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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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A DECO INFORMA… Sim, é! Por exemplo, um veículo consome mais energia a acelerar até uma dada velocidade do que a mantê-la. Calçado confortável com sola baixa aumenta a sensibilidade sobre o pedal. Aumentar a distância para o carro da frente evita travagens bruscas e dá margem para reduzir a velocidade, levantando apenas o pé do acelerador. Se precisar de travar muitas vezes, e bruscamente, é porque gastou energia a mais com a aceleração. Solução: manter a velocidade do motor o mais baixa possível, usando mudanças mais altas que confiram baixa rotação.

As acelerações intensas desgastam mais os pneus, a embraiagem, os amortecedores e o motor. Respeitar os limites de velocidade e manter a velocidade (por exemplo, usando o cruise-control em autoestrada) beneficiam o consumo.

É importante conduzir com a mudança mais elevada possível. Assim que conseguir meter a 2ª, suba de relação tão depressa quanto puder. A 40 km/h pode já ter a 4ª engrenada e para a 6ª chegam 60 km/h. Contudo, a partir dos 80 km/h, mesmo já em 6ª velocidade, terá de exercer mais pressão no acelerador, o que significa injetar mais combustível para o motor, aumentando o consumo.

Muitos condutores deixam o carro deslizar em ponto morto em zonas com grandes descidas, o que é um erro. Com a caixa desengatada, o motor continua a consumir. A ação correta é manter o carro engrenado e utilizar o motor como travão. Ao retirar o pé do acelerador, não consome combustível porque a alimentação é cortada.

Vamos a contas. Em condições normais, metade do tempo ao volante é passado em velocidade estável, a cortar a alimentação e a fazer o corte do motor, e a outra metade em paragem, aceleração e travagem. Com estes truques de ecocondução pode, facilmente, dedicar até 70% do tempo ao primeiro período, ou seja, a seguir viagem com uma velocidade estável.

Dicas simples como engrenar a mudança mais elevada tão depressa quanto possível e evitar acelerações e travagens súbitas são a base da condução eficiente. A poupança chega aos 20%, o que equivale a cerca de € 380 se fizer 30 mil quilómetros por ano. Se forem dois condutores em casa, poupa cerca de 760 euros.

Para quem acho este tema importante pode conhecer com maior detalhe os 10 truques para poupar, deste artigo, disponível no nosso site em www.deco.proteste.pt.

GPI DECO-AlgarveConducaoEconomica

A DECO alerta todos os consumidores para o término dos direitos excecionais e temporários relativos aos serviços essenciais no próximo dia 30 de setembro. Estas medidas foram publicadas perante o estado de pandemia provocado pela COVID-19 para apoiar todos os consumidores e garantir o seu acesso aos serviços públicos essenciais, como são o fornecimento de eletricidade, gás natural, água, e os serviços de telecomunicações.

A DECO relembra que o fornecimento de eletricidade, gás natural, água e os serviços de telecomunicações não podem ser cortados, ainda que por falta de pagamento das faturas, em caso de situação de desemprego, de quebra de rendimentos do agregado familiar igual ou superior a 20%, ou de infeção por COVID-19.

Para todas as faturas que estejam em atraso desde 20 de março, o consumidor poderá solicitar um plano de pagamentos em prestações mensais, sem juros, o qual pode iniciar-se apenas no mês de novembro.

Os consumidores que se encontrem em situação de desemprego, ou de quebra de rendimentos do agregado familiar igual ou superior a 20% face aos rendimentos do mês anterior, podem cancelar o seu contrato de telecomunicações sem qualquer penalização. Em alternativa, e nas mesmas condições, podem solicitar a suspensão do contrato de telecomunicações, sem penalizações, retomando-o a 1 de outubro de 2020. A DECO reforça que estes direitos terminarão no dia 30 de setembro de 2020.

Continuaremos a acompanhar o impacto social e económico desta pandemia na vida dos consumidores e tudo faremos para salvaguardar e garantir a defesa dos seus direitos e legítimos interesses.

GPI DECO-AlgarveDECOLogotipo1

A DECO INFORMA… O Governo anunciou a descida da taxa de IVA da eletricidade para 13% na componente do consumo, nos lares com uma potência contratada até 6,9 kVA e para os primeiros 100 kWh gastos em cada mês. O restante consumo mensal - acima deste valor - continua sujeito a uma taxa de 23 por cento. As famílias numerosas (casal com três ou mais filhos) terão a taxa de IVA de 13% nos consumos até 150 kWh. A medida entrará em vigor a 1 de dezembro, para a maioria dos consumidores, mas as famílias numerosas terão de esperar até março de 2021. Segundo o Governo, a medida vem complementar a redução para 6% do IVA da tarifa de acesso incluída na componente fixa da eletricidade, nas potências até 3,45 kVA, ocorrida em 2019.

Fizemos as contas para conhecer a poupança das famílias abrangidas pela descida do IVA e constatámos que a maioria verá a fatura mensal baixar 1,50 euros por mês (representa uma poupança de 2% a 4%). Embora este seja mais um passo na direção certa, continua a ser redutor, por não abranger a totalidade da fatura, outras energias – como o gás canalizado e engarrafado – nem todos os consumidores. 

A eletricidade é um serviço público essencial e, por esta razão, não faz muito sentido haver uma diferenciação da taxa de IVA em função do consumo. Quando o Governo refere que a medida é “socialmente justa”, temos algumas dúvidas que assim seja, dado que discrimina precisamente parte dos portugueses. O IVA é um imposto cego, ou seja, não diferencia a quem é aplicado, pelo que é estranho usar este instrumento fiscal para fins de justiça social. Por outro lado, se a redução do IVA só incide na eletricidade, há uma distorção da concorrência, uma vez que tanto o gás natural como o engarrafado ou canalizado ficam de fora.

Há que relembrar que quase três quartos da eletricidade consumida nos primeiros cinco meses do ano foi proveniente de fontes renováveis. Ou seja, os portugueses subsidiaram a produção de energia renovável ao longo da última década, para agora serem penalizados pelo consumo de uma energia mais “limpa”. Aliás, as metas do Plano Nacional Integrado Energia e Clima (PNEC) e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica (RNC) apontam a eletrificação e a eficiência energética como o caminho para a redução das emissões e a descarbonização da nossa economia. Como tal, não faz qualquer sentido penalizar este tipo de consumo.

Há muito que reivindicamos a descida da taxa de IVA para 6% na energia doméstica (eletricidade e gás natural, engarrafado e canalizado), para todos os consumidores e sobre todas as componentes da fatura. Desde 2018, mais de 86 mil consumidores juntaram a sua voz à nossa. Contudo, não vamos baixar os braços e não descansaremos enquanto Portugal continuar a ser dos países com a energia mais cara da Europa.

GPI DECO-AlgarveTaxaIVAEletricidade

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

A Secção Regional do Sul e Regiões Autónomas (SRSRA) da Ordem dos Farmacêuticos (OF) e a Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF) vão promover a realização de uma conferência digital, que compreende dois eventos, subordinado ao tema “O farmacêutico e a canábis para fins medicinais: perspetivas futuras sobre a sua utilização”, nos dias 10 e 17 de outubro de 2020. A iniciativa, conta com a parceria da Tilray Portugal e tem como público-alvo os farmacêuticos nas suas mais diversas atividades profissionais.

Este conjunto de eventos têm como principal objetivo promover a capacitação dos farmacêuticos sobre a canábis para fins medicinais, através do debate interdisciplinar com o envolvimento da sociedade civil.

A utilização de medicamentos, preparações e substâncias à base da planta da canábis para fins medicinais, nomeadamente a sua prescrição e a sua dispensa em farmácia comunitária estão regulamentadas, em Portugal, com a Lei n.º 33/2018, de 18 de julho e com o Decreto-Lei n.º 8/2019, de 15 de janeiro. No entanto, até ao momento, o INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, ainda não aprovou a colocação no mercado de nenhuma preparação ou substância à base da planta da canábis para fins medicinais.

Em Portugal, a utilização da canábis para fins medicinais está aprovada para várias indicações, entre as quais, a dor crónica, a espasticidade associada à esclerose múltipla ou lesões da espinal medula, a náuseas e vómitos resultantes da quimioterapia, radioterapia e terapia combinada de HIV e medicação para hepatite, e ainda para a estimulação do apetite nos cuidados paliativos de doentes sujeitos a tratamentos oncológicos ou com SIDA. 

A participação na iniciativa é gratuita, mas requer inscrição prévia. As inscrições são limitadas. Acompanhe todas as informações e novidades aqui:  

https://www.ordemfarmaceuticos.pt/pt/eventos/conferencias-digitais-o-farmaceutico-e-a-canabis-para-fins-medicinais-perspetivas-futuras-sobre-a-sua-utilizacao/ 

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) é a associação pública que abrange e representa os farmacêuticos que exercem a profissão farmacêutica ou praticam atos próprios desta profissão em território nacional. Representando mais de 15.000 farmacêuticos nas mais diversas áreas da profissão farmacêutica, assume, ainda, um compromisso com diversas atividades, iniciativas e projetos destinados a vários grupos populacionais.

A Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF) é uma associação sem fins lucrativos representativa de jovens farmacêuticos, destinada a constituir uma plataforma de entendimento, solidariedade e apoio recíproco entre os mesmos, visando o desenvolvimento da profissão farmacêutica.

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Artigo de Opinião de Raúl Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem pelo menos 2.2 biliões de pessoas cegas parcialmente ou na sua totalidade, sendo que, 1 bilião poderia ter sido evitado ou ainda não foi resolvido.  Doenças da retina como a degenerescência macular relacionada com a idade (DMRI), a retinopatia diabética e a retinose pigmentar têm um grande impacto na acuidade visual e podem inclusive levar à cegueira. 

