Em 2016 surgiu o Algarve Music Series (na altura, FIMCA – Festival Internacional de Música de Câmara do Algarve) para colmatar uma lacuna na região que se observava em termos de programação de concertos de música de câmara. Foi com a ajuda preciosa do, entretanto falecido, diretor do Teatro das Figuras (Faro) – Joaquim Guerreiro – e com o cunho artístico da violoncelista Isabel Vaz (na altura também com o violinista Eduardo Paredes) que esta empreitada começou.
A ligação da Isabel Vaz à região, cujos pais se conheceram na Ilha do Farol e cuja irmã vive em Faro, tendo passado numerosos verões da sua infância e juventude nesta terra, foi um dos principais motivos para organizar este evento no Algarve. Assim nasceu a vontade de criar algo seu, com artistas e música que tivessem um significado especial. Residente nos Países Baixos desde 2007, esta foi a forma que Isabel encontrou de retribuir algo ao seu país e em particular à região algarvia.
Dois anos mais tarde, em 2018, encontrou um aliado indispensável, com quem desde então partilha a direção artística do festival e com quem trabalha também em duo – o pianista Vasco Dantas. É a combinação destas duas visões que define o AMS. No Dia 11 de Outubro, Sexta Feira à noite, foi a vez da atuação dos Solistas da Orquestra XXI, com David Silva (clarinete), Pedro Borges (piano) e José Nunes (viola).


