Um amor a dois - Capítulo I

Quo Vadis, Rara Avis?
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"Nada mais será como dantes",afirmava ela para a parede alva onde algumas telas profusamente coloridas a miravam desinteressadas e relembravam momentos lascivos de um tempo dolorosamente perdido.

(Well well, I´m deeply sorry but but but now there is nothing to talk about ,darling.)

"Nada mais será como dantes", reafirmava ela.

dantes antes elefantes farsantes cantantes desciam pelo seu regaço e repousavam sem termos nem termas

Bem, começando esta estória pelo princípio e de de forma inteligível, revelam-se as personagens:

Ela, canadiana de descendência suiça, notável exemplar balzaquiana, pianista exímia, pintora de cores claras, virgem de uma década, perdidamente livre para se apaixonar. Cabelos loiros, blues eyes blues, magra, amante insaciável, vegetariana.(mais dados serão fornecidos posteriormente)

Ele, ele, pois ele apresentava-se assim na seguinte declaração de boas intenções, publicada na prestigiada Marie Clarie, edição online francesa:

"Homem de meia idade ,nascido em Grenoble, França, situação económica desafogada, estatura mediana, apreciador de música clássica, campo, praia ,amante imaginativo e sensível, não fumador, razoável cultura geral, exímio cozinheiro, procura senhora livre, honesta, inteligente, que saiba tocar piano de forma superior e que não sofra de enxaquecas crónicas. Oferece-se uma relação a dois cuidada e plena ."

(I saw you yesterday, darling.You did look so so so so gorgeous!!!!. Hum...maybe I still loving you....)

(Continua para a semana. A não perder esta estória de amor em tempos de crise. Ah, qualquer semelhança com alguém, terá sido uma mera coincidência)

 
Paulo Duarte Filipe
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