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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

monica_pinho

monica_pinhoCom Mónica Pinho...

A DECO INFORMA… Com a chegada da Páscoa, os supermercados enchem-se de várias sugestões de doces, sobretudo amêndoas e ovos de chocolate. Como estes costumam ser mais apelativos para os mais pequenos, submetemos 17 ovos de chocolate à prova para ajudar os padrinhos na escolha. Avaliámos cada marca numa escala de uma a cinco estrelas e ordenámos os ovos de chocolate pela pontuação final, tendo em conta os critérios da prova de degustação.

As opções são variadas, com ou sem brinde. Pela prova de degustação concluímos que há sugestões muito boas: seis marcas obtiveram a pontuação máxima de cinco estrelas. Mas a qualidade paga-se e, nestes casos, terá de abrir os cordões à bolsa.         

Ferrero Rocher, Baci, Lindt, Guylian, Jubileu e Regina são as marcas que se destacam, com preços a rondar os 10 euros por ovo de chocolate. No caso da marca Lindt, pode mesmo chegar aos 18 euros.           

Se procura alternativas boas a preços mais baixos, encontrámos dez marcas que não ultrapassam os € 7 por ovo e que reuniram quatro estrelas na prova de degustação. Destas, três ainda aliam uma boa relação qualidade/preço: Fantasy (€ 1,99), Choco Star (€ 2,49) e Jacquot (€ 3,10). Apenas dois ovos (Kinder e Pintarolas) se ficaram pelas três estrelas na nossa prova.       

Apesar de as opções serem boas, as calorias por ovo são muitas: por cada 100 gramas, os ovos de chocolate têm cerca de 550 kcal (o da Ferrero Rocher chega às 625 Kcal).

As calorias advêm, principalmente, do elevado teor em açúcares que, em média, está presente em quantidades que rondam os 55 g por cada 100 g de produto. O teor em lípidos (ou gorduras) também é considerável, rondando, em média, os 32 g por cada 100 g, o que contribui igualmente para o valor calórico.

Fonte: GPI DECO-AlgarveOvosChocolate

A DECO INFORMA… A probabilidade de estar a apostar num plano de poupança-reforma (PPR) pouco atrativo para criar um bom complemento de reforma é grande. A conclusão dos nossos especialistas é de que 99% dos PPR não oferece a melhor rentabilidade do mercado.

O caricato é que muitos destes investidores, a grande maioria porventura, nem sequer o sabe, porque desconhece o rendimento do seu produto e nunca o pôs lado a lado com outros PPR, eventualmente mais rentáveis.

Nos últimos cinco anos – período que permite uma análise mais consistente da rentabilidade –, os fundos PPR (sem capital garantido, mas com maior potencial de valorização) ganharam, em média, 0,9%, mas a nossa Escolha Acertada obteve 6,7% ao ano.

Não é só o rendimento que varia consoante o PPR, os valores das comissões cobradas pelas entidades gestoras – subscrição, gestão e depósito e resgate – também dependem do produto, pelo que é fundamente escolher um produto que não tenha uma estruturas de custos muito pesada.

Para saber se o seu PPR apresenta uma rentabilidade interessante, consulte o site www.ganhemaisnoppr.pt e ponha-o à prova. Esta ferramenta permite comparar o rendimento dos últimos três anos dos quase 700 PPR existentes no mercado, sob a forma de fundo e seguro.

Com o resultado da simulação, fica a conhecer o rendimento do seu PPR e das melhores propostas de fundos e seguros PPR, e também deve ou não transferir.

Para transferir o seu PPR, clique em “Saiba como transferir”. A partir desse momento, é redirecionado para o site da entidade gestora do fundo ou do seguro PPR que elegeu, que o irá ajudar a finalizar o processo de transferência.

Cabe-lhe a si a decisão de avançar ou não, mas lembre-se: tratando-se de uma poupança de longo prazo, pequenas diferenças de rendimento repetidas ao longo de vários anos ou décadas podem representar milhares de euros perdidos.

