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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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A DECO INFORMA… A UE renovou por mais 5 anos a licença para utilização do glifosato. Trata-se de um princípio ativo classificado como potencialmente cancerígeno pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro. É utilizado em herbicidas como o Roundup gel e o Resolva 24 horas da Syngenta.

Cinquenta e três por cento do solo agrícola nacional contém glifosato e a agravar a situação, a seca severa e as condições do solo ardido este ano contribuirão para a espalhar o glifosato e os seus compostos por zonas onde não existiam em níveis significativos até agora. 

Somos contra a decisão da UE e já manifestámos a nossa posição ao Ministério da Agricultura. Na nossa carta, salientámos um documento assinado por 100 cientistas, enviado à UE, que consideram "cientificamente fraudulentas" as conclusões da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). A EFSA concluiu que o glifosato não tem potencial cancerígeno. Mas o grupo de cientistas questiona os estudos usados pela Autoridade Europeia para chegar àquela conclusão.

Também chamámos a atenção do Ministério da Agricultura para os Monsanto Papers, que alegam que a empresa Monsanto (fabricante do Roundup gel) influenciou estudos e cientistas que produziram análises positivas sobre o glifosato. 

Na nossa carta, pedimos aos representantes portugueses que votassem contra o prolongamento da utilização do glifosato. Defendemos ainda a criação de um prazo de 3 anos para que a substância seja progressivamente substituída por soluções ambientalmente seguras. Consideramos que as alternativas ao glifosato não estão a ser corretamente divulgadas e explicadas aos agricultores. Cabe ao Ministério da Agricultura inverter essa situação e acelerar o processo de substituição do glifosato.

A classificação de potencialmente cancerígeno significa que há evidência científica limitada de que é cancerígeno para os humanos, mas provas suficientes de que causa cancro nos animais de laboratório. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro, da Organização Mundial da Saúde, baseou esta classificação em estudos sobre a exposição de pessoas ao glifosato durante atividades agrícolas que mostraram que o glifosato pode causar cancro (linfoma não-Hodgkin). Estes estudos foram feitos nos Estados Unidos, Canadá e Suécia, desde 2001. Em paralelo, a mesma agência reuniu provas de que o glifosato pode causar cancro a animais de laboratório. Transportes DECOFonte: DECO-Delegação Regional Algarve

A DECO INFORMA… “Reservado o direito de admissão”: esta placa já não pode ser afixada, pois à luz da legislação atual, já não é permitido pôr à entrada de discotecas, bares e restaurantes um aviso contrário ao espírito da Constituição e que, na prática, permitiria impedir a entrada a qualquer pessoa, sem qualquer tipo de critério.

A lei diz que o acesso às discotecas é livre, desde que não se perturbe o seu “normal funcionamento”. Se um cliente estiver embriagado e a provocar desacatos, o segurança/ porteiro tem legitimidade de impedir que entre no estabelecimento. Estão em causa os interesses dos restantes clientes.

A lei vai até um pouco mais longe e diz que as normas do espaço também têm de ser respeitadas. Imagine-se que uma pessoa pretende entrar num bar vestido com calções e ténis, mas que tal dress code é vedado pelas regras do estabelecimento. Sim, o acesso pode ser-lhe negado. Mas, essa informação tem de estar afixada, obrigatoriamente, em local destacado, junto à entrada do espaço.

Quando o espaço de lazer atingiu o limite e não comporta mais pessoas, a porta pode ficar fechada a outros clientes que queiram entrar. Mas tal deve estar devidamente publicitado. O mesmo é válido para festas privadas e estabelecimentos total ou parcialmente reservados a associados, beneficiários ou clientes das entidades proprietárias ou exploradoras.

Também é possível impor um determinado consumo/despesa mínima obrigatória para entrar num determinado espaço. O consumo mínimo é uma regra privativa do estabelecimento, mas o consumidor tem o direito a ser informado do preço. Em estabelecimentos onde se vendem bebidas, esta informação deve ser devidamente disponibilizada, afixada num painel, no exterior.

