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Solta-Mente | Cada dia é um Ano Novo

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E cá estamos nós de peitos repletos de ar e expectativas, num ano acabadinho de estrear, baptizando as manhãs frias de Janeiro com a esperança de quem ainda nem quebrou as primeiras resoluções, as das passas engolidas à pressa entre brindes de espumante (ou champanhe).

Um ano que já começa a ser diferente do anterior, em que, pelo menos, nos podemos movimentar entre concelhos, em que a economia não está completamente congelada num frasco hermético, em que não se fazem reportagens apocalípticas a partir de ruas tão comuns que o único factor noticioso seria estarem desertas. Um ano ainda pandémico, mas com melhorias em relação ao anterior. Um ano em que podemos, pelo menos, sentir a vida a fluir e podemos fazer coisas, se escolhermos e tomarmos as devidas precauções. Um ano em que estamos vacinados e em que isso faz diferença na gravidade dos sintomas e no número de pessoas internadas.

Quanto a vós, não sei, mas a mim, sabe-me bem, apesar de todas as condicionantes, com os casos a aumentar, que possamos ter um ano mais activo em todos os aspectos. E essa alegria invade as minhas manhãs como pequenas vitórias, dia a dia, cada dia sendo um dia que não é, não pode ser, igual ao dia anterior, porque podemos fazer cada dia diferente e único.

É de dias únicos somados e conquistados que é feita a vida. É por isso que as resoluções podem até ter sido doze, uma por cada badalada, mas temos trezentos e sessenta e cinco dias para as ir cumprindo, sem desistir. Uma de cada vez. Sei que parar pelo caminho para reclamar das pedras não vai fazer ninguém mais feliz. É por isso que aconselho a reclamar menos e a sorrir mais, baptizando todas as manhãs de todos os meses com esperança de chegar onde se quer, como se quer, com a mesma expectativa de quem abocanha as ditas passas. Todos os dias são dias novos, afinal. Tal e qual na passagem de ano.

Selma NunesAnoNovoSoltaMente

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