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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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A DECO E O CCMAR INFORMAM… As beatas de cigarros são uma combinação de um filtro de plástico e os restos de cigarros fumados. 12% dos plásticos encontrados nas praias do Algarve são beatas de cigarros e outros itens relacionados com a indústria tabaqueira. Investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) que têm monitorizado a costa Algarvia nos últimos 5 anos encontram uma média de 9 beatas de cigarros a cada 100 metros de praia percorrida durante os meses de inverno e primavera. Nos meses de verão, este número dispara para valores muito mais elevados.

Gerardo Zardi, investigador do CCMAR explica, contudo, que “o aumento de beatas no verão não se deve apenas aos fumadores que fumam na praia, mas também ao maior número de pessoas que se encontram na região Algarve. Grande parte das beatas de cigarros que se encontra nas praias provém de cidades e zonas urbanas até 100 km de distância! São lançadas para o chão, entram nos cursos de água através das sargetas e sistemas de escoamento, e eventualmente vão ter ao oceano.”    

As beatas de cigarros são compostas por acetato de celulose, um tipo de plástico, e libertam para o ambiente vários químicos e metais pesados - como chumbo e arsénico (usado para matar ratos) – ​​que são tóxicos para os seres humanos e para a vida selvagem. Segundo estes investigadores, “Infelizmente, encontramos frequentemente beatas de cigarros nos estômagos de aves que vivem na costa do Algarve.

Assim caso seja fumador, tenha o cuidado de não deitar as suas beatas para o chão. Utilize cinzeiros existentes à sua volta ou cinzeiros portáteis que possa levar sempre consigo – não só nas praias, mas em todo o lado.

Fonte: GPI DECO-AlgarveCigarrosChaoDECO

No âmbito do projeto “Plástico à Vista! Livre-se Dessa Espécie!”. A DECO E O CCMAR INFORMAM… Como consumidor, pode contribuir para um ambiente mais limpo ao evitar plásticos de uso único como as palhetas para mexer o café, as palhinhas, os talheres de plástico e a loiça descartável. Opte por alternativas não plásticas que possam ser reutilizadas. 

Os plásticos de uso único levam alguns segundos a serem produzidos, são utilizados por alguns minutos e poluem o meio ambiente por centenas de anos. No Algarve, ao longo de 100 metros de praia encontram-se, em média, 57 artigos de plástico de uso único. E esta ordem de valores tem sido registada durante meses de época baixa (inverno e primavera), sugerindo que a origem dos plásticos marinhos não se encontra na atividade turística da região, mas sim aos nossos hábitos de consumo diários.

Estes valores foram estimados por investigadores do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) que têm vindo a monitorizar a poluição por plástico na costa do Algarve durante os últimos 5 anos. A investigadora Katy Nicastro refere “o plástico de uso único é extremamente frequente ao longo da nossa costa. Durante as nossas amostragens encontramos sempre tampas de garrafas de plástico, invólucros de alimentos, sacos de plástico, tampas de plástico, palhinhas e recipientes descartáveis ​​de espuma”. Gerardo Zardi, também investigador do CCMAR, refere que “os plásticos marinhos afetam a vida selvagem, a perceção que os turistas têm das nossas praias e eventualmente como isso pode afetar a nossa saúde. Os resultados do nosso estudo mostram a dimensão real deste problema na costa do Algarve, pelo que temos agora a obrigação de erguer uma bandeira vermelha e dizer que não podemos usar o mar e nossas praias como caixotes de lixo”.

Em outubro de 2018 deu-se um passo importante para combater o lixo marinho em toda a União Europeia, com o Parlamento Europeu a aprovar a proibição de plásticos de uso único a partir de 2021, num esforço para limitar a poluição nas praias e mares da Europa. Como sociedade e como consumidores, podemos começar a implementar estas boas práticas no nosso dia-a-dia, adotando hábitos de consumo mais responsáveis em relação ao ambiente.