No entanto, a margem que a lei dá aos bares e às discotecas para condicionarem a entrada nos seus espaços não pode servir de subterfúgio para estes restringirem ilegitimamente o livre acesso, pelo que, nesses casos, deve fazer queixa à ASAE, através do livro de reclamações.Transportes DECOFonte: DECO-Delegação Regional Algarve

A DECO INFORMA… Em 2016, 60% da população foi utilizadora frequente na Internet (valor um pouco abaixo da média europeia - 71%). Apenas 47% dos utilizadores revelaram competências básicas ou mais do que básicas na utilização da Internet, segundo os dados da Iniciativa Nacional Competências Digitais.

O conceito de competências digitais adotado, pela iniciativa, inclui o processamento de informação, a comunicação e interação, e o desenvolvimento e produção de conteúdos digitais.

Neste contexto e de forma a contribuir para a literacia digital dos consumidores, a DECO, com o apoio do Google Portugal, convida os alunos a produzir vídeos representativos dos conselhos do site www.deco.proteste.pt/netvivaesegura, de forma original e criativa, demonstrando a importância de uma participação mais ativa na criação de conteúdos para a web.

Os vídeos produzidos pelos alunos deverão promover experiências online mais conscientes, seguras e confiantes.

No âmbito da parceria com o Google, a DECO criou o site www.deco.proteste.pt/netvivaesegura que disponibiliza informação e dicas importantes para os utilizadores da Internet, principalmente no que respeita a: Conexões seguras, Dispositivos a salvo, As tuas contas são só tuas, Privacidade na rede, Transações e compras e Aplicações e jogos – Crianças na Internet.

A atividade é dirigida a alunos com idades compreendidas entre os 16 e 22 anos, a frequentar escolas do ensino regular, profissional, vocacional e ensino aprendizagem, de Portugal Continental e Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Devem ser constituídas equipas compostas por 2 alunos do mesmo nível de ensino e por um professor, que ficará responsável pelo acompanhamento da equipa.

As inscrições para esta atividade decorrerão até ao dia 31 de janeiro de 2018.

Mais informação disponível no site: deco.proteste.pt/netvivaeseguraTransportes DECOFonte: DECO-Delegação Regional Algarve

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

Apesar de os números preocupantes associados às doenças reumáticas em Portugal, um correto tratamento e uma adequada alimentação como aliada da prevenção destas doenças ainda é, no entender da pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia, um desafio.

Estas doenças causam dor, limitando a vida do doente de variadas formas, alterando muitas vezes a sua capacidade funcional. Os principais sintomas são quadros de dor - por vezes incapacitante -, fadiga e fraqueza muscular. A Sociedade Portuguesa de Reumatologia alerta, portanto, para o facto de a alimentação funcionar como coadjuvante da terapêutica ou outro tratamento médico, promovendo uma melhoria dos sintomas e ajudando a diminuir a progressão da doença, assim como alguns fatores de risco associados.

A ingestão de proteínas é fundamental, uma vez que estas pessoas podem ter uma maior debilidade muscular. Por outro lado, são essenciais minerais como o ferro, zinco, cobre e selénio, bem como as vitaminas A, D, E e K, que só se dissolvem em gordura, pelo que ficam armazenadas no organismo durante mais tempo.

Por ser rica em produtos antioxidantes e gordura insaturada, a dieta mediterrânica pode ajudar a reduzir os quadros de processo inflamatório e a atenuar os principais sintomas das doenças reumáticas, como rigidez e dor. Desta forma, hortícolas, fruta e cereais pouco processados deverão fazer parte do regime nutricional. O azeite, que deve ser a fonte de gordura de eleição, tem de ser consumido com alguma contenção, pois não deixa de ser uma gordura.

