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Loulé | Vítor Aleixo assume Prioridades no Último Mandato

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Na tomada de posse para o seu terceiro e último mandato à frente da Câmara Municipal de Loulé, que decorreu ontem à noite num Cineteatro Louletano já com a lotação a 100%, Vítor Aleixo elegeu como eixos estratégicos para os próximos quatro anos o acesso à habitação, uma forte política ambiental e a simplificação e modernização administrativa. Outras áreas não serão esquecidas, tais como a revisão do PDM, que vai estar no foco do trabalho autárquico em Loulé nos próximos anos.

Numa altura em que já foram entregues as primeiras casas de habitação pública, lançados os primeiros fogos e elaborados vários projetos, a Autarquia mantém bem vivo o propósito de dar seguimento à sua Estratégia Local de Habitação, nascida no seio da “nova geração de políticas de habitação” que arrancou com governo de António Costa, e que, neste território, prevê o apoio a 1200 famílias até 2030. “A humilhação continuada que é viver ao longo de décadas em condições de sobrelotação, sem privacidade ou com espaços domésticos degradados e sem qualquer conforto representa uma violência que é exercida sobre um número considerável de famílias que vivem entre nós e a que urge dar resposta, sob pena de no futuro podermos vir a ter a nossa paz social em causa”, sublinhou o autarca empossado que assume a necessidade de acelerar este processo.

O tema da ação climática constituiu durante os últimos 8 anos uma matéria prioritária para o presidente Vítor Aleixo e é, provavelmente, a principal marca da sua gestão. E com o agravamento do aquecimento global e a necessidade urgente de levar a cabo medidas que mitiguem as consequências das alterações climáticas e contrariem o rumo dos acontecimentos, mantém-se este desafio que é, acima de tudo, “um dever ético para com as futuras gerações”. Sendo este um problema global, o responsável do Município de Loulé diz ser localmente que as soluções serão encontradas e é no Plano de Ação Climática, que está já em marcha, que estarão muitas das respostas para combater “o descontrolo climático”.

A modernização e a simplificação administrativa dos serviços camarários constituem o terceiro desígnio elencado por Vítor Aleixo no seu discurso de tomada de posse. É a pensar no cidadão comum que recorre aos serviços camarários para obter uma simples certidão, mas também nos muitos processos na área do urbanismo que necessitam de resposta urgente que este será um trabalho de forma prioritária. “Sei da importância económica para o desenvolvimento do concelho de uma administração transparente, rápida na resposta aos seus utilizadores e irei empenhar-me fortemente para que esse problema possa ser resolvido nos próximos anos”, garantiu.

E enquadrada nessas respostas estará também a revisão do PDM, que se tem estendido por largos anos, mas que terá de estar concluída “até ao final do próximo ano (2022)”. “É uma tarefa muito exigente e difícil de levar a cabo. Mas não podemos descansar um minuto que seja na gestão desse dossier”, frisou o autarca.

Ao nível das obras estruturantes, o presidente da Câmara de Loulé referiu domínios como a saúde, com projetos fundamentais como a criação de dois edifícios – em Loulé e Quarteira/Vilamoura - na área da investigação científica “que irão colocar o concelho ao nível dos territórios com inovação e com o desenvolvimento da Ciência”. Mas também a educação, o património cultural, a mobilidade suave, a eficiência hídrica e a energia renovável, o abastecimento de água e esgotos, a reflorestação e recuperação da biodiversidade estarão em foco.

“Queremos alavancar a atividade económica, contribuir também para a diversificação da sua base abraçando novos projetos na área da investigação das ciências biomédicas, do turismo ligado ao envelhecimento ativo, da produção de conteúdos mediáticos e cinema, da agricultura bio sustentável e outros”, adiantou ainda o presidente mandatado para os próximos quatro anos.

Mas se Loulé é “um território extraordinário, estrategicamente muito bem posicionado”, Vítor Aleixo rejeita a ambição de ser líder de uma região, considerando que a cooperação entre os vários municípios é que deverá prevalecer sobre a competição. “Queremos dar o nosso contributo para o Algarve, articulando e colaborando o mais possível com os outros municípios à nossa volta. Não queremos entrar numa competição que não faz sentido. Só cooperando uns com os outros é que o Algarve ganha. Ganha Loulé e ganharão todos! E também Portugal!”, disse aos jornalistas, no final de uma cerimónia que teve na plateia os autarcas de Silves, Rosa Palma, e de S. Brás de Alportel, Vítor Guerreiro.

No início de um “mandato de fecho de um projeto político”, Vítor Aleixo garantiu que os seus objetivos face ao exercício das suas funções mantêm-se inalteráveis: “dignificar a política a trabalhar para o bem público, fechando alguns dossiers estruturantes, para que no futuro possa deixar a outros um concelho mais moderno, mais amigável para com as pessoas e mais esperançoso, onde dê gosto viver”.

Refira-se que, para o mandato 2021/25, foram empossados como vereadores Ana Machado, Abílio Sousa, Carlos Carmo, Marilyn Zacarias e David Pimentel, todos eleitos pela lista do Partido Socialista, e que irão integrar a equipa de Vítor Aleixo. Na oposição vão estar, por parte da Coligação “Mais e Melhor pela Nossa Terra” (PPD/PSD, CDS-PP, MPT e PPM), Rui Cristina e João Paulo Sousa, e do Partido CHEGA, Fernando Santos.

Assembleia Municipal com 6 grupos municipais

Carlos Silva Gomes é o homem que irá dirigir nos próximos quatro anos os trabalhos da Assembleia Municipal de Loulé. Coronel da GNR na Reserva, já exerceu cargos como o de Comandante do Comando Territorial de Faro ou o de Governador Civil do Distrito de Faro, e mais recentemente, o de Oficial de Ligação do Ministério da Administração Interna junto da Embaixada de Portugal, em Paris. Tem tido também um papel relevante na área da solidariedade social neste concelho e na região.

No dia em que decorreu a primeira reunião de funcionamento do plenário, Silva Gomes deixou uma palavra de agradecimento ao presidente cessante, Hugo Nunes, bem como a todos os que, nos últimos quatro anos, integraram os grupos municipais, pelo “legado de uma Assembleia Municipal prestigiada e respeitada”. Quanto aos novos deputados falou dos desafios que se colocam. “Espera-se de cada um de nós que pensemos e tomemos decisões não apenas para o presente, mas também, e principalmente, para o futuro. Nas nossas mãos está a oportunidade de contribuir ativamente para a construção de um concelho cada vez mais na liderança do contexto regional e nacional, centrado nos valores do desenvolvimento sustentado, da solidariedade e do bem-estar das populações”, destacou.

Em relação à sua ideia para o trabalho da Assembleia foi bem claro: “É um local de debate e decisão centrados nas diversas visões partidárias do interesse público e do interesse municipal, mas que não deve nunca perder de vista que o mais importante são exatamente esses mesmos interesses públicos e municipais”. E apontou o “respeito” como a palavra-chave do funcionamento dos trabalhos nos próximos quatro anos. “Qualquer falta de respeito na Assembleia ou no relacionamento entre os diversos órgãos autárquicos será sempre acima de tudo uma falta de respeito perante os cidadãos que os elegeram e acho que para todos nós isso estará sempre fora de questão”, garantiu.

Com a Assembleia Municipal de Loulé com a maior representatividade de sempre (são agora 6 grupos municipais), Silva Gomes considerou esta abrangência como “uma oportunidade única para poder recolher contributos e ideias que possam enriquecer a atividade do executivo”.

Ao lado de Silva Gomes, na Mesa da Assembleia vão estar os socialistas Joana Conceição (1ª Secretária) e Fernando Marques (2º Secretário) uma vez que a Coligação “Mais e Melhor pela Nossa Terra” não aceitou o convite para integrar a mesma.

A bancada do PS é agora constituída por Maria Esteves Lourenço, Carlos Costa, Joana Conceição, Vítor Cristiano Ferreira, Pedro Julião, Elisabeta Necker, Abel Matinhos, José Miguel Monteiro, Maria João Tavares, Fernando Marques, Márcio Fernandes, Núria Machado, João Pedro Cabrita e Marco Ferreira.

Em representação da Coligação “Mais e Melhor pela Nossa Terra” (PPD/PSD, CDS-PP, MPT e PPM), tomaram posse Eleutério Rocheta, João Carlos Santos, Bárbara Correia, Márcio Rodrigues, António José Farrajota, Cláudia Mendes e João Ferreira.

Dos restantes partidos fazem parte desta nova Assembleia Sandra Oliveira e Castro e Sandra Ribeiro (Partido CHEGA), Carlos Martins (Bloco de Esquerda), Carla Gomes (CDU) e Ana Poeta Simões (PAN).

Da parte dos presidentes das juntas de freguesia do concelho, que também têm assento nesta Assembleia, foram empossados Joaquim Pinto (Almancil), António Martins (Alte), José Fernando Carrusca (Ameixial), Nélson Brazão (Boliqueime), Telmo Pinto (Quarteira), Carlos Filipe de Sousa (S. Clemente), Analídio Ponte (S. Sebastião). A Coligação “Mais e Melhor pela Nossa Terra” elegeu Francisco André Rodrigues (Salir) e Margarida Correia (União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim).

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