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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

monica_pinho

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“Viu os seus rendimentos reduzirem, colocando em causa o cumprimento das suas obrigações financeiras? Saiba quais as alternativas ao seu dispor para fazer face à situação.”

A DECO INFORMA… Com cada vez mais consumidores confrontados com a redução dos seus rendimentos, em virtude de situações de desemprego, de lay-off, do encerramento da sua atividade profissional, do corte de comissões, entre outras situações, importa saber que medidas existem e quais os comportamentos a adotar para ultrapassar estas dificuldades financeiras.

Assim, e caso se encontre numa das situações acima descritas e seja titular de créditos bancários – e sem prejuízo do regime das moratórias públicas, disponível até dia 31 março –, sugerimos que contacte a instituição bancária ou financeira onde contratou os créditos expondo a situação em que se encontra, de modo a que estas procedam à avaliação da sua atual capacidade financeira e lhe apresentem propostas de reequilíbrio financeiro, como sejam a redução temporária da prestação mensal ou da taxa de juro imputada ao contrato de crédito.

Com efeito, os bancos dispõem de programas de auxílio a quem está em situação de risco iminente de incumprimento prestacional ou já em incumprimento com as prestações mensais.

Estes mecanismos de apoio são denominados por Plano de Ação para o Risco de Incumprimento (PARI) e Plano Extrajudicial de Resolução de Situações de Incumprimento (PERSI). Ambos visam o apoio a quem não está a conseguir fazer face às suas obrigações e assim eliminar o risco de acumulação de dívida e penalizações.

Saiba ainda que, no decurso PERSI, a instituição de crédito está impedida de cessar o contrato de crédito com fundamento no incumprimento, agir judicialmente contra o cliente com vista à recuperação do crédito e ceder o crédito ou transmitir a sua posição contratual a terceiros.

Em caso de dúvida ou caso necessite de mais esclarecimentos, não hesite em contactar-nos através do número de telefone 289 863 103 ou por e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

GPI DECO-AlgarveDECO

A DECO INFORMA… Cada vez mais assistimos a uma enorme presença dos jovens nas redes sociais e é através delas que comunicam, estando a sua vida social associada às mesmas. Saber identificar os atuais problemas que começam a emergir nas redes sociais como noticias falsas e desinformação, discursos de ódio, incitamento à violência, cyberbulling entre outros é crucial.

No dia 9 de fevereiro foi assinalado o Dia da Internet mais Segura, e com ele vimos reforçar que é preciso saber navegar com segurança, respeitar a sua própria privacidade e a dos outros e promover a cortesia digital evitando o discurso de ódio.

A DECOJovem tem vindo a desenvolver vários projetos nas escolas em que incentiva e estimula o desenvolvimento de competências digitais, trabalhando um conjunto de conhecimentos, capacidades, habilidades, estratégias e atitudes necessárias para utilizar as tecnologias e meios digitais, seja no âmbito pessoal ou profissional.

O Projeto Sitestar é disso um exemplo. É um projeto que desafia os jovens a ter uma participação mais ativa na internet como criadores de conteúdos. Com a parceria do .PT, podem criar sites com conteúdos digitais nas suas áreas de interesse, promovendo-se também uma cidadania mais ativa e mais inclusiva.

Este projeto já vai na oitava edição, envolvendo até ao momento um total de 4802 alunos e professore e, 407 sites criados.

Na internet há um maior acesso a informação e conteúdos, mas nem tudo é de todos para se copiar, plagiar e usar sem respeito pelos direitos de autos.  A literacia digital tem a preocupação de criar uma base sólida de competências digitais em que a procura e escolha consciente da fonte e do seu conteúdo estejam presentes; aperfeiçoar e integrar informação e conteúdo tal como se aplicam os direitos de autor; proteger os dados pessoais, utilizar ferramentas digitais para inovar e manterem-se atualizados em relação à evolução digital.

Para saber mais sobre este mundo da literacia digital convidamos alunos e professores a participar nas nossas Consumer.Talks onde o principal objetivo é ajudar os jovens a serem consumidores mais críticos e inovadores.

