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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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A DECO INFORMA… Neste ano, muitos foram os consumidores e famílias que perderam os seus rendimentos ou viram estes rendimentos reduzir de forma substancial, sentindo os efeitos económicos e sociais da pandemia provocada pela covid-19.

Contudo, o Natal ainda é, para muitos, sinónimo de um aumento do consumo e corresponde também ao acesso a um dos maiores balões financeiros das famílias portuguesas: o subsídio de Natal.

Sabemos que muitos consumidores tencionam recorrer à utilização do seu subsídio para a compra de presentes de Natal. De facto, a maior parte dos consumidores costuma utilizar uma parte significativa do seu subsídio nesta quadra festiva.

Neste sentido, atendendo às circunstâncias atuais, a DECO considera fundamental reforçar a importância da poupança, no sentido de prevenir imprevistos financeiros e as consequentes situações de endividamento excessivo.

Desta forma, poderá ser mais aconselhável a poupança do subsídio de Natal e efetuar uma gestão mais eficaz do orçamento no que diz respeito aos consumos festivos.

Algumas estratégias são:

  • Reforço do fundo de emergência: reforço da reserva financeira que poderá assumir a forma de produto financeiro seguro, de baixo risco, que permite assegurara saúde financeira de uma família em caso de imprevisto.
  • Aumento da poupança para a reforma: iniciar uma poupança com destino à reforma, recorrendo a produtos especificamente desenvolvidos para o efeito, como PPRs ou certificados de reforma.
  • Amortização de crédito: esta poderá apresentar-se como oportunidade adequada para antecipar o pagamento de um valor mais avultado de crédito, a fim de reduzir os encargos com juros.
  • Início de uma poupança: com base na elaboração do orçamento, poderá concluir que tem a capacidade de destinar um valor fixo à poupança. Assim, este valor pode ser depositado numa aplicação financeira que seja interessante e para a qual possa destinar mensalmente o excedente do seu saldo mensal.

GPI DECO-AlgarveSubsidioNatalDECO

A DECO INFORMA… Numas lojas já decorre, e noutras aproxima-se a época Black Friday, cuja campanha traz sempre consigo o anúncio de grandes descontos numa série de produtos e/ou serviços.  Porém, a análise que consecutivamente a DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor tem vindo a realizar a esta iniciativa comercial recentemente adotada em Portugal demonstra que frequentemente as respetivas propagandas não correspondem à realidade.

As falhas mais comuns têm sido as seguintes: o vendedor não exibe o novo preço e o preço anteriormente praticado ou, em alternativa, a percentagem da redução; as lojas não apresentam o preço riscado e o mesmo já esteve mais baixo; não existiu uma redução real do preço porque o produto esteve 60 dos últimos 90 dias com um preço abaixo do preço normal (ou seja, aquele que deve funcionar como referência para o conceito de “preço mais baixo anteriormente praticado”). Portanto, estas são algumas das situações que os consumidores devem verificar antes de embarcarem numa compra por impulso só baseada no preço anunciado, nomeadamente pesquisando sobre os produtos e confrontando os preços de vários estabelecimentos.

Nessa tarefa de decifrar se os descontos anunciados são efetivos ou boas oportunidades de compra, os consumidores podem ainda recorrer a simuladores que aconselham ou não determinada aquisição, baseados em registos de evolução dos preços dos produtos nas lojas ao longo dos últimos dias.

 As lojas estão legalmente impedidas de levar a cabo aquele tipo de práticas comerciais, por serem consideradas abusivas. Por exemplo, nos termos da Lei, um comerciante só pode fazer “saldos” e “promoções” se praticar um desconto sobre o preço mais baixo a que o produto foi vendido nos 90 dias anteriores, na mesma loja, e sem contar com eventuais períodos de saldo ou promoção.

Assim, se se deparar com alguma destas práticas comerciais desleais denuncie-a junto da respetiva autoridade reguladora do setor em causa, ou da nossa Associação, para devido reencaminhamento.

GPI DECO-AlgarveBlackFridayDECO

A DECO INFORMA… Foi lançada, no passado dia 4 de novembro, a campanha “Natal 2020: compre cuidando de todos”. Trata-se de uma iniciativa do Governo com o envolvimento da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco), da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC), da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) e da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP).

