Covid-19 e Sexualidade | Desafios e Recomendações da Ordem dos Psicólogos

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Vivemos um ano de incertezas e inseguranças, que afetou várias áreas da nossa vida, incluindo a sexualidade. O confinamento pode causar impacto nas relações de intimidade e é importante saber como lidar com o desejo e a sexualidade. A pensar no equilíbrio da saúde física e psicológica, a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) publicou no seu website o documento “Covid-19 e Sexualidade”, elaborado em parceria com a Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica e a Associação para o Planeamento da Família. 

Compreensão e paciência são as palavras-chave para encontrar um equilíbrio, num ano que foi (e continua) a ser bastante desequilibrado. 

Numa fase pandémica como a que agora atravessamos, é importante relembrar que pode existir um conjunto de obstáculos à sexualidade. A pandemia pode acentuar diferenças pré-existentes no que diz respeito ao desejo sexual num casal. Um dos elementos pode ver a sexualidade como uma estratégia para lidar com a ansiedade e o outro pode perder o interesse. Nas relações, a discrepância do desejo sexual é habitual e o seu agravamento neste contexto é expectável. Já quem não tem um compromisso tem menos oportunidades de desenvolver novas relações, o que pode agravar o sentimento de isolamento ou solidão.

É importante salientar que este ano tem sido particularmente difícil e que vários fatores podem afetar a vida sexual, como o receio da transmissão do vírus, o isolamento, o stresse, a ansiedade, a depressão, o cansaço, o aumento dos conflitos e da violência doméstica, as preocupações financeiras ou as dificuldades de relacionamento interpessoal. Por fim, é importante saber que é natural que tudo isto possa afetar a saúde física e psicológica. 

Os desafios

É também natural que se tenha algumas dúvidas em relação a vários aspetos da sexualidade. Alguns desafios deste momento que vivemos são as limitações ao contacto físico, as medidas de prevenção do contágio e proteção da saúde, os fatores de stress (como o medo de ser infetado, o teletrabalho, reorganização das dinâmicas sociais, o luto ou problemas de saúde psicológica) e as potenciais diferenças individuais.

As recomendações

Uma vez que a sexualidade desempenha um papel essencial na saúde física e psicológica, é importante desfrutar de forma saudável, segura e satisfatória, mesmo em tempo de pandemia.

- Gestão do risco e consentimento mútuo: como gerir o risco de transmissão do novo coronavírus e estar alinhado com o outro na perceção e aceitação do risco;

- Reinventar a intimidade: explorar a sexualidade de formas alternativas, aproveitar para conhecer melhor o corpo, criar novos hábitos e aprender mais sobre sexualidade; 

- Cuidar da intimidade e da sexualidade: conversar abertamente sobre o tema, investir na intimidade, aceitar possíveis dificuldades, manter o autocuidado e procurar ajuda sem receio, caso seja necessário. #UmPsicólogoPodeAjudar

É importante relembrar que a violência sexual também é violência doméstica, logo é um crime público. Se é vítima, procure ajuda.

Para completar estas informações, a Ordem dos Psicólogos Portugueses publicou no seu website outro documento com recomendações para a intervenção psicológica, que dá a conhecer algumas evidências científicas sobre o impacto da Covid-19 na sexualidade e apresenta as recomendações gerais para a intervenção psicológica.

Veja o documento:

https://www.ordemdospsicologos.pt/ficheiros/documentos/documento_sexualidade_covid19.pdf

ADBDSexualidadePandemia

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