Fonte: GPI DECO-AlgarvePlasticoVista

A DECO E O CCMAR INFORMAM… Um ambiente limpo e saudável no Algarve requer que os consumidores mudem a sua atitude em relação ao uso de plástico no seu dia-a-dia. Quando for às compras, evite produtos de plástico ou embalados em plástico. Se comprar estes produtos, tenha cuidado com a forma como os deita fora para que não vão parar ao meio ambiente. E coloque as suas embalagens de plástico nos ecopontos para reciclagem.

Cerca de 90% do lixo que se encontra nas praias do Algarve é plástico. Até em áreas protegidas como o Parque Natural da Ria Formosa se encontram valores alarmantes: 54% a 92% do lixo encontrado na zona interna da ria é plástico. “Se formos dar um passeio nestas praias, encontramos em média 312 pedaços de plástico por cada 100 metros que caminhamos” afirma Katy Nicastro, investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) que, com a sua equipa Bionept, tem vindo a monitorizar a poluição plástica na costa Algarvia nos últimos 5 anos. O top 10 dos plásticos que esta equipa mais encontra inclui produtos familiares ao consumidor comum: garrafas de água, copos de plástico, tampas de bebidas engarrafadas, pacotes de batatas fritas, embalagens de chocolates e doces, recipientes plásticos para alimentos, beatas de cigarros.

De onde vem o plástico que polui a nossa costa? A maior parte do lixo plástico acumula-se em aterros sanitários, mas parte deste lixo escapa para o ambiente por acção do vento e do escoamento de rios, acabando no Oceano. Só em 2017 cada habitante em Portugal produziu em média 487 kg de lixo urbano, produção essa que registou um aumento (+2%) enquanto a reciclagem nacional diminuiu 9%. No Algarve, infelizmente, a produção de lixo urbano foi bastante superior à média nacional: uma média de 881 kg por habitante.

A dimensão deste problema não é só grande – é também cumulativa. O plástico leva mais de 400 anos para se degradar, pelo que a maioria do plástico que já foi produzido continua presente no ambiente. A sua fragmentação origina partículas menores, designadas por microplásticos, que são ingeridos por muitas espécies marinhas, incluindo organismos pequenos como o zooplâncton e peixes, entrando assim na cadeia alimentar humana. Nas praias do Algarve, em média, encontram-se mais de 155 partículas de microplásticos por cada metro quadrado de areia.

O consumidor pode fazer uma grande diferença no combate aos plásticos marinhos. Um bom exemplo é a redução de 74% no uso de sacos de plástico e o aumento de 61% no uso de sacos reutilizáveis que se registaram, desde que se implementou em Portugal o imposto sobre sacos de plástico, em fevereiro de 2015. Sempre que consumimos, podemos escolher materiais e produtos que respeitam o ambiente e que não contribuem para os plásticos marinhos.

Fonte: GPI-DECO AlgarvePlasticoDECO1

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

Artigo de Opinião de Raúl Sousa, Optometrista e Presidente da APLO. Segundo a organização Retina International, os optometristas têm uma oportunidade única na educação para a saúde e aconselhamento de pacientes com diabetes e pré-diabetes.

Esta oportunidade provém da sua preparação para a prestação de uma gama abrangente de cuidados visuais incluindo a avaliação ocular e da visão, monitorizando problemas da visão, diagnosticando e prescrevendo lentes oftálmicas e de contacto, entre outras funções. Adicionalmente referenciam os seus pacientes para cuidados especializados adequados que possam ser necessários, assim como intervêm na reabilitação e preservação da função visual. Desta forma, contribuem significativamente para reduzir o risco de perda de visão, providenciando um acompanhamento abrangente, que inclui um exame de fundo do olho, diagnóstico atempado, e encaminhamento para a especialidade de oftalmologia nos casos em que se confirma a presença de retinopatia.

Por este motivo, os optometristas assumem hoje um papel-chave na prevenção, diagnóstico e acompanhamento da retinopatia diabética. Esta é uma conclusão retirada da posição oficial da associação Retina International, que visa reforçar a importância dos optometristas na gestão da saúde visual do paciente diabético. “Na Europa, os optometristas são o primeiro ponto de contacto para muitos pacientes com dificuldades de saúde visual, e nos EUA, os doutores de optometria estão na linha de frente dos cuidados oculares e da saúde da visão, fornecendo dois terços de todos estes cuidados preliminares à comunidade.”

