As promessas são apenas palavras pensadas à pressa entre doze passas

Solta-mente
Tools
Typography

Umas foram mais felizes que outras, todas com o mesmo número de esperanças, vontades, determinações, objetivos, uns quebrados, outros não. Revi-me na Ilha da Culatra, Faro, Olhão, Portimão, Porto, Paris, casas de amigos, bares, restaurantes. Lembrei-me do desconforto das noites mal dormidas, das ressacas, dos papos nos olhos, da alegria suprema e da tristeza cortante.

Pensei na euforia do pequeno nada que é virar um dia no calendário. Ri-me com isso enquanto me deixava levar pela energia da multidão em êxtase e esperança. No fim de contas é isto que faz de nós quem somos. Mal ou bem, humanos, esperançosos a querer controlar as nossas próprias vidas e pulsões. Umas vezes falhando, outras vezes com sucesso.

É a esperança que nos torna humanos. A sua ausência é o veneno que transforma o humano em monstro. Dei por mim com uma atitude diferente. Este ano não prometi coisa nenhuma. Decidi que estou farta de fazer promessas, cumpridas ou não. Este ano, quero mais sonhos e mais esperanças.

Espero ser capaz de falar menos, escrever mais e ouvir o dobro. Espero poder ter mais anos novos felizes. Espero rir e viver mais ainda. Se possível. Tenho esperança. Que se lixem as resoluções e as promessas. As promessas são apenas palavras pensadas à pressa entre doze passas!

Selma Nunes

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS