No início de 2026, muitos proprietários com crédito à habitação vão enfrentar alterações nas suas prestações mensais, mas o impacto varia conforme o tipo de indexante contratado.
Para quem tem o crédito indexado às Euribor a 3 e a 6 meses, as mensalidades vão aumentar em janeiro, continuando uma tendência que já se verifica há vários meses consecutivos. Estas subidas ocorrem porque a média das taxas Euribor nesses prazos ficou mais elevada em dezembro relativamente às referências utilizadas na última revisão.
No entanto, quem tem o contrato ligado à Euribor a 12 meses pode contar com uma redução ligeira na prestação mensal no início do ano.
Diferença na Prática: Exemplos de Prestações
Segundo simulações feitas com o simulador do ComparaJá, com base nas médias de dezembro:
- Euribor a 3 meses (2,048%): Um crédito de 150 000 € com spread de 1 % e prazo de 30 anos passa a ter uma prestação de aproximadamente 636,30 €, o que representa um aumento de cerca de 1,71 € em relação à última revisão.
- Euribor a 6 meses (2,139%): A prestação sobe para cerca de 643,71 €, ou seja, mais 7,25 € face à revisão anterior.
- Euribor a 12 meses (2,267%): Para quem tem este indexante, a prestação desce para aproximadamente 654,21 €, uma redução de 14,01 € comparado com a última atualização.
Estes exemplos mostram como o prazo da Euribor influencia diretamente o valor das prestações no início do ano.
Estes valores ilustram que, apesar de a maior parte dos consumidores ver um aumento nos montantes a pagar, existe um alívio para quem tem contratos revistos anualmente com a Euribor a 12 meses.
A principal razão para estas variações está na forma como as prestações são calculadas: para atualizar os juros de janeiro, os bancos usam a média das taxas Euribor do mês anterior (dezembro). Quando essa média é mais alta do que na última revisão, a prestação sobe, e quando é mais baixa, a prestação diminui.
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