No Algarve, e deste Outono

Tempo de Crónicas
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Já estão de volta a valer as cores de Outono. Ainda não na sua plenitude por cá, das que há, são-me ùteis, motivam para por-me de mão na escrita. Uma vez que a natureza transmite inspiração. Decidi então reportar-me um pouco deste verão passado no Algarve.

Algum trabalho, e de ajudar mais a companheira. Das idas à praia águas frias não faltavam, fora da época, nada normal diziam as pessoas. Eu pouco ou nada reclamava, pois já haviam mais de duas decadas que não estava em pleno Verão no Algarve. Andei entusiasmado por isso. Como sabemos águas mornas são frequentes mais tarde. Aconchegaram-me no mês de Setembro na praia do Barril, para lá chegar fomos de mini-comboio, de volta, a pé até ao carro.

Quanto a festas e eventos o Algarve estava em seu tempo de autêntica miscelânea. Permitam-me destacar o FolkFaro, sem duvida como está na capa do Folheto da programação" Culturas e ritmos do mundo!..." com muitas atuações e em Santa Bárbara de Nexe o Rancho da Andaluzia meu favorito, foi maravilhoso ao exibir-se naquele espaço de palco que não se compara com a grandeza do Palco do Teatro das Figuras.

De realçar a Noite Branca em Loulé - o Festival F em Faro, que entre mais foi bonito na primeira noite ver a Maria João e Moçoilas, com seus cantares populares em frente à Sé de Faro, e que no dia antes lá dentro o Coral norte-americano Boeing Employees Choir com seu repertório teve merecidos aplausos da assistência. Nessa primeira noite do Festival F, às tantas a grande atração foi ver e ouvir o David Carreira e acompanhantes a exibirem-se a espernear entre imagens e vozes a enquadrar o vibrante espetáculo.

A festa do emigrante no sítio da Bordeira e não só, esteve de bom com consciência ambiental com o copo reutilizável ajudando a proteger o ambiente e que vai cada vez sendo mais aceite.

Dos mais de dois meses de verão no Algarve, calhou-nos um dia caminhar até ao topo do Cerro do Guilhim, pelo lado norte, miravamos quanto aos cuidados a ter como subir e a descer para não escorregar pensando no que poderia acontecer. Foi à tardinha. O tempo escasseava e o receio da proximidade do anoitecer pairava não houvesse alguma contrariedade. Uma valente escorregadela da acompanhante não deu para mal. Rimos à conta disso, é sempre assim quando tudo fica bem depois duma queda, e que ainda por cima neste caso deu para deslizar.

Passadas três semanas chegado dessa região mediterrânica de Portugal que é o Algarve, antes de mais, continuarei a partilhar destas mudanças, ao intenso das tonalidades que a natureza nos vai proporcionando por cá, e deste Outono em termos de folhagem que promete assim ser admirável, e de encantamento para muita gente.

Ireneu Vidal da Fonseca, Massachusetts E.U.A.VeraoOutono

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