Com esta campanha, pretende-se antecipar as compras de Natal, a partir de 4 de novembro, e alargar o prazo para trocas até 31 de Janeiro, procurando assim evitar ajuntamentos de consumidores nos espaços comerciais.

A DECO, que desde o período de confinamento procurou responder direta e imediatamente aos problemas dos consumidores, defendendo os seus direitos e interesses e atuando, também, perante as empresas e o poder político, aderiu a esta iniciativa, que procura contribuir para a resposta aos desafios e necessidades que todos atravessamos.

Neste sentido, a campanha “Natal 2020: compre cuidando de todos” permitirá, não só sensibilizar os consumidores para a premência de antecipar as suas compras de Natal nas lojas físicas, mas também garantir-lhes um período mais alargado para as tradicionais “trocas de Natal”.

Deste modo, a DECO informa os consumidores sobre esta iniciativa e os seus benefícios, apelando aos operadores económicos para que adiram à campanha – podendo fazê-lo, de forma gratuita, através do portal ePortugal.gov.pt –, pois só com o envolvimento de todos poderemos vencer os desafios que esta pandemia nos reserva.

Não se esqueça que o sucesso desta iniciativa também depende de si. Adira a esta campanha e verifique se as suas lojas favoritas fazem parte da lista dos aderentes, consultando o site www.areadocomerciante.dgae.gov.pt.

GPI DECO AlgarveDECOProteste

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

“Prioridade VIH/SIDA – a doença ainda existe. O que fazer?” é a primeira plataforma de conteúdos em streaming dedicada ao VIH, lançada oficialmente amanhã, dia 28 de novembro, numa antecipação da efeméride que assinala o Dia Mundial da Luta contra a SIDA.

Ao longo do dia serão lançados vários conteúdos com informação em tempo real que que vão desde entrevistas, discussão, partilha de conhecimentos e experiências de doentes e profissionais de saúde. Conta ainda com a participação de associações de doentes que, através dos seus testemunhos, deixam relatos que identificam os principais problemas que os doentes enfrentam, ao mesmo tempo que partilham o trabalho que têm vindo a desenvolver.

Para Ricardo Fernandes, que “abre” o projeto na qualidade de Presidente do European AIDS Treatment Group (EATG), “apesar da eficácia das terapêuticas atuais, que já permitem um controlo do ponto vista clínico, ainda existem problemas por resolver e soluções por encontrar, por forma a que consigamos apertar o controlo epidemiológico desta doença. Temos que fazê-lo num exercício conjunto entre doentes, profissionais de saúde, decisores e a comunidade em geral, conscientes de que a doença não pode ser esquecida ou remetida para segundo plano.”

Voltar a focar no VIH/SIDA é por isso o grande objetivo desta iniciativa. Através da criação de um espaço de informação em tempo real, pretende-se perceber em que situação se encontram os doentes, como promover a qualidade de vida da pessoa com VIH, e, sobretudo, como poderá Portugal alcançar as metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Através do seu programa UNAIDS, a ONU estabeleceu a meta dos pilares 90-90-90 até 2020* como o primeiro passo para extinção do caracter epidémico da infeção VIH. Portugal atingiu valores superiores a 90 em cada um dos 3 pilares, algo que se traduz em ganhos de efetividade do sistema, tendo como resultado último a efetividade económica e viabilidade de recursos. A segunda etapa estabelecida pela UNAIDS é o aumento dos pilares para 95-95-95. No entanto, os especialistas defendem que este patamar só será alcançado com a potenciação de “uma viga estrutural” sobre os pilares 90: a qualidade de vida da pessoa que vive com VIH, considerado o 4º 90.

Como explica Ricardo Fernandes “para alicerçar a qualidade de vida é necessário apostar na literacia, no combate ao estigma social e ao autoestigma, na integração social, no acesso aos medicamentos e aos melhores cuidados, bem como nas condições socioeconómicas do doente”. Defende ainda que, nesta fase, a comunicação é a peça que falta para unir todas estas pontes e acrescenta que “este espaço virtual, prioridadevihsida.newsfarma.pt, é um contributo importante na construção de estratégias que ajudem a alcançar as novas metas estabelecidas”.

