MED´26 | “Um outro olhar”

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O Festival MED 2026 encerrou mais uma edição marcada pela diversidade artística e pela afirmação de Loulé como território de encontro entre culturas. Durante quatro dias, de 25 a 28 de junho, a Zona Histórica transformou‑se num verdadeiro ecossistema cultural, onde a música — nas suas múltiplas linguagens — voltou a ser o fio condutor de uma experiência urbana vibrante.

🎶 A música como eixo central
Entre os palcos principais dedicados às músicas do mundo, o festival reforçou, este ano, a aposta em propostas paralelas que ampliaram o alcance artístico do MED. O MED Classic voltou a encher a Igreja Matriz, oferecendo três recitais intimistas com curadoria de Sérgio Leite. O Quarteto do The English Concert, o Duo Berten D’Hollander & Anna Granik e o Duo Pedro Costa & Ilker Arcayürek proporcionaram fins de tarde de rara proximidade entre público, instrumentos históricos e vozes de excelência.

O Open Day trouxe ainda a apresentação da Orquestra e do Coro do Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado, reforçada pela participação de alunos ERASMUS, num momento que simbolizou a dimensão comunitária e formativa do festival.

🎷 Jazz, eletrónica e novas atmosferas
O MED Jazz voltou a ser um polo de descoberta junto às Bicas Velhas, com três concertos às 23h45 que cruzaram tradição, improvisação e estética contemporânea: Javier Ortí Quarteto, Francisco Neves Quinteto e Miguel Ângelo Trio, este último apresentando o aclamado “DISTOPIA”.

Em estreia absoluta, o MED Lounge tornou‑se o espaço de descompressão sensorial do festival. Sylva Drums assumiu a residência diária, enquanto Bruno Zarra, Osaba e Di Venitto trouxeram leituras distintas da eletrónica global, da sofisticação underground ao híbrido entre organic house e sonoridades ancestrais.

☕ Cultura de proximidade
O Café Calcinha, símbolo da identidade louletana, voltou a ser palco conceptual com sessões duplas de Nanook, Amar Guitarra e Eduardo Ramos — artistas que também marcaram presença no Mercado Municipal, este ano plenamente integrado na dinâmica do MED.

No encerramento, o domingo trouxe o cante e as modas dos ALLCANTE, reforçando a ligação do festival às tradições locais.

🧭 Essência preservada
A edição de 2026 reafirmou a intenção da organização de regressar à essência do Festival MED: celebrar a multiculturalidade através da música, valorizando a cidade, os seus espaços e a sua comunidade. Entre recitais, jazz, eletrónica, world music e propostas identitárias, o MED voltou a provar por que é um dos eventos culturais mais marcantes do sul do país.