A retinopatia diabética é uma manifestação ocular da diabetes que afeta a retina, parte do olho responsável pela captação das imagens e envio das mesmas para o cérebro. O seu aparecimento está relacionado com o tempo de duração da diabetes e com a falta de controlo dos níveis de glicemia no sangue.

Na maioria dos casos, esta doença afeta ambos os olhos e, se não for diagnosticada e tratada precocemente, pode levar a cegueira. Estima-se que 40 por cento dos diabéticos desenvolvem retinopatia, sendo esta a principal causa de cegueira em pessoas com menos de 60 anos.

O optometrista desempenha um papel importante na educação e incentivo à mudança no estilo de vida, evitando a retinopatia e, dessa forma, evitando o recurso subsequente ao especialista em retina.

O optometrista é um profissional central nos cuidados para a saúde da visão, segundo a Organização Mundial da Saúde. O seu âmbito de prática não se limita ao diagnóstico, prescrição, terapêutica e reabilitação da condição visual. Também desempenha um papel de relevo na investigação e inovação científica para a implementação de prática clínica baseada em evidência científica e na educação e promoção da saúde.

O artigo pode ser consultado em: http://retina-ded.org/eye-care-and-support-for-diabetes-eye-disease/the-role-of-the-optometrist-in-diabetes-and-diabetic-eye-disease-management/

Sobre a APLO

A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) representa os Optometristas, a maior classe profissional de prestadores de cuidados para a saúde da visão, em Portugal. Atualmente conta com cerca de 1.145 membros. A APLO é membro Fundador da Academia Europeia de Optometria e Ótica, membro do Conselho Europeu de Optometria e Ótica e membro do Conselho Mundial de Optometria. Para mais informações, consulte: www.aplo.pt

Sobre a Retina Internacional

Há quase 40 anos, a Retina International (RI) tem sido a voz de grupos voluntários constituídos por pacientes, instituições de caridade e fundações em todo o mundo que financiam e apoiam a pesquisa em retina na procura da cura para a retinite pigmentar (RP), degeneração macular, síndrome de Usher e distrofias retinianas associadas.

Fonte: MiligramaRaulSousaDr

Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral promove curso em cirurgia da coluna. A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) vai realizar, entre os dias 9 e 13 de julho, em Lisboa, uma formação em cirurgia da coluna para a obtenção de diploma com acreditação europeia. Esta iniciativa é promovida em conjunto com a GEER - Sociedade Espanhola da Coluna Vertebral, e conta com o apoio da Eurospine (Sociedade Europeia da Coluna).

“O Spanish & Portuguese Spine Societies Course Diploma é já uma forte aposta da SPPCV e da GEER no que toca à especialização de neurocirurgiões, ortopedistas, traumatologistas, reumatologistas, entre outros que queiram atualizar os seus conhecimentos no campo da patologia da coluna vertebral, bem como de internos que objetivem exercer a sua atividade neste âmbito”, explica Miguel Casimiro, neurocirurgião e presidente da SPPCV.

“Por forma a alcançar uma resposta terapêutica mais eficaz junto dos doentes, o principal objetivo da nossa Sociedade com esta formação passa por assegurar que os nossos médicos consigam aplicar todos os conhecimentos técnicos e científicos que terão a oportunidade de reter neste curso, quer seja através da apresentação e discussão de casos clínicos, quer no debate em torno dos atuais e emergentes métodos de diagnóstico, acompanhamento e tratamento de doenças degenerativas, deformações espinais, traumas, tumores e doenças inflamatórias da coluna vertebral”, acrescenta o especialista.

Para a obtenção do diploma acreditado pela Eurospine, os participantes devem finalizar os cinco módulos do curso. Em Portugal serão realizados os módulos 1, 2 e 4, que serão constituídos por sessões informativas, que terão lugar no Hospital Lusíadas, em Lisboa, e por workshops no formato cadlab, na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Já em Espanha serão realizados os módulos 1, 3 e 5, que se realizam em Madrid, de 12 a 16 de novembro de 2019.