O projeto “Prioridade VIH/SIDA – a doença ainda existe. O que fazer?” é uma iniciativa da Newsfarma com o apoio da ViiV Healthcare e pode ser acedido em:

prioridadevihsida.newsfarma.pt

Agenda de conteúdos | 28 de novembro 2020:

  • 10h00: Abertura com Ricardo Fernandes, Chairman da European AIDS Treatment Group (EATG) e Diretor do GAT;
  • 11h00: Entrevista com Isabel Aldir, Diretora do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida, da DGS;
  • 12h00: FlashTalk com Andreia Pinto Ferreira, Coordenadora Geral da Ser+ e Catarina Esteves, Enfermeira do Hospital de Cascais;
  • 15h00-17h00: Testemunhos de associações de doentes e Médicos do Mundo;
  • Reportagem Espaço Intendente. 

*By 2020, 90% of all people living with HIV will know their HIV status. 90% of all people with diagnosed HIV infection will receive sustained antiretroviral therapy; 90% of all people receiving antiretroviral therapy will have viral suppression.

LPMPrioridadeVIHSida 

Artigo de Joana Gonçalves, Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstetrícia - Pós-Graduação em Emergência e Catástrofe.

Um dos grandes medos da maioria dos pais quando têm filhos pequeninos é o risco de engasgamento. Por este motivo o tema da desobstrução das vias aéreas é sempre um assunto pertinente, não só para quem cuida de bebés, mas para toda a população! Não sou apenas eu nós deveríamos que defendo que todos ter formação em primeiros socorros e ter prática simulada em desobstrução das vias aéreas na escola primária, repetir na preparatória e novamente no ensino secundário. Se assim fosse, em apenas uma geração, teríamos toda a população formada num assunto tão relevante que ensina a salvar vidas em apenas alguns segundos e com técnicas tão simples de realizar!!

É um facto que os bebés e crianças pequenas estão mais suscetíveis de se engasgarem, seja com comida ou por ingestão de objetos pequenos, não apenas pela curiosidade natural dos bebés em colocar tudo na boca, uma vez que “provar o mundo” que o rodeia é também uma forma de o conhecer, mas ainda porque as vias aéreas dos bebés têm um diâmetro mais reduzido, a sua língua é em proporção com o adulto de maior dimensão e estes motivos fazem com que um bebé tenha maior probabilidade de sofrer uma obstrução das vias respiratórias do que o adulto.

Assim, a minha sugestão é a aposta na prevenção! Todos os cuidadores de bebés e crianças pequenas devem garantir que estas não tenham fácil acesso a objetos pequenos, da mesma forma que devem fazer um curso prático de primeiros socorros!

Assim saberão manter a calma e atuar prontamente em situação de emergência.

Quando um bebé, uma criança ou até um adulto se engasga, mas ainda consegue tossir, a atitude mais correta do socorrista é “apenas” incentivar a tosse, não devendo realizar qualquer outra manobra, uma vez que esta iria interferir e atrasar a resolução da obstrução parcial das vias aéreas!

Por outro lado, quando reparamos que um bebé está acordado, mas não está a respirar, devemos agir imediatamente no sentido de desobstruir as suas vias aéreas começando pela aplicação de pancadas interescapulares (até 5), seguindo-se as compressões torácicas (até 5) e repetimos estas manobras até que a obstrução seja solucionada! A técnica com que se realizam esta manobras deverá ser demonstrada, repetida e treinada para que seja eficazmente aplicada num momento de necessidade!

Este é o tipo de formação em que eu não abdico da versão presencial, porque faz toda a diferença treinar num manequim, aplicar as manobras com a supervisão e correção do formador! Desta forma, quem está a aprender vai sentir-se mais seguro e capaz de realizar corretamente uma desobstrução das vias aéreas! Esta confiança será muito importante para viver os primeiros anos da criança com uma atitude mais segura e não ter tanto receio de, por exemplo, iniciar a introdução de alimentos sólidos, uma vez que a alimentação, apesar do risco de engasgamento, é sempre uma atividade supervisionada por adultos que estando treinados saberão o que fazer em situações de emergência!

