Cada vez mais portugueses apostam em casas sustentáveis, procurando reduzir a pegada ecológica e os custos energéticos. A tendência, que alia conforto e consciência ambiental, está a transformar o modo como se constrói e habita no país.
“Hoje, construir de forma sustentável já não é apenas uma opção ética, é uma decisão financeira inteligente”, afirma Pedro Castro, Head de Operations de Crédito Habitação no ComparaJá “Os consumidores começam a perceber que o investimento inicial é compensado por anos de poupança e eficiência.”
Segundo dados partilhados pelo portal ComparaJá, uma casa sustentável distingue-se pela eficiência energética, uso de energias renováveis, materiais ecológicos e gestão racional de água e calor. Exemplos incluem o uso de painéis solares, lâmpadas LED, isolamento térmico e materiais nacionais como a cortiça.
Embora a construção sustentável possa representar um custo inicial entre 5% e 15% superior ao modelo tradicional, o retorno é rápido. A instalação de painéis solares, por exemplo, pode custar entre 3.000 e 6.000 euros, com uma poupança anual até 700 euros. O isolamento térmico adequado reduz o consumo energético em cerca de 30%.
Programas de apoio do Estado, como os promovidos pelo Fundo Ambiental, têm contribuído para acelerar esta transição, tornando mais acessíveis as remodelações ecológicas.
Além da construção de raiz, pequenas mudanças também fazem diferença: trocar lâmpadas por LED, isolar janelas, reutilizar resíduos e ajustar o uso de eletrodomésticos pode reduzir significativamente o impacto ambiental doméstico.
Pedro Castro reforça que o movimento veio para ficar: “O futuro da habitação será verde, não apenas por consciência ambiental, mas porque é o caminho natural para um modo de vida mais equilibrado e económico.”
Com o aumento das exigências energéticas e ambientais, os especialistas antecipam que as casas do futuro, modulares, inteligentes e de energia quase nula, se tornem o novo padrão no mercado português.
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