fbpx

O escândalo dos submarinos

Textos de todas as cores
Tools
Typography


submarinoTiremos as chupetas para podermos abrir bem as boquinhas simplórias. Um suborno?! Dois, três, uma dúzia? Num negócio de milhões?

E quem é que se surpreende com este e outros subornos deste e de outros negócios?

Pela minha parte, surpreende-me agradavelmente, que tenha sido detectado mas não me surpreenderá que pelo Condado Portucalense tudo se desvaneça pelos costados de um Bibi ou de um Godinho – gente sem pedigree que é bom ter sempre à mão para «acidentes» deste género. Tipo apanha-bolas.

Toda a gente sabe, sente na pele, que vivemos dentro de um grande suborno, rodeados de subornos por todos os lados e se queremos escapar temos que subornar alguma divindade (benigna ou maligna) pois que os deuses, como consta nos seus registos, não actuam de amor em graça e para tudo querem contrapartidas.

O suborno, nem me dou ao trabalho de ir catar o dicionário à procura de sinónimos, é tão certo como a morte. O nome que lhe dão pode ser o que quiserem e der na real gana dos leitores - por isso não abro o dicionário nem me ponho aqui armada em moralista, juíza de subornáveis, matadora de subornadores.

O suborno é uma instituição à escala planetária, tem a sede no umbigo da terra e sucursais em todas as cidades, aldeias, vilas, lugarejos e tocas. O presidente do conselho de administração do Suborno sem Fronteiras é omnipresente, omnipotente, é insaciável e exige esporadicamente sacrifícios na praça pública para que os seus agentes saibam que tem de haver uma ética na actividade para evitar burros na água (ou submarinos).

Todos pertencemos a uma grande multidão de, digamos,  Subornáqueos (engloba todos os seres vivos que de uma maneira ou de outra dependem da ajuda alheia para subsistir).

É evidente que ninguém me leva presa por subornar um cavalo com uma colher de açúcar ou um cão com um osso MAS trata-se do açúcar e do osso que eu tirei da minha boca e não tenho que dar satisfações a ninguém se me apetece subornar o cavalo para que não me escoiceie ou o cão para que me dê a patinha.

Porém, quando se trata de subornar cavalos ou cães de grande porte, até mesmo camelos, com os víveres dos outros, quero dizer, o dinheiro dos nossos impostos ( e pelos vistos também dos alemães), o suborno toma proporções que dão naquilo que se está a ver : e é um nojo, uma vergonha, um desaforo. É um roubo.

O pior erro que um Subornáqueo pode fazer, é subornar um burro.

E parece que aqui foi subornada uma récua inteira que não hesitou em dar com a língua nos dentes, bandear-se nesciamente com a albarda à mostra e depois… foi isto.

Mas Deus é grande e com umas dúzias de ave-marias e terços, caixotes de velas, umas catedrais e capelas e capelinhas e capeletas… sossegai, o senhor vai certamente estender-vos a sua divina protecção em troca: sabe-se lá de quê.

Entendam-se, desentendam-se, o povo vai vendo as notícias e como sempre, estes fogos apagam-se com o cuspo gasto pelos comentadores e informadores que por sua vez têm de subornar uns subornáveis para desvendar estas coisas em primeira mão. Pescadinha de rabo na boca.

Danke.


Jl

Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

{sharethis}

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS