“Fiz uma encomenda online que vem da China, será que pode trazer o vírus?”

DECO - Consultório do Consumidor
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A DECO INFORMA… O Centro de Controlo e Prevenção de Doença norte-americano considera pouco provável a transmissão do 2019-nCoV através de bens importados da China. Apesar de não se conhecer com rigor a origem deste, há informação de que está geneticamente relacionado com outros membros da família coronavírus, nomeadamente o MERS e o SARS. Estes emergiram já este século, ambos com origem em morcegos, e causaram milhares de infeções em todo o mundo.

Os dados sobre estes dois vírus indicam que sobrevivem pouco tempo "em superfícies" e que se transmitem, sobretudo, através de gotículas de saliva. Assim, é pouco provável haver contágio através de encomendas provenientes da China, em trânsito durante dias ou semanas, à temperatura ambiente.

Em Portugal, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), estão ativos "os dispositivos de saúde pública devido ao coronavírus proveniente da China", estando em alerta os hospitais de São João, no Porto, de Dona Estefânia e Curry Cabral, em Lisboa. Foi também reforçado o Centro de Contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS 24), através do número 808 24 24 24, e a linha de apoio médico, como normalmente acontece em situações desta natureza.

No Portal das Comunidades, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, "recomenda-se aos viajantes que reconsiderem a realização de deslocações não essenciais à China". Os que forem, além de se manterem informados sobre o evoluir da situação, são aconselhados a registarem as deslocações na aplicação Registo Viajante.

Com sintomas mais intensos do que os da gripe, não se sabe ao certo a origem da infeção, mas pensa-se que terão sido animais infetados, comercializados vivos no mercado de Wuhan, a transmiti-la aos seres humanos. Ao contrário do que inicialmente se pensava, é possível a transmissão entre pessoas, mas as circunstâncias em que ocorre ainda não estão esclarecidas.

GPI DECO AlgarveCoronavirus