Células Estaminais contribuem para melhorias em Crianças com Perturbações do Espectro do Autismo

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Os tratamentos com células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical estão associados a melhorias em crianças com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA), revelam vários estudos.

As PEA caracterizam-se por distúrbios do foro neurológico com alterações no normal desenvolvimento da criança ao nível da comunicação, linguagem, comportamento e interação social, que poderão estar associados à existência de uma falha na comunicação integrativa entre várias regiões do cérebro. O autismo é a patologia mais comum destas perturbações.

Vários estudos, envolvendo várias centenas de crianças, têm vindo a evidenciar o potencial das células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical para o tratamento de PEA. Num dos mais importantes estudos realizados até à data, na Universidade de Duke, nos EUA, foram identificadas melhorias significativas nas capacidades de comunicação e atenção em crianças dos 4 aos 7 anos de idade e QI não verbal > 70, após tratamento com sangue do cordão umbilical. Tendo em conta os bons resultados obtidos nos vários ensaios clínicos realizados, o centro médico desta instituição, sob a liderança da Dra. Joanne Kurtzberg, está autorizado a administrar sangue do cordão umbilical, do próprio ou de um irmão compatível, a crianças e jovens adultos até aos 26 anos com PEA, entre outros distúrbios do foro neurológico. Com efeito, mais de 150 crianças com PEA foram já tratadas com sangue do cordão umbilical no âmbito deste programa.

O tratamento experimental de PEA com tecido do cordão umbilical tem, igualmente, alcançado resultados favoráveis. Foram reportadas melhorias em cerca de metade das crianças autistas tratadas com estas células estaminais, num universo de mais de três dezenas de crianças que participaram nos ensaios clínicos com esta fonte de células estaminais.

Dados revelam que as melhorias observadas estão relacionadas com um aumento da conectividade cerebral após a infusão de células estaminais.

Atualmente, estão registados mais de 20 ensaios clínicos com o objetivo de avaliar o potencial de células estaminais de várias fontes no tratamento de crianças e adultos com PEA, dos quais 10 envolvem a utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical e 6 recorrem a células estaminais do tecido do cordão umbilical.

Seis em cada mil crianças apresentam uma perturbação do espetro do autismo, verificando-se maior incidência no sexo masculino. Em Portugal, o autismo afeta um em cada mil crianças em idade escolar.

Para aceder aos mais recentes estudos científicos sobre os resultados promissores da aplicação de células estaminais, visite o Blogue de Células Estaminais.

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