GPI DECO AlgarveInternetSegura

“Com o agravamento da pandemia tenho privilegiado a aquisição de produtos na internet. No entanto, ao fazer as minhas pesquisas tenho encontrado produtos de marca a preços muito convidativos. Como sei se são imitação?”

A DECO INFORMA… A contrafação é uma das atividades mais frequentes de desrespeito da propriedade industrial e consiste em utilizar como sendo criação sua a reprodução total ou parcial da criação de outro.

A contrafação é considerada crime, e são punidos tanto o fabrico como a comercialização desse tipo de produtos.

Por vezes é bastante fácil detetar a contrafação. Já todos vimos produtos em que imediatamente constatámos que era uma imitação. Contudo, outras vezes a cópia é tão fiel ao original que não é fácil perceber se é ou não um produto contrafeito.

Uma das formas de detetar a contrafação é pelo preço: os produtos contrafeitos são habitualmente bastante mais baratos do que o original. Mas e qual será o problema da contrafação, se estamos a pagar menos por um produto que é praticamente igual a outro muito mais caro.

Em primeiro lugar, os produtos contrafeitos são geralmente produtos de menor qualidade, por isso é provável que o mesmo avarie com mais frequência, que se estrague rapidamente, que não funcione tão bem como o original, acabando por ser um mau negócio. Lembre-se de que os produtos contrafeitos, por serem ilegais, não são sujeitos a controlo por parte de entidades especializadas, o que significa que podem ter defeitos que põem em risco a sua segurança e saúde.

A este propósito a DECO Associação promove o projeto ‘Brain Ideas 2.0’, com o apoio do #EUIPO para sensibilizar os mais novos, para reconhecerem o valor e respeitarem a propriedade intelectual, enquanto ferramenta para proteger a criatividade e a inovação. Proteger o nosso próprio trabalho e respeitar o trabalho intelectual dos outros é cada vez mais importante na vida profissional e privada de todos, pelo que convidamos todos a visitar o nosso site em: http://decojovem.pt/brainideas e a conhecerem a atividades que estamos a desenvolver.

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Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

O neurocientista Fabiano de Abreu e o cardiologista Roberto Yano uniram forças para definir os efeitos permanentes da doença. Deste trabalho conjunto surgiu um artigo científico já aprovado e publicado pelo International Journal of Development Research.

O objetivo do projeto dos dois especialistas passou por compreender os riscos que a Covid-19 acarreta, tanto para o sistema nervoso central, quanto para o sistema cardiovascular. E a conclusão é de que a doença poderá deixar sequelas.

O médico cardiologista Roberto Yano refere que "cada vez que surge um vírus novo, é um desafio para a comunidade científica, ainda mais quando se trata de algo que tomou proporções como desta pandemia". Relativamente ao coração, é irrefutável que, nos casos mais graves da infeção, exista uma probabilidade de ocorrer sequelas cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, infarto e AVC", explicou o especialista. "Temos que antecipar os nossos estudos para conhecer melhor o desenvolvimento da doença e compreender quais sequelas permanentes esta doença deixará em relação ao sistema cardiovascular e também ao sistema nervoso central".

Para Fabiano de Abreu, a preocupação recai tanto nos danos físicos da doença como nos traumas que esta acarreta no âmbito psicológico. Sabemos que, ao nível neurológico, poderemos ter danos a nível celular ou a própria infeção pode causar traumas que afetam a nossa capacidade cognitiva e que podem resultar em transtornos, síndromes ou outras variáveis futuras", esclarece. "Na minha área de estudo, preocupa-me também a saúde mental da sociedade em geral que está, a nível geracional, a vivenciar algo deste tipo pela primeira vez".

Os danos que a Covid-19 pode causar estão ainda em fase incipiente de estudo, uma vez que é uma doença relativamente nova, mas, a cada dia, há mais casos de relatos de pessoas que, mesmo após superarem a doença, referem sequelas. "Pacientes com Covid-19, mesmo recuperados, ainda sofrem com a mudança no paladar e olfato, que pode ser irreversível. Isso está relacionado à lesão causada, principalmente, nos neurónios sensoriais primários", conclui Fabiano de Abreu.

