O barómetro do Imovirtual revela que o mercado habitacional português continua a evoluir a ritmos distintos consoante a região. Enquanto Lisboa mantém a liderança em valor absoluto na compra e no arrendamento, são vários mercados fora dos principais centros urbanos que apresentam os maiores crescimentos anuais, confirmando uma valorização cada vez mais distribuída pelo território.
No mercado de venda, Lisboa mantém-se como o território mais caro do país, com um preço médio de 605.524 euros. Seguem-se a Madeira, com 580.000 euros, e Faro, com 577.500 euros.
Apesar de continuarem a liderar em valor absoluto, os grandes mercados mostram sinais distintos de evolução. O território de Lisboa regista uma descida anual de 6,8%, enquanto o Porto apresenta uma correção de 2,7%, fixando-se nos 399.126 euros.
Enquanto Lisboa e Porto registam correções anuais de 6,8% e 2,7%, respetivamente, mercados como Viseu, Portalegre, Bragança e Santarém apresentam crescimentos de dois dígitos.
Em contrapartida, vários mercados de menor dimensão registam as maiores valorizações do país. O destaque vai para Viseu, que sobe de 190.000 euros para 250.000 euros, um crescimento de 31,6%. Seguem-se Portalegre, que sobe de 119.000 euros para 145.000 euros (+21,8%), Bragança, de 99.500 euros para 120.000 euros (+20,6%), Santarém, de 240.000 euros para 282.250 euros (+17,6%), e Leiria, de 305.000 euros para 350.000 euros (+14,8%).
Também Faro continua a valorizar de forma consistente, com uma subida anual de 9,0%, enquanto Setúbal cresce 5,8% e a Madeira 1,8%.
No arrendamento, Lisboa continua a apresentar a renda média mais elevada do país, atingindo os 1.750 euros, o que representa uma subida anual de 4,6%.
Faro atinge os 1.500 euros e regista uma subida anual de 20,0%, enquanto a Madeira se mantém nos 1.500 euros, apesar de uma correção anual de 21,1%.
Entre os mercados com maior crescimento destaca-se São Miguel, com uma subida anual de 23,8%, passando de 1.050 euros os 1.300 euros. Seguem-se Viseu, onde a renda média sobe de 600 euros para 700 euros (+16,7%), Leiria, de 800 euros para 900 euros (+12,5%), Braga, de 850 euros para 950 euros (+11,8%), Viana do Castelo, de 800 euros para 900 euros (+12,5%), e Porto, de 1.100 euros para 1.200 euros (+9,1%).
Setúbal atinge igualmente os 1.300 euros após uma subida de 8,3%, enquanto a Guarda surge como o único distrito a registar uma descida anual no arrendamento (-4,8%), fixando-se nos 500 euros.
“Estamos perante um mercado a várias velocidades. Lisboa continua a concentrar os valores mais elevados, mas os maiores ritmos de crescimento estão a surgir noutros pontos do país. Viseu, Santarém, Bragança ou Faro mostram que a pressão e a valorização já não estão limitadas aos grandes centros urbanos. Esta evolução reflete uma procura mais distribuída e uma maior atenção a mercados que, até há poucos anos, tinham menor protagonismo no debate imobiliário”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.
Os dados do Imovirtual confirmam um mercado habitacional cada vez mais diversificado, onde os valores mais elevados continuam concentrados nos grandes centros urbanos, mas onde o crescimento já se distribui por diferentes regiões do país. A evolução observada na venda e no arrendamento demonstra que a valorização da habitação está hoje menos dependente dos mercados tradicionais e cada vez mais ligada à capacidade de diferentes territórios atraírem procura, investimento e novos residentes.
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