Combate ao Cancro tem de ser retomado pelo SNS, privados e setor social

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A Liga Portuguesa Contra o Cancro endurece o discurso e alerta que o combate ao cancro deve ser uma prioridade contínua, que não pode ficar em segundo plano face à pandemia de covid-19, apelando a que, se necessário, se chamem os setores social e privado a partilhar recursos disponíveis.

A LPCC defende que os doentes devem continuar a ir às consultas e tratamentos programados, assim como deixa o alerta ao Governo para que deve melhorar a operacionalização dos Cuidados de Saúde Primários.

Os números apurados pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, bem como os disponibilizados pela Ordem dos Médicos e pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, revelam uma realidade preocupante no que diz respeito ao diagnóstico precoce e posterior tratamento da doença, e nomeadamente da doença oncológica. Pelo menos 240 cancros de mama podem não ter sido diagnosticados pelo rastreio populacional nos três meses de suspensão e, face à escassez de dados disponíveis, estima em quase mil cancros de outros tipos de doença oncológica que não foram diagnosticados, consequência também da suspensão de rastreios na área do cancro do colo do útero e do cancro colorretal, nos últimos 8 meses.

A referenciação da doença oncológica, que tem início habitual nos Cuidados de Saúde Primários (centros de saúde) tem vindo a falhar por via da grande diminuição de consultas presenciais e, consequentemente, pela redução de exames de diagnóstico que permitam detetar o cancro. 

“A recuperação no diagnóstico da doença oncológica não parece estar a acontecer. Os Hospitais conseguiram retomar alguma normalidade no tratamento nos últimos meses, sobretudo a partir de junho, mas não estão a conseguir recuperar o trabalho perdido. Urge retoma e recuperar, quanto possível, as consultas e exames de diagnóstico que tiveram uma queda brutal durante este período de pandemia”, afirma o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Vítor Rodrigues.

“Se medidas não forem tomadas de forma urgente, vamos continuar a ter atrasos nos diagnósticos e no tratamento de cancro, com inevitável impacto negativo na sobrevivência e na mortalidade, a médio prazo. O combate ao covid-19 não pode prejudicar todos os outros cuidados de saúde”, reitera o presidente da LPCC.

No passado, os programas de medicina preventiva em oncologia têm permitido, juntamente com os avanços na terapêutica, maior sobrevivência e melhor qualidade de vida, bem como a diminuição da mortalidade.

Assim, urge retomar, quanto possível, as consultas e exames de diagnóstico que tiveram uma queda brutal durante este período de pandemia.

Para mais informações, consulte: www.ligacontracancro.pt

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