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Silly Season – Quem faz birra não come gelado. Não dragar é birra!

Solta-mente
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Por cá, passamos de inferno merecedor dos mais aberrantes castigos austeros a recanto paradisíaco à beira atlântico prostrado, com direito a laudes em revistas escritas “in English, please!”.

As notícias nacionais - música apocalíptica na abertura, pitada de êxtase e… um escândalo qualquer, hectares sem fim das nossas preciosas florestas ardidos, um político numa praia algarvia, em pré campanha ou coisa que lhe valha. Alguma especulação jornalístico-opinativa sobre possíveis candidatos à Presidência da República. Futebolistas de férias. No final, claro está, as leituras de Verão do Professor Marcelo. Em direto de terras algarvias, por teleconferência.

E o resto? Os meninos estão a fazer birra. Daqui a nada estão de férias. Pois mais natural do que ir à praia a um Domingo, em Agosto, no Algarve, mais lógico que a “selfie” perfeita e ridiculamente mais importante do que ver os nossos políticos a colocar protetor nas costas e a dizer que a nossa doçaria é boa, a sardinha gordinha, e que a água está fantástica é a preservação da vida humana. Tudo o que atente contra esta é inconstitucional. Deixem-se de filmes.

Não se cumprirem as dragagens porque não puderam demolir é birra. Quem faz birra, não merece gelado. Nem bola de berlim. Nem provar sardinhas. Nem mariscos. Vê o próximo jogo da bancada, de castigo. “A água está boa?” Se está, é uma boa ocasião para dragar! O resto é coisa de miudagem. E a miudagem para se fazer à água necessita de supervisão. Nossa.

Semblantes amuados não combinam com a estação que aí vem. Essa atitude, em preâmbulo de época alta mais parece daqueles livros massudos de que todos os banhistas falam, mas que ninguém leu e que se calhar nem o Professor recomenda, a não ser que seja candidato.

Algarvios, somos nós os “silly” se com a “tonteira estival” nos esquecermos disto: as dragagens não se estão a fazer porquê? Birra? Faz-se birra quando estão vidas humanas em risco? Já não chega de os ver a medir o tamanho dos narizes, por vezes “in English, please?”

Selma Nunes

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