Fabiano de Abreu é doutor em neurociência e psicologia membro da Federação Europeia de Neurociência, sociedade brasileira e portuguesa de neurociência, mestre em psicanálise pelo instituto Gaio da Unesco, especialista em propriedades elétricas dos neurónios em Harvard e voluntário do exército português para assuntos de coronavírus. Já Roberto Yano é especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e em Estimulação Cardíaca Artificial pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular.

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Cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de endometriose, ou seja, aproximadamente uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva. Muitos países já começaram a vestir-se de amarelo, a cor oficial desta doença em março, o mês mundial de consciencialização para a endometriose. O objetivo é alertar para uma condição cujo diagnóstico é habitualmente demorado e que pode levar à infertilidade.

Dor menstrual (dismenorreia), dor na relação sexual (dispareunia), dor ao evacuar (disquézia) e dor ao urinar (disúria) são os principais sintomas, mas há outras dores associadas como a abdominal ou torácica e cada doente apresenta sintomas e níveis muito distintos de dor. “A endometriose tem um impacto profundo na vida das mulheres. Ao causar dores intensas diminui a qualidade de vida, interfere com a intimidade nos relacionamentos e pode causar depressão e infertilidade. O tempo médio para o diagnóstico é de quatro a onze anos, o que pode protelar o sonho da maternidade”, explica a Dra. Tatiana Semenova, ginecologista e especialista em fertilidade da Clínica IVI Lisboa. Acrescenta que muitas mulheres demoram a procurar ajuda médica porque a dor, menstrual ou a da intimidade, ainda pode ser um tabu.

De acordo com médica ginecologista, a endometriose consiste na presença do tecido que reveste o útero por dentro (endométrio) fora da sua localização habitual. Os focos de endometriose encontram-se mais frequentemente nos ovários, nas trompas uterinas, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. “A queixa mais frequente é dor menstrual ou dor pélvica crónica, mas também podem existir sintomas gastrointestinais ou urinários se os implantes de endometriose invadirem outras estruturas, como o intestino grosso, a bexiga ou o reto”, explica.

A endometriose pode provocar obstrução das trompas, distorção de anatomia pélvica ou formação de quistos ováricos que, em determinadas ocasiões, necessitam de cirurgia, com a consequente perda de tecido ovárico e diminuição da reserva ovárica.

A doença na primeira pessoa

Sara Cardoso Fernandes, 27 anos, conhece bem esta doença silenciosa, diagnosticada em 2018, já casada e a planear ter um filho. “Era uma jovem, sem problemas, que vivia intensamente num mundo cor-de-rosa, rodeada de pessoas maravilhosas e de momentos repletos de alegria e felicidade. Os meus sonhos envolviam um casamento cheio de amor e magia. Adivinhava-se, logicamente, um novo pensamento que consistia na materialização da maior dádiva da vida… ter um filho! Mas, 2018 ficava também marcado pela inversão deste ciclo de felicidade, com o diagnóstico de endometriose”, revela.

Logo nesse ano foi operada duas vezes para excisão de um quisto no ovário esquerdo. No ano passado foi novamente sujeita a uma cirurgia para a excisão de um quisto no ovário direito e de nódulos profundos da endometriose na cavidade pélvica. Em 2019, Sara Cardoso Fernandes recorreu a um hospital privado para engravidar. Nenhum dos três tratamentos foi bem-sucedido.

Os medos, as angústias e a tristeza aumentaram, mas Sara não perdeu a esperança apesar de a doença estar bastante avançada. “Questiono-me como foi possível que em consultas regulares ginecológicas não tivesse sido detetada esta doença?”, desabafa.

A persistência e o apoio de familiares e amigos acabaram por devolver a Sara o sonho da maternidade. No verão de 2020, após consulta na IVI, foi submetida a uma fertilização in vitro, desta vez, com sucesso. Já falta pouco para ser mãe!

A endometriose foi descoberta em 1860 e hoje a sua causa exata é desconhecida. Há vários estudos e teorias, desde as causas genéticas, imunitárias, ambientais.

