O sítio de Bordeira é o berço da tradição das Charolas, um estilo musical que reflete o espírito de comunidade e tem passado de geração em geração, fortemente caracterizado pelo som do acordeão, do pandeiro e das castanholas, que se juntam aos cantares do grupo charoleiro.
No dia de Ano Novo e no dia de Reis, as Charolas percorrem as ruas da aldeia para um dia repleto de atuações – nos cafés, nas casas de quem os recebe e, claro, na Sociedade Recreativa Bordeirense. Vão dar as boas-vindas ao novo ano, lançar “vivas” com mensagens, muitas vezes provocatórias, de caráter político ou social.
As charolas são hoje uma marca identitária daquele povo, símbolo de tradição e resistência e, acima de tudo, de orgulho. Orgulho de ser bordeirense, orgulho de ser charoleiro! Durante vários dias, Edgar Valente, João Frade, Nélson Conceição e Rui Daniel conviveram de perto com este quotidiano, desenvolvendo uma residência artística cujo objetivo foi reinventar esta tradição, explorando novos formatos e possibilidades.
O resultado foi apresentado pela primeira vez ao público, no palco do Teatro das Figuras, no dia 06 de dezembro de 2025 à noite.
Ficha técnica: Criação artística: Edgar Valente, João Frade, Nélson Conceição e Rui Daniel Conceito:
Gil Silva – Coprodução: Teatro das Figuras e Sociedade Recreativa Bordeirense


