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magda_folgadoCom Magda Folgado...

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monica_pinhoCom Mónica Pinho...

 


 

 

 

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A DECO INFORMA… Épocas festivas, como o Natal, podem significar, para muitas famílias, fazer as malas e viajar para outro país. Por isso, saiba que os seguros de saúde, independentemente da modalidade contratada, são válidos também no estrangeiro.

Mesmo que se encontre fora do território nacional pode usar a sua apólice se precisar de cuidados médicos na sequência de uma doença súbita ou acidente ocorridos durante essa estadia, por um período máximo entre 30 e 90 dias.

Nesse caso, deverá recorrer a uma clínica ou hospital, receber os cuidados necessários e pagar os respetivos custos, e quando regressar a Portugal apresentar à seguradora o comprovativo dessas despesas para reembolso, incluindo o transporte para a unidade de saúde.

O mercado também disponibiliza seguros que permitem o acesso a redes convencionadas que integram unidades de saúde em Espanha. Neste caso, se precisar de cuidados médicos no decorrer de uma visita ao país vizinho, poderá optar por ser atendido numa unidade pertencente à rede, e assim apenas irá suportar o copagamento previsto.

Há ainda seguradoras que incluem um serviço de assistência no estrangeiro, que é solicitado via telefone e assegura a admissão no hospital ou clínica onde o segurado pretenda ser internado para receber tratamento médico e o transporte em ambulância, entre outras despesas.

As opções de utilização do seguro de saúde no estrangeiro são várias, por isso, antes de partir de viagem, analise a sua apólice ou contacte a seguradora para perceber as alternativas que tem e a forma de ativar as coberturas em caso de necessidade.

Para quem ainda não tem um seguro de saúde e está a pensar em subscrever um plano para contornar as limitações do Serviço Nacional de Saúde, poderá consultar o nosso simulador.

Tendo ou não seguro de saúde, o viajante deve fazer acompanhar-se do seu Cartão Europeu de Seguro de Doença, que dá acesso aos cuidados de saúde do setor público nas mesmas condições dos habitantes do país.

Fonte: GPI DECO-AlgarveAdoecerEstrangeiro

A DECO INFORMA… Testámos 11 loções corporais para pele seca. Todas são eficazes a hidratar, mas três incluem ingredientes suspeitos de prejudicar a saúde.

Na maioria, as loções corporais testadas dizem-se para pele seca ou normal a seca e são eficazes a hidratar a pele. Contudo, as loções Dove Essencial Body Milk e Barral Leite Hidratante contêm desreguladores endócrinos, substâncias que podem favorecer, por exemplo, o desenvolvimento de cancro e infertilidade.

A Nivea Smooth Milk Suavizante, por sua vez, inclui uma fragrância que não é proibida, mas foi considerada pouco segura pelo Comité Científico para a Segurança dos Consumidores, da União Europeia, por se suspeitar, com base em estudos em animais, que pode afetar a fertilidade.

Sete loções analisadas contêm ainda fragrâncias com alto potencial alergénico, que podem causar irritações e reações alérgicas na pele mais sensível ou com tendência para alergias.

A capacidade de hidratação dos produtos foi avaliada em laboratório, na pele do antebraço de 20 consumidores, que aplicaram as loções a testar numa zona e um produto produzido em laboratório com elevado poder hidratante noutra. Foi ainda reservada uma área sem tratamento, para comparação.

Passadas duas semanas, com duas aplicações diárias, a zona sem tratamento estava menos hidratada do que no início. Em contrapartida, a pele que recebeu as loções testadas apresentava-se significativamente mais hidratada do que à partida, não havendo grandes diferenças face à área que recebeu o produto desenvolvido em laboratório.

O efeito hidratante dos 11 produtos testados é idêntico, mas o preço não. Se optar pelas Escolhas Acertadas em detrimento do mais caro, o consumidor arrecada 10 euros por cada 250 mililitros. Feitas as contas, se uma família usar esta quantidade de loção por mês, a poupança face à média de preços dos restantes produtos testados ronda 57 euros.

Fonte: GPI DECO-AlgarveLocoesCorporais

A DECO INFORMA… Tendo sido criada em janeiro de 1999, a Euribor foi concebida para harmonizar as taxas de juro interbancárias na zona euro, a partir do momento em que uma só moeda passasse a circular entre os países que a adotassem.