Os doentes reumáticos que sofrem de excesso de peso têm uma dificuldade acrescida na eficácia do tratamento e uma evolução menos favorável dos sintomas ao longo do tempo, uma vez que as articulações são sobrecarregadas de forma constante, o que as desgasta mais rapidamente.

É ainda de ressalvar que estas pessoas, para quem a fadiga é uma constante, não devem fazer períodos longos de jejum, de modo a evitar o cansaço extremo e a manter os níveis de energia ao longo de todo o dia. Assim, aconselha-se planear o regime alimentar com alguma antecedência para não correr o risco de ingerir alimentos não recomendados e de forma a evitar também o ganho excessivo de peso.

No nosso país, o consumo de vitamina D e de cálcio está abaixo dos níveis recomendados, em especial na faixa etária a partir dos 30 anos. Esta situação tem tendência a agravar-se em pessoas com mais idade, que têm por norma uma densidade óssea diminuída. A Sociedade Portuguesa de Reumatologia recomenda, deste modo, um cuidado redobrado com a manutenção de um peso saudável e a ingestão de alimentos ricos em cálcio, vitamina D, antioxidantes, potássio, e gorduras insaturadas em detrimento das saturadas.

Os doentes com Gota deverão, no entanto, moderar o consumo de carnes, vísceras, sardinha, truta, salmão, marisco e outros alimentos que contenham purinas, uma vez que promovem a produção de ácido úrico, responsável pela formação dos cristais típicos da doença.

Embora não esteja comprovada uma relação direta entre a ingestão de determinados alimentos e o surgimento de uma crise ou agravamento repentino dos sintomas, a Sociedade Portuguesa de Reumatologia alerta para o facto de que um regime alimentar correto e adaptado às necessidades de cada indivíduo tem um impacto positivo a longo prazo. Nas palavras do Dr. José Canas da Silva, Presidente da Sociedade Portuguesa de Reumatologia, “cada doença do foro reumático tem as suas especificidades e exigências nutricionais, portanto aconselha-se sempre a consulta de um médico, e após o diagnóstico de uma doença reumática, idealmente o doente deverá ser seguido por um nutricionista, procurando identificar o plano alimentar que de melhor forma se adeque às necessidades energéticas e nutricionais. Este plano deverá ser, então, partilhado com o reumatologista e com os restantes clínicos que acompanham o doente.”

Fonte: S Consulting

Opinião de Jéssica Brás, Terapeuta da Fala no NeuroSer, Centro de Diagnóstico e Terapias para Alzheimer e outras patologias neurológicas

Ao longo da sua vida o ser humano deglute milhões de vezes sem se aperceber da complexidade deste ato. A deglutição é um ato reflexo inerente ao ser humano desde o útero materno e fundamental para a manutenção da vida; é um percurso que deve ser feito de forma segura desde o trajeto inicial do alimento, dentro da boca, até à sua transição para o esófago. Havendo alguma alteração neste trajeto que dificulte ou impeça a ingestão oral segura, eficiente e confortável da pessoa, haverá então um sintoma de disfagia.

A disfagia, do grego «Dys» significa dificuldade e «fagia», significa comer, entende-se como uma «dificuldade em comer», sendo uma perturbação da deglutição. Existem vários tipos de disfagia, dependendo do local onde ocorrem as dificuldades. Estas dificuldades podem ocorrer em todas as idades, desde o nascimento até ao envelhecimento.

Existem vários sinais e sintomas inerentes à disfagia, entre os quais se destacam: desidratação e desnutrição; perda de peso inexplicável e de forma acentuada, num curto período de tempo; dor a engolir; febres frequentes; pneumonias de repetição/ infeções respiratórias; voz alterada após a deglutição; sensação de alimento preso na garganta; engasgamento frequente ou falta de ar durante/após as refeições ou quando bebe líquidos e sensação de que os alimentos ou líquidos voltam do estômago para a boca.