ENDOMETRIOSE: MITOS E VERDADES

MITOS

É sempre doloroso

Embora na maioria das vezes cause dor intensa, há casos em que pode ser assintomática.

Está ligada ao cancro do ovário

A endometriose é uma doença benigna. É muito raro tornar-se condição maligna.

A gravidez cura a endometriose

Pode sentir-se alívio dos sintomas durante a gravidez – a doença "adormece", mas na maioria dos casos os sintomas voltam após o parto.

É uma doença rara

Esta doença afeta cerca de 10-15% da população feminina. A incidência não pode ser considerada pouco frequente.

VERDADES

Pode causar infertilidade

Quando não tratada, a endometriose pode evoluir, dificultando a gravidez. Cerca de 35% das mulheres inférteis podem ter endometriose. E das mulheres com endometriose, 40% podem sofrer de infertilidade. Daí a importância do diagnóstico precoce.

É hereditário

Não está comprovado, mas parece existir maior probabilidade de a mulher ter endometriose quando há casos na família.

TR IVITatianaSemenovaDra

No âmbito do Dia Mundial das Doenças Raras, que se assinala a 28 de fevereiro, a Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) alerta que há uma grande diversidade clínica e genética nos tipos de diabetes, apesar da grande maioria das pessoas ser diagnosticada com diabetes tipo 1 e tipo 2.

Segundo o estudo “Monogenic diabetes characteristics in a transnational multicentre study from Mediterranean countries”, recentemente publicado no jornal Diabetes Research and Clinical Practice e que teve como objetivo identificar casos de diabetes monogénica em jovens adultos de 11 países do Mediterrâneo, é extremamente importante fazer o diagnóstico correto, através de testes genéticos,  para que seja proporcionado o tratamento mais adequado ao tipo de diabetes, especialmente para as formas mais raras.  

O estudo foi desenvolvido por 30 especialistas da área da diabetes, entre os quais João Filipe Raposo, diretor clínico da APDP.

“A diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é um tipo de diabetes rara, de causa genética, que inclui vários subtipos com manifestações clínicas diferentes. Apresenta-se em idade jovem, geralmente antes dos 35 anos e resulta na mutação de um único gene. Desta forma, se um dos pais tiver a mutação, há 50% de probabilidade de que os filhos também a tenham. Isto significa que se uma pessoa for diagnosticada, é provável que existam outros membros da família com este tipo de diabetes e que não o saibam”, explica João Filipe Raposo.

Estima-se que esta forma rara de diabetes seja responsável por 2 a 5% dos casos de diabetes na Europa. No entanto, é frequentemente diagnosticada como diabetes tipo 1 ou 2, de forma equivoca, o que significa que a sua prevalência real deverá ser superior à estimativa. Para a identificar, um dos grandes trunfos são os testes genéticos.

“Este estudo, com uma amostra geograficamente diversificada, é mais uma prova da necessidade e relevância da realização de estudos genéticos em pessoas que possam ter diabetes monogénica, de forma a identificar o tipo de mutação, personalizando e adaptando o tratamento às necessidades da pessoa, evitando tratamentos desnecessários e permitindo avaliar o risco de ter descendentes com MODY”, acrescenta João Filipe Raposo.

O estudo conduzido baseou-se na sequenciação do exoma em 204 pessoas com diabetes (12 portugueses) não relacionados e cuja média de idades do diagnóstico foi de 26,1 anos. De todos os participantes, 17,6% tiveram um diagnóstico genético de diabetes mellitus, sendo que esta taxa diferiu significativamente de país para país. As maiores taxas foram observadas na Grécia (40%), Argélia (30%) e em França (27,8%). Já as mais baixas foram registadas na Tunísia (8%) e na Turquia (12%).

A APDP integra a Entidade Agregadora de Associações de Doenças Raras, que este ano assinala o Dia Internacional das Doenças Raras (28 de fevereiro) com a realização de vários eventos online.

Saiba mais em www.raras.pt

HK StrategiesAssociacaoDiabetesAPDP