Emeis | Envelhecimento não é sinónimo de demência: importância de cuidar da saúde mental

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No Dia Mundial do Cérebro, assinalado a 22 de julho, os profissionais da emeis, referência na prestação de cuidados a seniores em Portugal, reforçam a importância de promover a saúde cerebral ao longo da vida e de sensibilizar para a distinção entre as alterações cognitivas associadas ao envelhecimento normal e os sinais precoces de doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer.
 
À medida que envelhecemos, o cérebro também sofre alterações naturais. Algumas pessoas podem sentir que demoram mais tempo a aprender algo novo, que necessitam de mais concentração para recordar determinadas informações ou que, ocasionalmente, se esquecem onde colocaram objetos do dia a dia. Estas situações podem fazer parte do processo normal de envelhecimento e não significam necessariamente a existência de uma demência.

“Nem todos os esquecimentos são motivo de preocupação. É importante compreender que existem alterações cognitivas normais associadas à idade. O que deve despertar atenção é quando as dificuldades de memória começam a comprometer a autonomia, a capacidade de orientação ou a realização das atividades quotidianas”, explicam os profissionais da emeis.

Entre os sinais de alerta que justificam avaliação especializada destacam-se o esquecimento frequente de acontecimentos recentes ou datas importantes, a repetição constante das mesmas perguntas ou frases, a dificuldade em realizar tarefas habituais, a desorientação em locais familiares e alterações significativas da comunicação ou do comportamento.

A perda de memória e o declínio cognitivo podem ser influenciados por diversos fatores, para além da idade. O isolamento social, a inatividade física, o stress crónico, a ansiedade, a depressão, a falta de sono, determinadas patologias cardiovasculares e metabólicas, assim como défices nutricionais, nomeadamente de vitamina B12 e ácido fólico, podem afetar o funcionamento cerebral.

Segundo a equipa multidisciplinar da emeis, a adoção de hábitos de vida saudáveis continua a ser uma das estratégias mais eficazes para preservar a saúde do cérebro e promover um envelhecimento ativo. “Tal como cuidamos do coração ou dos músculos, também devemos cuidar do cérebro. Um estilo de vida saudável pode retardar o envelhecimento cerebral, reduzir fatores de risco associados a doenças neurológicas e contribuir para uma melhor qualidade de vida ao longo dos anos.”

Entre as principais recomendações dos especialistas encontram-se:
• Praticar atividade física regularmente;
• Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais e nutrientes essenciais para a saúde cerebral;
• Garantir uma boa qualidade do sono;
• Estimular o cérebro através da leitura, jogos de lógica, palavras cruzadas, sudoku ou da aprendizagem de novas competências;
• Utilizar estratégias de organização, como agendas, listas ou calendários;
• Manter uma vida social ativa e relações interpessoais significativas;
• Controlar fatores de risco como hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

A estimulação cognitiva desempenha igualmente um papel fundamental na manutenção das capacidades mentais. Técnicas de associação de ideias, exercícios de memória e atividades que desafiam o raciocínio ajudam a reforçar as ligações neuronais e a preservar funções como a atenção, a memória e a capacidade de resolução de problemas.

Nas suas 15 residências em Portugal, a emeis desenvolve programas personalizados de estimulação cognitiva e promoção da autonomia, através de equipas multidisciplinares compostas por médicos, enfermeiros, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e outros profissionais especializados na área do envelhecimento e da saúde cerebral.

Os especialistas da emeis sublinham ainda uma mensagem particularmente relevante: envelhecer não significa perder inevitavelmente as capacidades cognitivas. Muitas pessoas mantêm um elevado desempenho intelectual ao longo da vida, especialmente quando adotam hábitos saudáveis e permanecem física, social e mentalmente ativas.

Neste Dia Mundial do Cérebro, a emeis convida a sociedade a olhar para a saúde cerebral como uma prioridade de saúde pública e reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da promoção de estilos de vida que permitam viver mais anos com autonomia, bem-estar e qualidade de vida.

MKA

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