Fonte: GPI DECO-AlgarvePoupancaPPR

 

A DECO INFORMA… Escovagens agressivas, sol, humidade, químicos e metais pesados das piscinas e da água salgada, calor do secador ou dos ferros de alisar e moldar e, sobretudo, os tratamentos químicos, como colorações, descolorações e permanentes, infligem “maus-tratos” ao cabelo e podem deixar marcas irreparáveis.

Uma vez com pontas espigadas, os fios jamais voltam ao normal, porque são formados por células mortas, impossíveis de regenerar - a única solução é cortar a parte estragada. Assim, falta à verdade qualquer champô que se autoproclame reparador, indicado para cabelos danificados, como três dos testados.

Segundo o Regulamento Europeu dos Cosméticos, as alegações, implícitas ou explícitas, usadas na rotulagem e na publicidade não podem atribuir aos produtos características ou funções que estes não possuem e devem ser baseadas “em elementos comprovativos adequados e verificáveis”. Ora, se o cabelo só tem células vivas na raiz, não será muito honesto dar a entender que o uso de um champô permite restaurar danos. Questionámos o Infarmed sobre o assunto, mas a resposta foi pouco esclarecedora: “A avaliação da conformidade é analisada caso a caso”. Neste caso, as denominações “reparador” e “regenerador” deveriam mesmo desaparecer das embalagens dos champôs. Sugerimo-lo ao Infarmed. Esperamos que decida a favor da veracidade da informação ao consumidor.

Poderá, pelo menos, esperar-se que um champô dito reparador deixe o cabelo com melhor aspeto, isto é, mais brilhante, suave, leve e “esvoaçante”, por exemplo, do que um clássico? Provavelmente, não. Num conjunto de 28 champôs “reparadores” testados por nós e por outras sete associações de consumidores europeias, apenas dois se superiorizaram neste aspeto.

No laboratório, a eficácia da lavagem foi medida em madeixas de cabelo claro natural, com sete centímetros de comprimento, intencionalmente sujas. Em condições idênticas e bem controladas, algumas destas madeixas foram lavadas só com água, outras com um produto de referência sintetizado em laboratório, e outras com os champôs testados. Primeira conclusão: ao contrário do que pensam alguns, a lavagem só com água não remove a sujidade. Quanto aos champôs, não há diferenças entre os seis testados.

O segredo dos cabelos bonitos e saudáveis são os cortes frequentes e as escovagens suaves, de preferência, com escovas de plástico ou madeira, com dentes largos. Os cortes evitam que as pontas sequem e espiguem. Com as escovangens suaves, há menor probabilidade de os fios partirem. Recorrer o menos possível ao secador e aos tratamentos químicos, como colorações e descolorações, também ajuda a manter o brilho e a leveza do cabelo.

Fonte: GPI DECO-AlgarveChampooCabelo

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

Artigo de Opinião de António Carneiro, Internista e Coordenador do NEBio. Dia Europeu dos Direitos dos Doentes assinala-se a 18 de abril.

Hoje assinalamos o Dia Europeu dos Direitos dos Doentes. Esta celebração é um bom momento para refletir sobre os desafios relacionados com a saúde nos dias de hoje. O mundo mudou e essa mudança trouxe novos deveres e direitos para os cidadãos e para a sociedade.

A melhoria das condições de vida (água canalizada, saneamento público, mais alimentos, conservação dos alimentos pelo frio, etc.) e os avanços do conhecimento médico (vacinas, antimicrobianos para tratar infeções, a anestesia que permitiu fazer operações, o investimento na prevenção e correção dos fatores de risco, e muito mais) duplicaram a esperança de vida nos países desenvolvidos em menos de um século. Em 1920, a esperança média de vida dos portugueses era de cerca de 35,7 e 40 anos para as homens e mulheres, respetivamente, mas hoje é de 77,7 e 82,3.

