Revolução no Vinho Algarvio: regime biológico a visão do Morgado do Quintão para a sustentabilidade do Algarve

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Morgado do Quintão, o produtor onde o passado e o futuro dos vinhos do Algarve convergem, anuncia certificação da maior vinha algarvia em regime biológico e apela à importância de uma caminhada de maior sustentabilidade para a produção do vinho na região.

A emblemática e histórica propriedade algarvia, que remonta ao séc. XIX, anuncia, com orgulho, a conquista da certificação em agricultura biológica de toda a sua vinha. Trata-se de mais um passo determinante que consolida o compromisso do projecto com práticas de produção sustentáveis de vinhos de terroir e de excelência na região.

De acordo com Filipe Caldas de Vasconcellos, proprietário do Morgado do Quintão, “De uma pequena vinha familiar a um projecto de vinhos de referência do Algarve – daquela que será agora a maior vinha em modo de produção biológico – esta certificação é o testemunho da nossa dedicação à terra e da nossa visão para o futuro do território. Acreditamos na simbiose entre tradição e inovação, onde cada vinha e lugar contam a história de um legado deixado por gerações passadas, assumindo agora uma produção de vinhos assente em práticas sustentáveis e valorizadoras da sua origem.”

Desde a primeira colheita em 2016 que o Morgado do Quintão tem feito a sua jornada rumo à certificação biológica, com um processo que começou formalmente em 2021. Neste caminho ficou notória, desde logo, a abordagem inovadora do produtor na região e a sua dedicação à preservação de variedades de castas autóctones, onde se destacam a Negra Mole e o Crato Branco. “É esta a forma que consideramos mais certa para honrar a nossa herança e contribuir para o futuro“, acrescenta Filipe Caldas de Vasconcellos. “O nosso compromisso estende-se para além das nossas vinhas, e pretende sensibilizar todos, ao mesmo tempo que praticamos e valorizamos uma agricultura sustentável, tão urgente nos dias que vivemos.”

Morgado do Quintão vê agora certificados os seus 23 hectares de vinha, 70% dos quais estão em sequeiro e 15 hectares são de vinhas velhas (das mais antigas da região). Na área total de vinha concentram-se ainda 10 variedades de castas com histórico na região. “Mantemo-nos num processo de aprendizagem e de evolução de práticas, tendo em conta um futuro mais equilibrado, ao mesmo tempo que fazemos a reflexão sobre os planos de longo prazo que valorizem o nosso impacto positivo”, refere o proprietário.

Os desígnios do Morgado do Quintão são também acompanhados pela equipa que reforça este compromisso com a sustentabilidade. Amândio Cruz, responsável de viticultura, explica que “As práticas que seguimos, adaptadas ao clima e solo da região, aumentam a resiliência, potenciam a biodiversidade do ecossistema e solos mais saudáveis e, reforçam a qualidade das nossas uvas.”

Joana Maçanita, enóloga do projeto, acrescenta “Os nossos métodos de produção combinam as melhores práticas agrícolas com as castas locais e a baixa intervenção na vinificação, na procura de vinhos mais autênticos, únicos e elegantes, que refletem o lugar onde são produzidos – o Algarve.”

A aposta na sustentabilidade feita pelo Morgado do Quintão é igualmente acompanhada pela operação de turismo desenvolvida na propriedade que, entre outras práticas, passa pelo cultivo de vegetais para o consumo interno, compostagem e gestão responsável da água, e no futuro, pelo projeto de energia solar que está previsto concretizar-se.

Actualmente, o Algarve já representa uma área de vinhedos com cerca de 1400 hectares, metade da qual está alocada a vinhos de qualidade IGP e DOC, revelando-se como uma região vitivinícola cada vez mais importante na economia e desenvolvimento do território. Se é certo que a vinha certificada do Morgado do Quintão não representará mais de 1% da totalidade de vinha do Algarve, é uma inevitabilidade a aposta em práticas mais sustentáveis, com mais produtores a seguirem este caminho.

Morgado do Quintão pioneiro na preservação da casta “Negra Mole” considera fundamental capacitar a região e posicioná-la como uma região de vinhos de qualidade e carácter, onde se encontra demarcado o seu tesouro enológico, o seu terroir único e autêntico, suportado também a práticas agrícolas sustentáveis.

“É possível criar vinhos excepcionais e proporcionar experiências memoráveis, enquanto se cuida da terra que nos sustenta – o Algarve” refere Filipe Caldas de Vasconcellos.

A partir da colheita de 2024, todos os vinhos do Morgado do Quintão serão certificados como biológicos.

Detalhes em: www.morgadodoquintao.pt

MQ