “De que forma as artes e o ensino artístico podem cativar os jovens a ficar no Algarve?”, que pretende promover a troca de ideias e visões entre intervenientes oriundos de diferentes quadrantes. Ao final do dia, os alunos da Escola de Música Moderna do Sul apresentam o concerto também de entrada livre Tum-Tum-Pisca-Tum.

Nos dias seguintes, será possível assistir aos espetáculos de teatro Viagem, uma ideia e criação de João Costa / Mãozorra; Água! Gastas?, projeto do Estojo – Laboratório Pedagógico do LAMA Teatro, com coordenação de João de Brito; Cordão, da Fértil Cultural, com direção de Neusa Fangueiro; Ritmo da Semente, uma criação de Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca; Nacional 2, espetáculo do LAMA Tetaro e do teatromosca, com conceito de Pedro Alves, João de Brito e Noiserv; Muita Tralha Pouca Tralha, da companhia Formiga Atómica, com direção artística de Catarina Requeijo e texto original de Catarina Requeijo e Inês Barahona; Uni-Verso, uma criação coletiva da companhia de teatro do Baixo Alentejo Baal17, com encenação e dramaturgia de Chiqui Pereira; e Pic-Nic de Histórias, do LAMA Teatro, com coordenação de João de Brito e com histórias contadas por intérpretes algarvios.

Nesta edição, o MOCHILA volta a reforçar a sua dimensão internacional, com três espetáculos de companhias estrangeiras, todos eles de entrada gratuita e apresentados ao ar livre: Bufa i Rebufa, peça de teatro da companhia espanhola Cia. Enlaire, destinada a todas as idades e que terá lugar no Jardim da Alameda a 19 de maio; Pelat, uma performance do bailarino espanhol Joan Català, também destinada a todas as idades e que se apresenta no Coreto de Faro a 23 de maio; e Tartana, espetáculo de novo circo da companhia madrilena Trocos Lucos, para maiores de 3 anos e que pode ser visto na Doca de Faro a 26 de maio.

No dia 25 de maio, às 19h, já próximo do encerramento do Festival, Lena D’Água dará um concerto no Teatro Lethes, que promete animar miúdos e graúdos. No dia 26 de maio, às 18h30, a 4.ª edição do MOCHILA chega ao fim com Baile Tropical, de Discossauro (Miguel Neto), um DJ Set para todas as idades, de entrada livre, que acontece no Jardim da Alameda.

A edição deste ano do Festival conta ainda com um Baile Pais e Filhos, de entrada livre, desenvolvido pela Camada – Centro Coreográfico de Faro, no Jardim da Alameda, onde crianças e adultos são convidados a dançar em conjunto. A 21 de maio, na Escola Secundária João de Deus, Bruno Gomes convida João de Brito para a conversa No sofá com a Arte!.

À semelhança dos anos anteriores, o MOCHILA vai ainda ocupar diversas ruas da cidade de Faro, com pequenas performances coreográficas desenvolvidas pelo Gang das Mochilas, recorrendo à exploração do programa do Festival. Um projeto que envolve cerca de 50 estudantes do curso profissional de Artes do Espectáculo da Escola Secundária Tomás Cabreia.

Destinado a crianças e jovens de todas as idades, o Festival MOCHILA realiza-se anualmente desde 2021 e tem como principais objetivos a promoção da descentralização da oferta cultural; a democratização do acesso a uma programação artística multidisciplinar de qualidade, desenvolvida por companhias e artistas nacionais e internacionais de referência; e a capacitação do público e das comunidades para o desenvolvimento de um pensamento crítico sobre o mundo contemporâneo.

SB