Quando alguém sofre uma obstrução das vias aéreas, a pessoa que nos pode salvar é aquela que está ali ao lado, porque infelizmente quase nunca há tempo para esperar pela ambulância, mesmo que esta chegue em apenas alguns minutos! Estes são realmente os gestos simples que salvam vidas e este tema devia ser obrigatório para toda a população! Se assim fosse, qualquer pessoa poderia salvar vidas em apenas alguns segundos! E salvar vidas não tem preço!

Para saber mais sobre este tema, inscreva-se na próxima sessão das Conversas com Barriguinhas, a decorrer no dia 26 de novembro pelas 17h00, em:

https://www.conversascombarriguinhas.pt/evento/conversas-com-barriguinhas-online-41/.

AtreviaJoanaGoncalvesEnfermeira

Artigo de Opinião da Dr.ª Inês Guerra Pereira - Médica Dentista e Autora do Blog Dente a Dente.

Hoje em dia acredita-se, e as principais recomendações nacionais e internacionais, vão no sentido de prevenir muito cedo. Mas quando eu digo muito cedo, é na barriga da mãe. Verdade! A formação dos dentes inicia-se por volta da 6.ª semana de gestação. Então faz sentido que comecemos desde esse momento. E faz diferença! Para terem uma ideia, existe evidência científica de que as condições orais da mãe, por exemplo a doença das gengivas, podem levar a parto prematuro ou a bebés de baixo peso. Além disso, alterações sistémicas durante a gravidez, como a falta de vitamina D, pode levar a alterações no esmalte dos dentes das crianças (mais amarelo e mais fraco).

Por isso recomendamos a consulta da grávida, no primeiro trimestre, e a consulta do pré-natal odontológico, que deve ocorrer no terceiro trimestre da gravidez. Enquanto a primeira é dirigida à saúde oral da mãe e aos cuidados durante os 9 meses de gestação, a última é direcionada ao bebé. Nesta consulta fornecemos todas as informações para cuidar da higiene oral do bebé, e os hábitos a implementar para garantir o correto desenvolvimento dos maxilares e das funções básicas.

O tratamento dentário pode ser realizado em qualquer período da gravidez, no entanto o segundo trimestre é a época mais indicada, uma vez que é o período de maior estabilidade de gestação. Em casos de urgência pode realizar-se o tratamento necessário em qualquer período, porque as consequências da dor e do stress são mais maléficas do que a possível ansiedade do tratamento dentário. Além disso a infeção oral é mais prejudicial para o bebé que o tratamento dentário, porque a mãe pode infetar o bebé por meio dos microrganismos provenientes destas doenças.

As consultas devem ser rápidas e realizadas na segunda metade do período da manhã, quando os enjoos são menos comuns. Deve evitar o contacto com crianças que frequentam o consultório de modo a prevenir o contágio de doenças vírias da infância.

Se pensarmos um pouco percebemos que o bebé, nos primeiros anos de vida, interage com o mundo através da boca. Estudos recentes indicam que a primeira infância é determinante para o correto desenvolvimento do bebé. Na verdade, a dentição permanente é um registo das alterações da formação dos dentes no período de tempo compreendido entre o nascimento e os 12 anos de idade. Os hábitos que se adquirem nesta fase de crescimento podem trazer consequências graves para todo o sistema respiratório e oral. Só assim é possível prevenir problemas de desenvolvimento e da futura dentição.

Por isso, a ideia é que seja acompanhada pelo médico dentista da criança, o odontopediatra, durante todo o crescimento, porque estes hábitos serão determinantes.

Assim que nascem os primeiros dentes, deve começar a escovar os dentes com escova de dentes com cerdas macias e pasta de dentes com 1000 ppm de flúor, na quantidade de um grão de arroz crú. Claro que não nos podemos esquecer que cada criança é diferente e por isso aconselhamos a primeira consulta no odontopediatra até ao primeiro ano de vida para receber as orientações individuais e personalizadas a cada caso e família.

Para saber mais sobre este tema, inscreva-se na próxima sessão das Conversas com Barriguinhas, a decorrer no dia 24 de novembro pelas 17h, em:

https://www.conversascombarriguinhas.pt/evento/conversas-com-barriguinhas-online-40/

AtreviaInesPereiraDra