Para mais informações, consultar: https://sppcv.org/cursos/spanish-and-portuguese-spine-societies-course-diploma-2019/

Fonte: MiligramaFormacaoCirurgiaColuna

 

Até ao final de 2019 cessa o despacho, criado no âmbito do Programa Nacional para a Diabetes, que promoveu o acesso ao tratamento com bombas de insulina para as crianças e jovens até 18 anos. Tendo em conta o término deste despacho e as limitações do mesmo, uma vez que não inclui as pessoas com diabetes tipo 1 com mais de 18 anos, a associação Diab(r)etes, em conjunto com mais 14 associações de pessoas com diabetes e com o apoio da Sociedade Portuguesa Diabetologia e da Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes, preparou uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos que pretende não só manter o acesso às bombas de insulina para as crianças e jovens até 18 anos, mas também alargar este acesso a todas as pessoas com diabetes tipo 1 que tenham indicação para usar bomba de insulina, independentemente da idade.

As” bombas” de insulina são dispositivos médicos que permitem a infusão contínua de insulina sub-cutânea de acordo com as necessidades das pessoas com Diabetes tipo 1, substituindo a necessidade das várias injeções diárias. Além disso, permitem, na maioria dos casos, um melhor controlo da doença. Apesar destas bombas de insulina existirem há muitos anos, o seu acesso por parte dos portugueses com diabetes tem sido muito difícil ao contrário do que acontece em outros países europeus.

A Iniciativa Legislativa traduz-se no texto de um projeto de lei que, assim que recolher as 20 mil assinaturas de cidadãos necessárias, será admitido para discussão e votação no parlamento. Esta pode ser assinada aqui e podem ser encontradas mais informações aqui, sendo que defende que a estratégia de Acesso a Tratamento com Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina (PSCI) - correntemente denominadas de Bombas de Insulina - deve prosseguir os seguintes objetivos:

  • Assegurar que até ao final de 2022, todos os utentes elegíveis para tratamento com Dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina inscritos na Plataforma PSCI da DGS, independentemente da sua idade, serão abrangidos pela atribuição de um dispositivo PSCI;
  • Assegurar anualmente, a partir do início de 2023, a cobertura de todos os utentes elegíveis para tratamento
  • Assegurar que todas as mulheres grávidas ou em preconceção têm acesso imediato ao tratamento com dispositivos de PSCI, desde que elegíveis.”

Sérgio Louro, responsável da associação Diab(r)etes, destaca: “A diabetes tipo 1 não escolhe idades, podendo ser diagnosticada tanto em crianças com em adultos, sendo, portanto, injusto que só as crianças e jovens até aos 18 anos tenham acesso a esta tecnologia que tanto contribui para a qualidade de vida das pessoas que precisam de insulina diariamente para viver”.

“O acesso a bombas de insulina é um direito que tem de ser garantido a todas as pessoas com diabetes tipo 1, independentemente da idade”, completa Rui Duarte, presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD), que reforça que “a lei atual é muito limitadora, uma vez que deixa de fora milhares de pessoas com diabetes que poderiam beneficiar desta tecnologia. Pelo menos 20 a 30% das pessoas com diabetes tipo 1 beneficiariam do uso das bombas de insulina, mas simplesmente não lhes é garantido este direito de escolha”.

Em Portugal, a utilização dos dispositivos de Perfusão Subcutânea Contínua de Insulina para administração da insulina às pessoas com diabetes tipo 1 tem permitido uma melhoria do seu controlo metabólico, com redução das hipoglicemias graves e dos episódios de cetoacidose.

Esta abordagem terapêutica proporciona uma assinalável melhoria da qualidade de vida, refletindo-se em vantagens relevantes para os doentes, como a redução da fobia às agulhas em crianças, adolescentes e adultos, com consequente aumento da adesão à terapêutica; a melhoria do tratamento quando a pessoa tem turnos e horários irregulares.

Não tendo acesso a este dispositivo, as pessoas com diabetes tipo 1 têm de injetar insulina várias vezes ao dia, fazendo a gestão desta administração de acordo com os valores adquiridos com a medição da glicemia, que também pode exigir picadas no dedo, no caso das pessoas que não têm acesso ao dispositivo de monitorização de glicemia.

Fonte: HK StrategiesDiabetes