Bloco de Esquerda promove Roteiro sobre o Património Cultural e Ambiental em Portimão

POLÍTICA
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O Bloco de Esquerda promoveu um roteiro sobre o património cultural e  ambiental no concelho de Portimão, com visitas a diversos locais,  nomeadamente a mata da Praia da Rocha, o Convento de S. Francisco e as  ruínas romanas da Abicada. Nestas visitas participaram o deputado João Vasconcelos, eleito pelo Algarve, e outros elementos do Bloco de  Esquerda.

O primeiro lugar a ser visitado foi a mata da Praia da Rocha, junto ao  porto e que tem os dias contados se for para a frente o megaprojeto  imobiliário previsto para o local. Trata-se de um projeto megalómano, com 26 hectares, que contempla a construção de 700 fogos habitacionais  e outros edifícios para fins turísticos e comerciais e que merece a  oposição frontal do Bloco de Esquerda, que votou contra o projeto nos  órgãos autárquicos. Teremos mais uma frente de betão numa zona nobre do concelho de Portimão – tão do agrado do Executivo PS - que albergará cerca de 3 000 pessoas e que levará à destruição da única mata existente às portas da cidade. Além disso, nos períodos de maior  movimento teremos uma sobrecarga nas infraestruturas e acessos  bloqueados devido à intensidade do trânsito e sem parques de  estacionamento.

Um outro local a ser visitado foi o Convento de S. Francisco, junto ao  porto e à marina de Portimão. É lamentável o estado de degradação  avançada em que se encontra este monumento, classificado como imóvel  de interesse público (propriedade de particulares). Um importante edifício patrimonial, abandonado há muitas décadas, localizado junto ao rio Arade, numa zona nobre da cidade, em que nem os sucessivos  Governos, nem a Câmara Municipal foram capazes de requalificar. Este Convento, também conhecido como Convento de Nossa Senhora da  Esperança, é um antigo convento franciscano que data do século XVI, de  estilo manuelino e maneirista. Para o Bloco de Esquerda este monumento deve ser expropriado e devidamente requalificado, passando a integrar o património cultural arquitetónico ao serviço dos portimonenses e de outros visitantes, nacionais e estrangeiros.

O último monumento a visitar foram as ruínas romanas da Quinta da  Abicada, localizadas na Figueira, freguesia da Mexilhoeira Grande. Aqui, o estado de abandono e de degradação é ainda maior e confrangedor e que envolve um património classificado como monumento de interesse nacional. Os vários Governos não investiram um único cêntimo para a sua manutenção recuperação, como lhe competiam. Mas a Câmara Municipal de Portimão também tem uma grande responsabilidade com o estado lamentável em que se encontra este património, não intercedendo junto dos Governos, como não se preocupando com a  situação, pois investiu zero euros para a sua requalificação. A situação atinge contornos ainda mais graves, pois ao abrigo da  transferência de competências, a Quinta da Abicada – um monumento de interesse nacional – passou para a responsabilidade do Município. Tanto o Governo como a Câmara devem juntar esforços e proceder, quanto antes, à recuperação e preservação das ruínas romanas da Abicada.

Tanto o Convento de S. Francisco, como as ruínas romanas da Abicada, irão ser levadas à apreciação do Grupo Parlamentar do Bloco de  Esquerda, podendo ser objeto de iniciativas legislativas na Assembleia  da República.

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