O terapeuta da fala é o profissional envolvido nas alterações da deglutição: é responsável, por um lado, pela avaliação, onde existe a possibilidade de serem descritas queixas em relação ao processo de deglutição e, eventualmente, levantar hipóteses sobre a origem da disfagia e, por outro lado, pela intervenção nesta área, onde é trabalhada a reabilitação, dependendo sempre dos sinais e sintomas apresentados de cada pessoa. Aqui, o terapeuta da fala deverá ter como objetivo o estabelecimento de uma relação entre o tipo de deglutição segura e adequada a cada caso: quanto mais precoce for a avaliação e o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento.

A disfagia, apesar de, como já foi referido, poder ocorrer em qualquer idade, tem uma maior incidência na população envelhecida, pois durante o processo de envelhecimento existe uma redução da funcionalidade de vários órgãos e sistemas do organismo. A prevalência de disfagia aumenta com a idade e constitui alguns problemas para os indivíduos mais idosos, comprometendo o seu estado nutricional, dificultando a administração de medicamentos sólidos, aumentando o risco de uma pneumonia por aspiração e não menos importante, prejudicando a sua qualidade de vida.

Podem ser várias as causas de disfagia nesta população, podendo incluir o Acidente Vascular Cerebral, a demência, as doenças neuromusculares e também tumores de cabeça e pescoço. Neste tipo de população é necessário, por vezes, a alteração da dieta alimentar, nomeadamente, a alteração do volume e consistência do bolo alimentar, e também a reabilitação do processo de deglutição, utilizando técnicas e exercícios específicos a cada caso.

Fonte: RxConsulting

OS SINTOMAS ASSOCIADOS ÀS DOENÇAS REUMÁTICAS PODEM AGRAVAR COM O FRIO EM ATÉ 90% DOS DOENTES.

Os sintomas associados às doenças reumáticas respondem às variações de temperatura ao longo do ano e é nos meses de dezembro e janeiro que se regista um maior número de queixas. Assim, é aconselhável que os doentes com patologias músculo-esqueléticas se protejam do frio de forma a evitar dores. Por outro lado, 5% da população apresenta fenómeno de Raynaud, que é desencadeado pelo frio, entre outros fatores.

O frio é responsável por agravamento significativo dos sintomas associados às doenças reumáticas, podendo causar incapacidade física grave. No entanto, não é apenas o frio em si que requer atenção; a chuva e a neve são responsáveis por inúmeras quedas, o que se pode tornar especialmente perigoso para quem sofre de osteoporose. Todos estes fatores, acrescidos a um baixo nível de vitamina D geralmente associado a esta época, podem gerar um quadro relevante para estas pessoas.

Por outro lado, o Fenómeno de Raynaud, surge como uma resposta extrema dos vasos sanguíneos a ambientes frios, podendo ser primário (de causa desconhecida e não associado a outras doenças) ou secundário (quando associado a uma doença inflamatória, como a Esclerose Sistémica Progressiva, Síndrome de Sjogren, Lupus Erimatoso Sistémico e Aterosclerose). O fenómeno de Raynaud caracteriza-se por uma descoloração das extremidades e, nos casos mais graves, por úlceras que demoram a sarar, aparecendo geralmente nos dedos das mãos ou dos pés. Embora cada episódio dure pouco tempo, o Fenómeno de Raynaud é crónico e, por isso, o doente tem de saber proteger-se e, se assim determinado pelo médico, tomar medicação adequada. É ainda importante ressalvar que esta síndrome aparece normalmente antes dos 40 anos, contestando a ideia de que este tipo de patologias está sempre associado a pessoas idosas.

A Sociedade Portuguesa de Reumatologia apela aos portugueses para se protegerem nos meses de inverno, tomando medidas preventivas como evitar andar em superfícies molhadas para evitar as quedas, e protegerem-se do frio, utilizando peças de vestuário que protejam as extremidades (luvas, cachecol e gorro), abstendo-se de pegar em objetos frios com as mãos desprotegidas e evitando alimentos e substâncias que sejam vasoconstritores, como cafeína e tabaco.

Fonte: SConsulting