A Euribor reflete o preço a que os bancos “vendem” o dinheiro no mercado interbancário, traduzindo a taxa de juro dos empréstimos que os bancos comerciais fazem entre si na zona euro, tratando-se de um indexante definido diariamente pela Federação Europeia de Bancos.

Na verdade, o número de consumidores que têm uma relação próxima com este indexante é cada vez maior, particularmente naqueles que contrataram crédito à habitação com taxa variável. Em Portugal, cerca de 95% dos créditos hipotecários são de taxa variável. A taxa de juro é definida por duas componentes somadas entre si: Euribor e spread fixo – a margem de lucro do banco.

No decurso do contrato de crédito à habitação, o valor do indexante é revisto a cada 3, 6 ou 12 meses, dependendo do prazo da Euribor escolhida. Em Portugal, a maior parte dos empréstimos estão indexados à Euribor a 6 meses. O valor da prestação a pagar ao banco pode, assim, variar através da revisão periódica deste indexante.

Inspirada numa proposta nossa, entrou em vigor, em julho, a legislação que obriga os bancos a refletirem, na totalidade, as médias negativas da Euribor. Nos casos em que a média ultrapassa o valor do spread, vai ser possível criar um crédito para abater nos juros futuros, quando as taxas subirem.

Se tem um empréstimo com taxa variável, some a média da Euribor ao spread. Se o resultado for negativo tem direito ao crédito de juros aprovado, ou a ver este montante abatido ao capital em dívida, opção que a maior parte dos bancos está a seguir. Se não recebeu qualquer indicação, tente saber junto do seu banco qual a solução adotada.

Fonte: GPI DECO-AlgarveParagemAutocarro

Estamos com os azeites. Vale a pena nos debruçarmos sobre a temática que envolve o chamado ouro líquido. Durante séculos o azeite foi a real moeda de troca de varias sociedades e hoje é um ingrediente indispensável na gastronomia mediterrânica.

Aliás, o prazer do paladar começa logo numa boa entrada de azeitonas* muito bem apresentadas numa azeitoneira* com alho e orégãos*; ou então, para ávidos apreciadores, umas fatias de pão caseiro barrado com pasta de azeitona*. Seja qual for a forma que pretenda apreciar a azeitona, o azeite é sem dúvida o melhor complemento de uma refeição, por acompanhar todos os pratos.

O Mar d'Estórias, com a ajuda do livro Os 100 Melhores Azeites de Portugal, de Edgardo Pacheco* explica de forma sucinta a diferença no uso dos azeites: 

Azeite Virgem Extra – é um azeite de qualidade máxima (acidez de, no máximo, 0,8%) ideal para temperar a cru; 
Azeite Virgem – deve ser utilizado para refogar, assar, confitar ou fritar; 
Azeite Refinado – de categoria inferior e acidez superior deve ser apenas utilizado para frituras de grande volume. 

Para tornar as coisas mais divertidas, porque não fazer uma prova de azeites em casa? Junte a família e amigos e, em vez de fazê-lo como os provadores profissionais que usam os copos azuis, ou então, molhar o pão num pouco de azeite, como se faz habitualmente, sugerimos uma prova de azeites diferente - com camarão cozido descascado! Adquira 4 azeites de diferentes regiões ou produtores e experimente passar o camarão por cada recipiente de azeite. Ao fim de algumas provas vai notar a diferença de perfil de azeite de cada um e o facto de se adaptarem a diferentes criações gastronómicas. 

Boas Provas!

Sobre o Mar d'Estórias

O Mar d'Estórias visa ser um espaço inovador de valorização de tudo o que é Português, com especial ênfase para o Algarve. Este espaço pretende proporcionar a passagem equilibrada entre as diferentes secções de loja, cafe/bistro e galeria de arte, que culminam num bar-terraço a céu aberto e com vista sobre o mar.Mar dEstoriasFonte: Mar d'Estórias

 

Imagem 1O açúcar é proveniente dos hidratos de carbono, um conjunto de moléculas de açúcar presentes nos alimentos que ingerimos, e a glicose é a principal fonte de energia do nosso organismo. É importante saber distinguir os diferentes tipos de açúcar, e para isso apresentamos-lhe o seguinte esquema:

 imagem 2O consumo moderado de açúcar, apresenta alguns efeitos no nosso organismo, nomeadamente dá-nos energia, promove a saciedade, dá-nos força muscular, retarda a fome e é essencial para o funcionamento do cérebro e do coração.    

