Velhos Novos cereais

Saborear com Peso e Medida
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No entanto, nos dias de hoje, a maioria dos cereais consumidos são refinados, tratados com pesticidas e fertilizantes químicos, além de serem expostos a alterações genéticas (OGM) ao longo dos tempos afastando-se assim das suas estirpes originais.

É possível encontrar-se cada vez mais no mercado “novos” cereais com nomes exóticos, como é o exemplo da quinoa, teff, amaranto, millet, kamut ou trigo-sarraceno. Estes cereais podem ser considerados novidade, mas na verdade são milenares, existindo desde o início da agricultura.

Os seus cultivos são extremamente resistentes a alterações climatéricas como cheias ou períodos de secas, assim como sobrevivem a elevadas altitudes, como é o caso da quinoa nos Andes ou amaranto nos Himalaias. São cereais de pequenas dimensões o que os torna extremamente rentáveis, sendo que um punhado de sementes de teff ou de quinoa é o suficiente para cultivar vários hectares.

Valor nutricional

Estes cereais apesar das suas próprias especificidades possuem características em comum como a sua riqueza em proteínas, magnésio, fósforo, potássio e manganês, garantindo um bom rendimento muscular e articular tornando-os excelentes para qualquer desportista.

Possuem hidratos de carbono de absorção lenta e um teor muito elevado em fibras solúveis e insolúveis, fazendo destes cereais um ótimo aliado na regulação do trânsito intestinal, promovendo saciedade, no controlo dos valores de colesterol, no combate à diabetes mellitus inclusive na prevenção do cancro no intestino.

A sua riqueza em aminoácidos essenciais, como a Lisina ou Metionina, faz destes grãos uma raridade no universo dos cereais, obtendo assim uma proteína mais completa que os restantes cereais refinados como o arroz, trigo ou cevada.

Atualmente a procura de géneros alimentícios isentos de glúten tem aumentado exponencialmente, e cereais como a quinoa, amaranto, teff são excelentes alternativas.

Utilização na culinária

São alimentos bastante versáteis, podendo ser utilizados como substituto do arroz, massa ou trigo, tanto como acompanhamento da fonte proteica na refeição como na elaboração de pães, bolos ou tortilhas.

Atualmente são considerados por muitos como “superalimentos”, essencialmente pela sua riqueza nutricional que se destaca dos restantes grãos refinados que consumimos diariamente. No entanto estes cereais são importantes como qualquer outro, e não devem ser utilizados arbitrariamente como substituto de outro alimento, o termo superalimento deve ser utilizado com precaução.

NOTA: Pode nos encontrar na página do facebook “Saúde para Todos” e acompanhar os nossos conselhos e partilhas.

Iolanda Cramez
Estagiária do curso de Dietética e Nutrição da Universidade do Algarve

 

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