Porto ultrapassa Lisboa e Braga sobe ao pódio da procura imobiliária internacional

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Lisboa deixou de ser o principal destino dos utilizadores estrangeiros à procura de casa em Portugal. Dados do Imovirtual mostram que o Porto passou a liderar as pesquisas internacionais em 2026 no portal, enquanto Braga subiu para a segunda posição, alterando significativamente o mapa da procura internacional no mercado imobiliário português.

Em 2025, Lisboa liderava com 4,6% das pesquisas realizadas por utilizadores internacionais, seguida do Porto (4,4%) e de Braga (3,4%). Em 2026, o cenário altera-se: o Porto assume a liderança com 5,4%, Braga sobe para 4,3% e Lisboa desce para 3,0%.

A tendência não se limita aos três principais destinos. Aveiro (2,1%), Viana do Castelo (0,8%) e Coimbra (1,1%) reforçam igualmente a sua presença entre os mercados mais procurados, sugerindo uma procura internacional cada vez mais distribuída pelo território nacional.

“Aconteceu uma mudança na forma como os estrangeiros olham para Portugal. Lisboa continua a ser uma referência internacional, mas já não concentra a mesma atenção que no passado. O crescimento do Porto, de Braga e de outras cidades mostra que os estrangeiros estão a explorar cada vez mais diferentes regiões do país, procurando um equilíbrio entre qualidade de vida, acessibilidade e potencial de valorização”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

A mudança geográfica da procura acontece num contexto em que os europeus continuam a dominar o interesse pelo mercado português. A França reforça a liderança, representando 20,7% das pesquisas internacionais em 2026, acima dos 18,9% registados em 2025.

A principal alteração ocorre na segunda posição, onde a Suíça sobe de 15,8% para 18,8%, ultrapassando o Brasil, que recua de 14,4% para 11,2% da procura internacional. Enquanto França e Suíça reforçam o seu peso na procura internacional, o Brasil perde relevância relativa face a 2025, sinalizando uma crescente predominância dos mercados europeus no interesse pelo imobiliário português.

Os dados mostram também uma alteração relevante na intenção dos utilizadores estrangeiros. Em 2026, 72,6% das pesquisas estão associadas à intenção de compra, acima dos 68,4% registados em 2025. Em sentido inverso, a procura por arrendamento diminui de 31,6% para 27,4%.

Esta evolução sugere uma procura internacional cada vez mais orientada para aquisição de imóvel, seja para residência permanente, segunda habitação ou investimento de longo prazo.

No que diz respeito às tipologias, os T2 mantêm-se como a escolha preferida dos compradores estrangeiros, concentrando 31,0% das pesquisas. Seguem-se os T3, com 24,6%, e os T1, com 19,5%.

Apesar de continuarem a representar uma fatia menor da procura, os T0 aumentam de 7,2% para 10,1%, enquanto os T4 passam de 3,5% para 5,4%, demonstrando uma maior diversidade de perfis e necessidades entre os compradores internacionais.

Ao nível do tipo de imóvel, os apartamentos continuam a dominar as preferências, representando 47,9% das pesquisas, acima dos 46,9% registados em 2025. As moradias mantêm uma procura robusta e estável, com 37,4% das pesquisas, enquanto os terrenos perdem relevância, passando de 8,6% para 7,4%, sinalizando uma preferência crescente por soluções prontas a habitar.

Os dados mostram que Portugal continua a captar um forte interesse internacional, mas a geografia dessa procura está a mudar. Se durante anos Lisboa concentrou grande parte da atenção dos compradores estrangeiros, hoje o interesse distribui-se por um conjunto mais alargado de cidades, refletindo uma visão mais diversificada do mercado imobiliário português e das oportunidades disponíveis em diferentes regiões do país.

Imovirtual