IPAM avalia o setor dos Transportes com base na Qualidade do Sono dos seus Profissionais

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Um estudo do Barómetro dos Transportes, promovido pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) e a Grounded, em parceria com a Transportes em Revista e com o apoio da ANTRAM, revela que a maioria dos profissionais com atividade no setor do transporte rodoviário de mercadorias não dorme bem.

  • 79% dos profissionais do setor dos transportes dorme mal devido ao aumento do preço dos combustíveis.
  • 67% dos inquiridos revela que dorme mal devido à incerteza fiscal e 64% devido ao aumento de impostos.
  • A maioria – 70% - dorme bem com o aumento de concorrência e 58% com a evolução da economia;
  • Setor está mais preocupado com impacto da economia e política internacional, fatores que fogem do controle do governo português.

Auscultando 15 mil profissionais que trabalham direta ou indiretamente na área do transporte rodoviário de mercadorias, o estudo avaliou oito fatores relevantes e com impacto na manutenção da atividade deste setor, nomeadamente o aumento dos impostos, a incerteza fiscal, o aumento do preço dos combustíveis ou do preço de outras matérias primas, a nova legislação mais restritiva, a falta de mão-de-obra, a evolução da economia e o aumento da concorrência.

Cada um destes fatores foi avaliado em função do seu impacto na qualidade do sono do participante no estudo tendo como medidas de avaliação: “perco totalmente o sono”, “durmo mal”, “durmo ok”, “durmo bem”, “durmo que nem um anjo”.

Dos fatores em observação, o que mais preocupa a população inquirida é o aumento dos preços dos combustíveis, uma vez que 79% dos inquiridos afirmou que dorme mal ou tem insónias ao pensar no aumento do preço dos combustíveis, demonstrando haver aumento de 6% de profissionais a agravarem as suas preocupações sobre este tema face a 2017 – o que poderá estar relacionado com as recentes oscilações no preço do petróleo e à instabilidade nalguns mercados produtores.

Os profissionais deste setor destacaram ainda a incerteza fiscal, o aumento dos impostos e do preço de outras matérias-primas como outros fatores de preocupação, com 67% dos inquiridos a revelar ter insónias ou dormir mal devido à incerteza fiscal e 66% perder o sono pelo aumento do preço de outras matérias-primas e 64% ficar afetado com o aumento dos impostos. Relativamente a 2017 e considerando apenas a variável “Insónia e Durmo mal”, a análise deste ano demonstrou que há sobretudo uma maior preocupação com um potencial aumento do preço das matérias-primas, que passou de 59% em 2017 para 66% em 2018, sobretudo devido à instabilidade e à incerteza no comércio internacional.

Mais de metade dos inquiridos neste estudo afirmaram ainda que dormem mal devido à falta de mão-de-obra (58%) e pela nova legislação mais restritiva (51%). A evolução da economia retira o sono a 42% e o aumento da concorrência provoca insónias a 30% dos inquiridos.

O estudo do IPAM conclui assim que o aumento do preço dos combustíveis continua a ser o fator que mais aflige os profissionais do setor de transporte rodoviário de mercadorias, tendo aumentado esta preocupação em mais 6% em 2018. Dos oito fatores em estudo, a evolução da economia (42%) e da concorrência (30%) são os indicadores que menos provocam distúrbios de sono nos inquiridos. Mais de metade revelam dormir mal devido a incerteza fiscal, aumento de impostos, o aumento do preço de outras matérias-primas, a nova legislação mais restritiva e à falta de mão-de-obra.

De forma geral, o estudo indica que existe uma maior preocupação com fatores fora do controle do governo português, e mais ligados à economia e à política internacional. A falta de mão-de-obra ou a evolução da economia são fatores que não estão totalmente dependentes do poder político nacional. Igualmente, os fatores aumento do preço dos combustíveis e aumento do preço das matérias primas estão bastante dependes da estabilidade nos mercados internacionais onde o governo português não tem qualquer controle. O Brexit, novas sanções ao Irão, medidas da administração norte americana contra o comércio internacional, poderão vir a influenciar os fatores em análise. Com este estudo do Barómetro dos Transportes depreende-se que parte dos participantes acredite que já não seja possível aumentar ainda mais os impostos, e que o agravamento de custos poderá surgir por dinâmicas menos favoráveis no mercado internacional.

Ficha Técnica do Estudo

O Barómetro dos Transportes foi desenvolvido pelo Professor João Freire, docente no IPAM, e auscultou 15 mil profissionais que trabalham direta ou indiretamente na área do Transporte Rodoviário de Mercadorias. Foram obtidas 163 respostas válidas.

Do universo total dos inquiridos, 82% dos inquiridos são homens e a sua maioria – 51% - encontra-se na faixa etária entre os 35 e os 54 anos. 33% são proprietários de gerentes de empresas, 30% funcionários de empresas de transporte rodoviário, 27% fabricantes, concessionários, funcionários públicos e professores e 10% são consultores.

Sobre o IPAM

Fundado em 1984, o IPAM é a mais antiga e a maior escola de Marketing em Portugal e uma das mais antigas em todo o mundo. Com Campus no Porto e em Lisboa, o IPAM formou nas últimas três décadas de atividade mais de 10.000 alunos e detém inúmeras parcerias com reputadas escolas nacionais e internacionais como a Pace University de Nova Iorque.

O IPAM integra a rede Laureate International Universities que, em Portugal, detém ainda a Universidade Europeia e o IADE – Universidade Europeia. As três instituições portuguesas são certificadas internacionalmente pela B Corp, por contribuírem na sua atividade para uma sociedade mais equilibrada, diversa, participativa e evoluída.

Com cerca de um milhão de estudantes, presente em mais de 20 países e com mais de 55 instituições de ensino superior, a Laureate International Universities é líder mundial na oferta de instituições de ensino superior e tem como missão influenciar de forma positiva e duradoura a vida dos seus estudantes, professores e colaboradores, assente no princípio “Quando os nossos estudantes brilham, os países prosperam e as sociedades evoluem”.

Fonte: CV&AEscolaIPAM

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