O primeiro Viveiro de Amêijoas a mar aberto do mundo é Português e qualquer um pode investir

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A Oceano Fresco concluiu recentemente a instalação do primeiro viveiro de amêijoas a mar aberto do mundo. Está situado a cinco quilómetros da costa do Alvor, no Algarve, e ocupa uma área de 100 hectares, com capacidade para produzir 600 toneladas de amêijoas por ano, que terão a capacidade de capturar 99.4 toneladas de CO2. A empresa prepara-se assim para ser a maior produtora de amêijoas em mar aberto do mundo, referência mundial de sustentabilidade e também responsável pelo crescimento de uma indústria avaliada em 20 mil milhões de euros. Na fase final do projeto, a GoParity volta a ser o recurso para financiamento.

A Oceano Fresco desenvolve, produz e comercializa variedades de bivalves com um desempenho superior para os aquicultores, a um custo competitivo, respeitando a sustentabilidade ambiental e a segurança do  consumidor final. Depois da construção de um centro biomarinho de última geração, na Nazaré, que inclui laboratórios e escritórios, a Oceano Fresco concluiu agora a construção de um viveiro com uma área compreendida de 100 hectares, instalado na costa algarvia. Com estes ativos raros e complementares, a empresa vai poder “aplicar métodos de seleção, melhoria de produção e de sustentabilidade de espécies nativas europeias de bivalves de alta nutrição e valor, que são atualmente em desaparecimento por competição de espécies asiáticas de amêijoas, muitas vezes de baixa qualidade.” assegura Bernardo Ferreira de Carvalho, CEO da Oceano Fresco. 

O Centro Biomarinho na Nazaré vai produzir as sementes de amêijoas para serem cultivadas no viveiro do Algarve, o que permite à empresa ter o controlo total do ciclo de produção. Ao viveiro, no Algarve, cabe completar o ciclo de cultivo biológico: após a desova, e na fase de incubação, as amêijoas precisam crescer até ao tamanho adulto, altura em que podem ser apanhadas para alimento, promovendo sustentabilidade, e a qualidade e  segurança para o consumidor final.

O viveiro tem um investimento total de 3.1 milhões de euros, dos quais 1.5 milhões de euros foram assegurados pelo Programa MAR2020 e 800 mil euros pelo capital próprio da empresa e o restante através da GoParity. Além disso, em abril deste ano, a Oceano Fresco anunciou o fecho de um investimento de 3.8 milhões de euros de BlueCrow Capital, um fundo de capital de risco focado na bioeconomia, para a exploração do viveiro e ainda do Centro Biomarinho da Nazaré.

Na primeira metade de 2020, a Oceano Fresco recorreu ainda à GoParity (plataforma de financiamento colaborativo (crowdlending) de projetos sustentáveis), para o financiamento de 150 mil euros, valor que foi utilizado para encomendar estruturas de base como blocos de betão, correntes e bóias, materiais necessários para a construção do viveiro para exploração de aquacultura de bivalves na costa de Lagos, no Alvor. 

Depois do investimento inicial, a Oceano Fresco volta agora a contar com a GoParity para angariar mais 75 mil euros euros, o montante necessário para a compra de equipamento para instalação e operação do viveiro. A campanha está aberta à participação de todos neste link, a partir dos 20€, e prevê um retorno na ordem dos 5,5% para o investidor.ViveiroAmeijoas“Na GoParity estamos habituados a lidar com projetos de grande potencial, que ajudamos a financiar com vista ao impacto social e ambiental, e ainda retorno para os investidores. Desta vez trata-se de um projeto de grande escala e é para nós um motivo de orgulho sabermos que ajudámos na construção da Oceano Fresco e que a nossa comunidade de impact investors faz a diferença.” diz Nuno Brito Jorge, CEO da GoParity.

A Oceano Fresco  já montou uma equipa de peritos mundiais, gestores, cientistas, criadores de viveiros internacionais e técnicos especialistas da indústria, e espera alcançar um volume de negócios de 9 milhões de euros em menos de três anos e atingir os 250 milhões de euros em sete anos.

A “Economia Azul”

Os ecossistemas formados nos viveiros têm funções essenciais para o desenvolvimento dos bivalves como alimento, água potável, ar puro e abrigo. Protegem a exploração de catástrofes naturais, pragas e doenças e ajudam ainda a regular o clima - uma "economia azul" sustentável que vai ter um papel central no alívio da procura de recursos terrestres e no combate às alterações climáticas

Sabe-se que nos próximos 50 anos a procura por proteína vai duplicar e o cultivo de amêijoas é uma das alternativas à procura por proteína nos alimentos. Apresenta um menor impacto ambiental que pode aliviar a pressão sobre as terras agrícolas, não utiliza químicos nem rações artificiais,e tem uma função filtrante, combatendo a poluição aquática enquanto capturam CO2 na formação das conchas. Cultivar sustentavelmente os mares, em vez de apenas os pescar, irá restabelecer a biodiversidade e os stocks marinhos.

O viveiro terá a capacidade de capturar anualmente 99,4 toneladas de CO2 por ano, com base na sua produção anual estimada de 600 toneladas de amêijoas.

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