A retina consiste em uma camada fina de células que reveste a parte interna do olho, e tem como função transformar o estímulo luminoso em neurológico. Este estímulo é conduzido ao nervo ótico que irá levar as informações até ao cérebro para serem processadas, permitindo-nos ver. 

Algumas das causas destas doenças da retina residem na falta de controlo dos níveis de glicemia no sangue, na idade, na predisposição genética, no tabaco e até na exposição excessiva à luz solar.

É importante estar atento a todos os sinais de modo a detetar atempadamente alterações oculares. O diagnóstico precoce de doenças da retina pode ser fundamental, ainda que, apesar da retina não poder ser transplantada, existem algumas doenças que podem ser tratadas ou mesmo evitadas. Alguns dos sintomas passam pela distorção da imagem, visualização de pontos flutuantes, diminuição da visão ou mesmo perda, quer da central, quer da periférica. 

Com a finalidade de evitar e prevenir este flagelo é crucial consultar regularmente um Optometrista para fazer rastreios oculares; ter uma alimentação saudável; praticar atividade física; não fumar; usar óculos de sol; controlar os níveis de açúcar no sangue, a tensão arterial e o colesterol.

Caso detete algum dos sintomas de doenças da retina deve marcar uma consulta com um Optometrista, para um diagnóstico e terapêutica adequados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde o Optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão.

Sobre a APLO

A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) representa os Optometristas, a maior classe profissional de prestadores de cuidados para a saúde da visão, em Portugal. Atualmente conta com cerca de 1.210 membros. A APLO é membro Fundador da Academia Europeia de Optometria e Ótica, membro do Conselho Europeu de Optometria e Ótica e membro do Conselho Mundial de Optometria. Para mais informações, consulte: www.aplo.pt

MiligramaRaulSousaDr

A síndrome do ovário poliquístico (SOP) é uma doença que afeta 10 a 15% das mulheres e pode provocar alterações do ciclo menstrual, quistos nos ovários e dificuldade em engravidar, entre outras manifestações e consequências. No mês de consciencialização para esta síndrome, Catarina Godinho, médica ginecologista/obstetra do IVI e especialista em Medicina da Reprodução, alerta para a importância do diagnóstico precoce e para os riscos metabólicos e cardiovasculares associados a esta condição.

De acordo com a especialista em Medicina da Reprodução, a síndrome dos ovários poliquísticos pode ser definida como sendo “um conjunto de sinais e sintomas causados por desequilíbrio hormonal dos ovários, que pode ser ligeiro ou grave, causando, por exemplo, irregularidade dos ciclos menstruais, crescimento de pelos em zonas mais comuns nos homens, aparecimento de acne entre outras alterações hormonais”.

O diagnóstico depende de critérios médicos específicos que incluem sintomas, ecografia e análises.  Geralmente a SOP ocorre em mulheres em idade fértil e é mais frequente em pessoas obesas (IMC superior a 30) ou com antecedentes familiares, explica Catarina Godinho. “O diagnóstico é feito através da avaliação clínica de antecedentes pessoais relevantes como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, aumento de peso e obesidade; assim como pela avaliação dos níveis hormonais de androgénios (hormonas masculinas) e resistência à insulina”, acrescenta a médica. Adicionalmente é feita uma ecografia ginecológica transvaginal para avaliar a dimensão e as características dos ovários.

Procure um médico antes de engravidar

A médica sublinha que esta síndrome não tem cura, mas pode ser tratada e controlada. “Quando uma mulher com SOP quer engravidar deve falar previamente com o seu médico ginecologista. No caso de a mulher ter excesso de peso, o primeiro passo é perder peso. Se não se pretender engravidar é recomendado o uso da pílula anticoncetiva para que os ciclos menstruais sejam mais regulares”, esclarece.

Porém, alerta que, “se existir resistência à insulina associada a esta síndrome é importante controlar o nível de açúcar no sangue com uma dieta específica e ou com alguma medicação”, uma vez que este desequilíbrio pode originar mais tarde a diabetes.

No caso de a mulher querer engravidar, “para além do controlo do peso pode ser necessário induzir a ovulação recorrendo a alguns medicamentos que estimulem o crescimento do folículo até à ovulação” e que requerem controlo ecográfico.  “Se após algumas tentativas de indução de ovulação se não acontecer a desejada gravidez, ou se não se consiga uma resposta ovárica adequada, pode haver necessidade de recorrer à fertilização in vitro onde é possível aumentar a probabilidade de gravidez e avaliar a qualidade dos óvulos e embriões”, explica Catarina Godinho.

Embora as mulheres com SOP, quando engravidam, tenham um risco aumentado de hipertensão arterial e de diabetes, “se seguirem as recomendações médicas a probabilidade de gravidez é elevada”, garante a médica ginecologista.

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