Tempo de Crónicas | "Num País feito pelo Mundo"

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O Mundo fêz a América, para aqui vieram todas as raças trazendo na sua bagagem a sua história cultura maneiras, mas há uma raça humana que não veio noutros tempos, de propósito em busca de melhor vida, ou vítimas de perseguicão ou refugiados. Essa raça eram negros, meteram-nos em barcos apinhados de gente, para os que chegaram a são e salvo a este lado do Atlântico, puseram-nos em péssimas condições de trabalho. Penso nos que ainda hoje só pensam que o ser humano vive para trabalhar, e não enveredam pela inteligência que os humanos devem trabalhar para viver.

È verdade que a história diz muito em qualquer povo raça e etnia, mas não podemos permanecer afincados quanto aos nossos antepassados, no escuro do passado que não volta mais. A vida é uma continuidade vai em frente. Interessa a luz do presente e o futuro que se vai desenrolando dia após dia, seja onde fôr. Gosto de dizer que sonhar e destruir pesadelos é parte integrante da sabedoria.

De saber andava pleno Martin Luther King que faz parte da História americana, e de que maneira, discursava, apregoava pela igualdade racial nos Estados Unidos da América. Pela não violência na luta pela justiça e igualdade de tratamento, direitos iguais para os afro-americanos, que não tinham nessa altura.

Desta vez como noutras ocasiões, este país feito pelo mundo continua a braços com manifestações. Do caso do mês passado, a princípio pandemónio de manifestantes desordenados, qual valores de Martin Luther King, nada disso, a intenção destruir e roubar. Forma incorreta de prestar tributo a quem teve a infelicidade de cair nas mãos de um polícia mal intencionado. Se fosse contado por boca, provávelmente ninguém acreditava de todo aquele tempo que ficou gravado. Foi choque para a América, mas que desumanidade que deixou o mundo estupefacto.

Culpa-se as disparidades sociais, mas se nalguma raça ou comunidade há mais imcumpridores ou malfeitores, estamos mais sujeitos à intervenção de agentes encarregados da segurança, por consequência há mais tendência para o azedume. Tenha-mos em conta a outra violência não só a polícial, num país que encontra sempre maneiras de solidariedade, mas que não é nada mau escolher a área onde habitar. Fiz há mais de duas decadas.

Um destes dias imaginei um pouco como seria Portugal mais ou menos com tudo parecido como a América, independência há 244 anos, gente vinda de todos os lados, tivessem andado a dada altura por essas terras grupos de escravos. De certeza que a sua direção de país feito pelo mundo não era como hoje. A sua arquitetura histórica não era a mesma, paisagens de campos águas correntes mãos a laborar diferentes, supomos que ficariam de bem nas suas belezas naturais.

Maravilhas simbolizantes não existiam como por exemplo o Galo de Barcelos, o Vinho do Porto feito na região do Douro com seu paladar, a guitarra portuguesa era outra, o acordeão no Algarve ou daquela região se existisse não tocariam corridinhos que continuam a ser parte vibrante da tradição algarvia.

De tradições americanas devo sublinhar, e já que muito se tem falado ultimamente de racismo relacionado com os negros, como sabemos algumas e alguns têm sido relevantes no domínio das artes e música, têm ajudado ao nome da América pelo mundo, brilham entre o seu universo multirracial e de culturas.

Ireneu Vidal da Fonseca, Massachusetts, EUATempoCronicas

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