 Agora que já conhece os diferentes tipos de açúcar e os efeitos do seu consumo moderado no nosso organismo, é de salientar que quando se fala no consumo excessivo de açúcar, fala-se normalmente em açúcar simples, como é o caso da sacarose (açúcar branco), presente nomeadamente nos produtos de pastelaria, nos doces, nas sobremesas, nos refrigerantes, nos sumos de fruta, no mel, nas geleias e nos xaropes.

A sacarose não possui qualquer valor nutricional, e está repleta de calorias vazias, ou seja quanto mais calorias forem ingeridas, maior é a probabilidade do aparecimento de doenças como a obesidade, as doenças cardiovasculares, a hipertensão arterial, o cancro, a diabetes mellitus, a hipercolesterolémia, etc.

 A organização mundial de saúde recomenda que se diminua o consumo de açúcares simples, uma vez que o consumo em Portugal é muito alto. A Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total de energia diária ingerida e ainda realça que, caso seja inferior a 5%, apresenta benefícios para a saúde, em Portugal consumimos cerca de 18,8%, uma percentagem assustadora.

 Esta ingestão excessiva de açúcares simples vai provocar alterações no nosso organismo, como:

imagem 3

Para não ingerir açúcares em excesso, existem algumas regras essenciais, que nunca deve esquecer:

 

  1. Ficar atento aos rótulos dos alimentos;
  2. Saber identificar quais os alimentos que apresentam grande quantidade de açúcar;
  3. Adotar um estilo de vida saudável, praticando atividade física e preferindo sempre uma alimentação saudável.

 

NOTA: Para saber mais sobre nutrição, pode seguir a nossa página de facebook: Saúde para todos.

Para contactar com o serviço de nutrição, pode usar o email: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sofia Cardeira (1556NE - Nutricionista Estagiária à Ordem dos Nutricionistas)

Serviço de Saúde de Apoio à População da Freguesia de Faro

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Freguesia de Faro (Sé e S. Pedro)

Rua Reitor Teixeira Guedes nº2

Tel: 289 803 416

Fax: 289 803 417

www.uf-faro.pt

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

mitos alimentaresA alimentação saudável está na moda, todos os dias abrimos a internet e vemos diversas fotografias de comida, de sumos detox, de exercício físico, etc. Todos os dias surge uma nova dieta, um “expert” em alimentação, um novo alimento ou produto milagroso.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai promover uma iniciativa de sensibilização para a prevenção da doença coronária com o mote “Este natal dê um presente ao seu coração”. O objetivo é alertar para a importância de adotar um estilo de vida saudável.

“A chegada da época natalícia é um bom pretexto para incentivar as pessoas a fazer algumas mudanças no seu estilo de vida, optando por escolhas mais saudáveis que permitam reforçar os cuidados com o coração. Praticar exercício físico, controlar a alimentação e evitar o stress são boas formas de prevenir a doença coronária”, explica João Brum Silveira, presidente da APIC.

A doença coronária carateriza-se pela acumulação de depósitos de gordura no interior das artérias que fornecem sangue ao coração. Esses depósitos causam um estreitamento ou obstrução das artérias o que provoca uma diminuição dos níveis de oxigénio e nutrientes que chegam às células do músculo cardíaco. As principais doenças coronárias são a angina de peito e o enfarte agudo do miocárdio.

“A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de doença coronária. A prevenção é o melhor caminho para evitar as co-morbilidades e mortalidade associadas a estas doenças,” conclui João Brum Silveira.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular. Para mais informações consulte: www.apic.pt

Fonte: MiligramaNatalAPIC

 

 

Artigo de Opinião de Sandra Neves, Psiquiatra da UPPCA. Perturbação de Stress Pós-Traumático, mais conhecida pela sua sigla em inglês PTSD (Post Traumatic Stress Disorder), é a designação para uma perturbação mental que parece resultar de uma hiperativação dos mecanismos de resposta ao medo.

Esta manifesta-se, normalmente, no primeiro mês após um evento traumático, mas por vezes pode passar um ano até que isso aconteça. Segundos os estudos, mediante acontecimentos potencialmente traumáticos, é muito frequente encontrar na maioria das pessoas expostas sintomatologia significativa, mas em mais de 90 por cento esta acaba por ser atenuada ao longo das seis semanas seguintes.