Há um século as sociedades europeias tinham um grande número de crianças, mas só uma parte delas chegava à velhice. Hoje caminhamos para uma sociedade composta maioritariamente por idosos, com a natalidade a decrescer. Esta inversão fez aumentar as doenças do envelhecimento (artroses, aterosclerose e demência, por exemplo) bem como o número de doenças em pessoas com mais de 65 anos (multimorbilidade). Muitas destas doenças são preveníveis ou minimizáveis com a correção dos hábitos de vida. A prioridade agora não é de aumentar o número de anos vividos, mas sim de melhorar a qualidade de vida dos anos que vivemos, e para isso temos duas apostas prioritárias:

  • Fazer com que cada um de nós seja guardião da sua saúde (controlar o peso, eliminar o tabaco, reduzir o sal na comida, fazer exercício físico regular e socializar/conviver muito).
  • Manter o tratamento das doenças conhecidas com o mínimo de remédios possível.

A segunda grande alteração na sociedade atual é a facilidade do acesso à informação. As notícias de qualquer lado do mundo chegam pela televisão, telemóvel e redes sociais, com informação que nem sempre é confirmada. Esta realidade expõe-nos a factos, valores, culturas, civilizações e organizações de todo o mundo, muitas radicalmente diferentes das que conhecemos. Essa diferença é uma oportunidade de conhecimento e melhoria, se for confirmada e contraditada, mas pode também ser uma fonte de infortúnio se for perversa. Estes factos influenciam a forma como as pessoas hoje se relacionam com os serviços de saúde e como interpretam o que devem e o que não devem fazer para cuidar da sua saúde:

  • Há mais oportunidade de acesso a informação que pode melhorar a vida do cidadão, e por isso há mais oportunidades para cada um de nós cuidar e se responsabilizar pela preservação da sua saúde.
  • Há mais informação enganosa que pode prejudicar as pessoas que não confirmam a validade dessa informação (há quem não vacina os filhos, sujeitando-os a doenças evitáveis e pondo em risco concidadãos vulneráveis, se forem contagiados).
  • Há quem rejeita o acesso ao saber cientificamente documentado, expondo-se a procedimentos de valor não confirmado e/ou atrasando tratamentos que podem salvar vidas, se instituídos a tempo.

É importante que a informação encontrada seja confirmada e discutida com os técnicos de saúde.

O terceiro grande desafio para a nossa sociedade é a artificialização da vida, decorrente dos progressos científicos. A medicina e a tecnologia conseguem construir máquinas que suportam e substituem funções essenciais para a vida (corações, rins ou pâncreas), ou que são importantes para a qualidade de vida (articulações, ossos, pele, hormonas, etc.). Esta relação consegue também corrigir o ADN de pessoas vivas para reparar defeitos genéticos. Consegue fertilizar, artificialmente, ovos de mamíferos e fazê-los crescer fora do organismo materno até ao nascimento. Consegue tratar e curar doenças que há pouco tempo eram inevitavelmente fatais (cancro, infeções graves ou doenças autoimunes). Consegue implantar sensores/estimuladores cerebrais para modificar o movimento e o comportamento.

Esses sucessos, inimagináveis há poucos anos, levantam novas questões éticas, uma vez que têm um preço cada vez maior e impossível de ser pago pelos dinheiros públicos. Por isso o grande desafio para a saúde nos tempos que correm assenta em pilares sobre os quais todos temos de refletir:

  • Qual é a responsabilidade de cada cidadão na preservação da sua saúde e que consequências têm os comportamentos desleixados e/ou irresponsáveis na sustentabilidade dos sistemas de saúde?
  • O cidadão será, cada vez mais, chamado a ser cuidador da sua saúde e dos que lhe são próximos em condição vulnerável e dependente?
  • Como vamos gerir os recursos financeiros e organizacionais para facultar o acesso à saúde a todos os que necessitam de ajuda? Essa alocação tem de assentar em critérios aceites pela sociedade, com fundamento científico, consonantes com os valores da sociedade e que possam ser correspondidos pelos recursos disponíveis.

