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A "folha de medronho" em Angola

Internacionais
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Depois da estreia no Cine-Teatro Louletano no passado dia 11 e de uma segunda apresentação em Elvas, na Casa Tangente do grupo UMCOLETIVO, "E o Estado não é de quem manda? – Variações sobre Antígona de Sófocles e textos do quotidiano", apresentar-se-á em Luanda, no festival, Circuito Internacional de Teatro organizado pelo grupo angolano Pitabel.

Na montagem de "E o Estado não é quem manda? – variações sobre Antígona", o eixo central está na reflexão sobre conflitos fundamentais da existência humana em sociedade, designadamente entre a razão de estado e as liberdades individuais, numa abordagem sem maniqueísmos. Central é também a contestação feminista à ordem política machista da Grécia antiga (mesmo nas cidades mais democráticas como Atenas): toda a contestação é protagonizada por uma mulher. Interessou-nos e motivou-nos a projecção do eixo temático no nosso quotidiano, procurando o real (ou a actualidade) no contemporâneo.

A reflexão sobre os conflitos e a ausência de maniqueísmos são os pilares deste  espectáculo em que a malha dramatúrgica se foi tecendo ao ritmo da pesquisa dos actores em palco (experienciando formas de representação), e da recusa de percursos estéticos normalizados/caucionados, antes induzindo a procura trilhos estéticos interpelantes, em linha com o confronto Antígona-Creonte.

A "folha de medronho_associação de artes performativas de Loulé", continua assim a tecer os eixos estruturantes do seu (recente) percurso que assentam na formação, criação e produção e onde se destaca a ligação com grupos e festivais de países falantes do português.

Fonte: Folha de MedronhoFolhaMedronhoLuanda1FolhaMedronhoLuanda

 

 

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