Solta-Mente: Por Vezes é Preciso Parar para se Saber Continuar

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Parei de escrever porque precisava de uma pausa. Uma pausa daquelas que se fazem para recuperar o equilíbrio quando se anda aos saltos. Não que andasse literalmente aos saltos, mas a minha mente, sim. Sem descanso, em todos os temas, a reagir a tudo, até em demasia.  

Tive de me ir desligando da actualidade exterior, aliciante e extenuante, aquele constante ciclo noticioso de 24 horas, que parece prometer ligar-nos ao mundo que nos falta quando estamos em dever de recolhimento obrigatório, mas que na verdade é um ciclo incessante de interrogações, exclamações e opiniões que deixa as pessoas estonteadas, se o virem tão atentamente como eu estava a fazer. São notícias e opiniões, mas não são a vida e não são, de todo, o contacto com o mundo. Pelo menos, não para mim.

E como nem só de séries diferentes e de televisão vive uma mulher como eu, que até a dormir pensa, fala e por vezes até acorda cansada, tive de colocar um grande travão a este rumo auto-infligido, pouco natural, esquisito… em segundo confinamento. Tempo de ecrã. Hábitos. Olhar para dentro. Percebi algumas coisas, mas não tudo. Reaprendi a cansar o corpo para acalmar a mente. A serenar o tempo de reacção. Funcionou.

Agora, com uma espécie de auto inventário mais ou menos feito, algumas coisas percebidas, vou tentar escrever à mente solta sobre aspectos ligeiramente diferentes, sendo que este espaço nunca deixará de ser opinião.

Isto para dizer que estou de volta, com menos barulho exterior, para ouvir a minha própria voz. As pessoas que não se permitem parar para reequilibrar ou decidir o rumo acabam por perder-se de si mesmas. Parar não desaponta ninguém. Uns minutos a olhar para dentro com honestidade podem fazer toda a diferença e poupar meses de chatices. Digo eu. Não sou especialista, faço-o à minha maneira… mas se for o caso, peçam ajuda se houver necessidade.

É isto: voltei.

Selma NunesPararParaSaber

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