O acesso à melhor saúde para todos exige o melhor empenho de todos.

Fonte: MiligramaAntonioCarneiroDr

Depois da alta hospitalar, o processo de reabilitação cardíaca, incluindo a componente de exercício físico, após um enfarte agudo do miocárdio pode ser feita em casa e com excelentes resultados. As conclusões de uma investigação com participação da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (ESSUA) confirma isso mesmo e corrobora os resultados de vários estudos internacionais. O trabalho quer dar uma resposta domiciliária à maioria dos doentes que depois da alta se afastam dos programas de reabilitação dos centros hospitalares.

A Sociedade Europeia de Cardiologia, a American Heart Association e o American College of Cardiology, classificam a reabilitação cardíaca (RC) como uma intervenção terapêutica com indicação de classe I (mandatória), fundamentada nos níveis de evidência científica mais elevados.

Mas em Portugal, a percentagem de doentes que participaram nos últimos anos em programas de reabilitação cardíaca de fase III foi de cerca de 4 por cento. A distância entre a residência e os centros hospitalares e a falta de horários e de transportes são algumas das causas apontadas pelos doentes para participarem nos programas.

Por outro lado, a falta de resposta adequada do Sistema Nacional de Saúde na reabilitação cardíaca, a falta de investimento em recursos humanos e materiais e a escassez de centros e a sua localização concentrada nas grandes cidades contribuem decisivamente para a baixa referenciação e adesão aos programas de reabilitação cardíaca.

“Contrariamente ao conceito generalizado de que a reabilitação cardíaca tem de ser feita sob vigilância direta há, nos casos de baixo risco cardiovascular, a possibilidade de efetuar reabilitação supervisionada à distância”, aponta Mesquita Bastos, professor na ESSUA e cardiologista no Centro Hospitalar do Baixo Vouga, em Aveiro.

“Esta é uma área de forte interesse na ESSUA, na qual temos vários projetos financiados e colaborações a decorrer com elevado impacto social,” refere Fernando Ribeiro, professor na ESSUA e investigador no Instituto de Biomedicina (iBiMED) da UA.

O estudo que envolveu a ESSUA no âmbito do Doutoramento em Ciências e Tecnologia da Saúde de Andreia Noites, onde participaram também o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e a Escola Superior de Saúde do Porto, envolveu um grupo de pessoas em recuperação de um enfarte do miocárdio, que realizou um programa de exercícios, três vezes por semana, em casa, durante oito semanas.

Depois das informações e aconselhamentos ministrados presencialmente pelos investigadores, a atividade física e os sinais vitais dos doentes, com recurso a dispositivos eletrónicos, foram monitorizados continuamente à distância pela equipa de investigação.

Sem desculpas, doentes dizem presente

Sem os entraves dos quilómetros até aos hospitais centrais ou centros clínicos e a restrição dos horários das sessões, os doentes não só aderiram ao programa de exercício físico e educação para hábitos de vida saudáveis proposto como obtiveram excelentes resultados na melhoria da saúde cardiovascular.

“O estudo permitiu demonstrar que na fase IV de reabilitação cardíaca, o exercício no domicílio melhora a capacidade cardiorrespiratória, a frequência cardíaca no pico de esforço e a de recuperação num grupo de doentes que já tinha parado a fase III de reabilitação cardíaca há 9 meses atrás”, assegura Mesquita Bastos.

Ou seja, aponta o cardiologista, “o estudo demonstrou que um programa de exercício efetuado em casa e supervisionado à distância foi capaz de aumentar a tolerância ao exercício ao fim de apenas 8 semanas”. Um ganho que está, naturalmente, associado a um menor risco de mortalidade e a um melhor prognóstico.

