Um folar pode ser uma infância de joelho rasgado em várias línguas

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Nos nossos dias, gera-se uma onda de interesse pelo que é tradicional e caseiro, contrariando a onda “prêt-à-porter”, do industrial, outorgado pela cultura dos anos noventa. Não parece, mas essa década de noventa tem vinte e cinco anos, (“twenty five indeed”) mas já está a milhares de anos-luz tecnológicos da nossa época. Tendo em conta que agora temos tecnologia para dar e vender, damos valor ao natural e autêntico. Ao que pareça velho. Tudo o que se assemelhe ou recorde uma infância de joelho rasgado na calçada acrescenta valor.

Com a “rentrée” da dieta mediterrânica neste panorama, a nova onda da vida saudável e a peso crescente da gastronomia nos nossos interesses do dia-a-dia (basta observar a quantidade de programas televisivos sobre execução de comida), o turismo tinha de acompanhar. (“Gourmet, herren und frauen!”)

Não é apenas oferecer folar aos nossos turistas. Estamos muito mais à frente. Há que contar a história do dito folar, além de oferecer a experiência de fazer folar. O pior, na minha opinião, será dizer folar em alemão, francês e inglês (em espanhol é preciso ter cuidado). Mas há quem o faça e consiga. E os nossos turistas provam o doce folar de Olhão, lambendo os beiços de mel, sonhando com infâncias felizes, de joelhos rasgados. Sem tecnologia. É assim que se deve fazer agora. Gourmet Spring Break! Inesquecível, mel, canela, ervas, infância, num mercado “typique”, “typisch”… autêntico. Fun-tastic. Feliz Páscoa!

Selma Nunes

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