Com as fases III / IV da reabilitação cardíaca a serem realizadas em casa de cada um dos doentes, antevê Mesquita Bastos, “é possível abranger uma maior população, incluindo a que se encontra impedida de o fazer pela distância até aos locais dos programas (hospitais, clinicas) e, desta forma, criar uma rede de reabilitação com todo o suporte tecnológico que hoje existe”.

Por outro lado, os custos para o Sistema Nacional de Saúde, diz o cardiologista, serão proporcionalmente menores. De realçar, alerta o especialista, que este tipo de reabilitação “não substitui a reabilitação feita no internamento [fase I] nem na maioria dos doentes a feita logo após a alta [fase II]”.

Fonte: UAMesquitaBastosFernandoRibeiroUA

Dia Mundial da Atividade Física assinala-se a 6 de abril. Atividade física é uma aliada no controlo e prevenção da dor crónica.

  • Cerca de 40% da população portuguesa sofre de dor crónica;
  • Campanha “Movimento para o Futuro” pretende incentivar o movimento como forma de prevenção e tratamento de estados de dor ligeira a moderada

Em pessoas com dor crónica, a prática de exercício físico, personalizado e acompanhado, é benéfica tanto do ponto de vista físico como emocional. Cabe ao médico medir o tipo, a intensidade e duração dos exercícios de acordo com as necessidades, diagnóstico e tolerância do doente. No Dia Mundial da Atividade Física, que se assinala a 6 de abril, a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) lembra a importância da atividade física na maioria das condições álgicas músculo-esqueléticas, incluindo cervicalgias, osteoartrite, artrite reumatoide, fibromialgia, dor miosfacial e lombalgia.

Segundo a Dra. Ana Pedro, Presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED), “No alívio dos diversos tipos de dor, a manutenção da mobilidade desempenha um papel de grande importância. No Dia Mundial da Atividade Física, importa reforçar que a adoção de um estilo de vida saudável, como uma simples caminhada, o fortalecimento dos músculos e das articulações, sempre na medida permitida pela dor, são a chave para uma boa recuperação.”

Independentemente da idade, género ou capacidade física, os benefícios de um estilo de vida ativo para a saúde são indiscutíveis e o ponto de partida para o seu controlo eficaz passa pela prevenção. A atividade física permite manter os músculos, as articulações e os ossos saudáveis, ao mesmo tempo que aumenta a força, a resistência, a energia, diminui o stress e melhora a saúde mental.

Com o objetivo de sensibilizar a população para a adoção de comportamentos saudáveis e incentivar o movimento como forma de prevenção e tratamento de estados de dor ligeira a moderada, a APED tem a decorrer a campanha “Movimento para o Futuro”, uma campanha nacional que conta com o apoio de várias associações de doentes e sociedades científicas e que, de uma forma simples e acessível a todos, pretende promover a atividade física como meio de prevenir e melhorar os estados de dor.

A dor é um fenómeno extraordinariamente complexo que vai além dos sintomas físicos. Segundo a International Association for the Study of Pain (IASP), a dor é uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável associada a lesão tecidular, real ou potencial, ou descrita em função dessa lesão. Esta pode ser um sinal de aviso para uma lesão (iminente ou real), desempenhando um papel importante de prevenção e de recuperação das funções normais do organismo. Diz-se que a dor é crónica quando, de modo geral, persiste após o período estimado para a recuperação normal de uma lesão. A dor é a causa mais comum a nível mundial para a procura de acompanhamento médico.

Sobre a APED

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) tem como objetivos promover o estudo, o ensino e a divulgação dos mecanismos fisiopatológicos, meios de prevenção, diagnóstico e terapêutica da dor em Portugal, de acordo com os parâmetros estabelecidos pela International Association for the Study of Pain e pela Organização Mundial de Saúde. Para mais informações: www.aped-dor.com.

Fonte: AtreviaAssociacaoPortEstudoDOR