Os sintomas da Perturbação de Stress Pós-Traumático agrupam-se em quatro tipos fundamentais: pensamentos intrusivos, evitações, mudanças negativas no conteúdo dos pensamentos e no humor, e mudanças nas reações físicas e emocionais. Estes podem variar com o tempo e de pessoa para pessoa.

Podem, desta forma, surgir pensamentos intrusivos, recorrentes, angustiantes e involuntários sobre o acontecimento traumático, sensação de estar a reviver o acontecimento, muitas vezes com verdadeiros flashbacks, sonhos perturbadores ou pesadelos relacionados com o trauma e sensação de angústia intensa ou reações físicas perante situações que recordem, de alguma forma, o acontecimento traumático. Os sintomas de evitação podem passar por não falar do acontecimento e mesmo “evitar pensar”, evitar lugares, atividades ou pessoas que façam recordar o sucedido. Para além de toda esta sintomatologia, podem surgir pensamentos negativos acerca de si próprio, das outras pessoas e do mundo em geral, bem como desesperança face ao futuro. A memória pode também ser afetada e muitas vezes as pessoas não recordam aspetos importantes sobre o acontecimento traumático.

Estas manifestações tendem a provocar problemas consideráveis na qualidade de vida dos doentes com PTSD, dos quais se destacam: as dificuldades que surgem em manter as relações interpessoais; a sensação de “distância” de familiares e amigos; a descrição de se sentirem “insensíveis emocionalmente”; a dificuldade muitas vezes relatada em sentir “emoções positivas”; ou a falta de interesse pelas atividades que anteriormente eram gratificantes.

Para além de tudo isto, o doente relata muitos sintomas que se relacionam com o estado de hipervigilância, tais como assustar-se facilmente, estar sempre alerta para uma eventual situação de perigo, queixas de dificuldade de concentração, perturbações do sono, irritabilidade, ataques de raiva ou manifestação de comportamentos agressivos e até mesmo conduta autodestrutiva como conduzir em excesso de velocidade e sem cuidado ou beber em excesso. Muitas vezes a todos os sintomas referidos ainda se juntam sentimentos de culpa ou de fraqueza, tornando o dia a dia destes doentes extremamente penoso.

Todos estes sintomas podem ainda variar de intensidade ao longo do tempo, podendo por exemplo ser mais intensos em fases da vida de maior stress e preocupação, ou quando se ouvem determinados barulhos, se assiste a condições meteorológicas adversas ou a notícias sobre a guerra, assaltos, violações e acidentes na televisão. Quadros intensos podem culminar mesmo em ideação suicida, sendo urgente obter ajuda para o doente.

Convém referir que nem todos os casos preenchem os critérios necessários para fazer o diagnóstico de PTSD, não significando por isso que o quadro clínico não afete de igual forma o doente, diminuindo-lhe a qualidade de vida e acarretando dor e sofrimento. Em suma, uma experiência traumática poderá trazer eventuais consequências positivas, tais como a reorganização da vida pessoal, dos seus valores e objetivos.

Para além do sofrimento e da diminuição da qualidade de vida, também o núcleo de familiares e amigos do doente acaba por ser atingido. Por isso, é essencial o reconhecimento e a orientação destes casos para os profissionais de saúde mental. A instituição de medicação psicofarmacológica por psiquiatras e o apoio psicoterapêutico instituídos precocemente poderão mudar o rumo de muitas vidas, melhorando a saúde global e devolvendo sorrisos.

Fonte: MiligramaSandraNevesDra

  • As doenças respiratórias estão na causa de 13.474 mortes em 2016, se incluirmos os óbitos por cancro da traqueia, brônquios e pulmão. Ou seja, por dia morrem cerca de 48 pessoas (2 por hora) em Portugal devido a doenças respiratórias.
  • A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) apresenta uma taxa de mortalidade de 8%, os cancros de 31%, as pneumonias de 20% e a insuficiência respiratória de 25%.
  • Estima-se que, em 2020 no mundo, as doenças respiratórias sejam responsáveis por cerca de 12 milhões de mortes anuais.
  • Olhando para os internamentos realizados nos últimos 10 anos (entre 2007 e 2016) verifica-se que o número total de internamentos por doenças respiratórias aumentou 26% e os episódios de doentes submetidos a ventilação mecânica aumentou 131%.
  • Os custos associados aos internamentos por doenças respiratórias atingiram 213 milhões de euros em 2013. Tendo o custo médio de um internamento por doença respiratória sido de 1.892 euros em 2013.
  • Segundo o Institute of Healths Metrics and Evaluation, em 2016, morreram em Portugal 11.800 pessoas por doenças relacionadas com o tabaco, o que corresponde à morte de uma pessoa a cada 50 minutos.
  • Menos de 2% dos doentes com indicação para reabilitação respiratória têm acesso ao tratamento.

O Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR) divulgou hoje no auditório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, o Relatório de 2018 referente aos dados da situação atual e evolução dos últimos anos relacionados com as doenças respiratórias. O Relatório do ONDR contou com a colaboração de 12 especialistas de renome da área da pneumologia e do sector da saúde em Portugal, simultaneamente conhecedores da realidade teórica e das necessidades práticas.

Na 13ª edição do Relatório destacam-se as cerca de 2 mortes por hora que acontecem em Portugal devido às doenças respiratórias e neoplasias do mesmo foro. De sublinhar ainda a inclusão, pela primeira vez, de um capítulo dedicado ao transplante pulmonar, que apresenta os dados evolutivos dos últimos 10 anos.

António Carvalheira Santos, relator do 13º relatório e responsável pelo Observatório Nacional de Doenças Respiratórias, destaca que “ainda existe um deficit na promoção da saúde e na prevenção da doença, por falhas na educação para a saúde. Portugal carece ainda da implementação de uma verdadeira rede de espirometria essencial para a avaliação funcional dos doentes respiratórios e, mais grave ainda, praticamente não oferece a possibilidade de os doentes fazerem reabilitação respiratória, que deve fazer parte integrante do plano terapêutico de todos os doentes respiratórios crónicos sintomáticos”.

José Alves, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), revela que “este relatório vem fundamentar as apostas que a FPP tem feito e continuará a fazer para melhorar a saúde respiratória em Portugal. Considera que é preciso alterar a política do tabaco, aplicando mais taxas de forma a aumentar significativamente o preço do tabaco e coimas a quem não respeite a lei anti-tabágica; alterar a epidemiologia da DPOC, através da generalização da espirometria nos fumadores das faixas etárias mais jovens e não apenas a partir dos 40 anos, como se tem feito em Portugal; a diminuir a incidência do cancro do pulmão, através da cessação tabágica”.

As doenças do sistema respiratório são a primeira causa de internamento e a terceira causa de morte em Portugal, a seguir ao cancro e às doenças cardiovasculares. Estima-se que, em 2020 no mundo, as doenças respiratórias sejam responsáveis por cerca de 12 milhões de mortes anuais.

A mortalidade por doenças respiratórias em Portugal Continental e nas Regiões Autónomas é das maiores da Europa e ultrapassa os 115 por 10000 habitantes. A Madeira é a região da europa com maior taxa de mortalidade por doenças respiratórias. Se incluirmos os óbitos por cancro da traqueia, brônquios e pulmão, as doenças respiratórias estão na causa de 13.474 mortes em 2016. Ou seja, por dia morrem cerca de 48 pessoas (2 por hora) em Portugal devido a doenças respiratórias. Destes 13.474 óbitos, 6006 ocorreram por pneumonia.

A pneumonia é a doença que mais mata e representa 7% dos internamentos médicos e 5% de todos os episódios de internamentos médicos e cirúrgicos. A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) apresenta uma taxa de mortalidade de 8%, os cancros de 31%, as pneumonias de 20% e a insuficiência respiratória de 25%.

A DPOC passou, em 15 anos, de 5ª causa de morte para 3ª, tendo em Portugal uma prevalência estimada de 14,2% para as pessoas com mais de 40 anos (cerca de 800.000). Apesar disso, Portugal é um país com baixo número de internamentos por DPOC (diminuíram 14,7% em 10 anos), o que sugere um razoável controlo da doença em, ambulatório. Ainda assim o 13º relatório do ONDR assinala um subdiagnóstico da DPOC. 

Olhando para os internamentos realizados nos últimos 10 anos (entre 2007 e 2016) verifica-se que o número total de internamentos por doenças respiratórias aumentou 26% e os episódios de doentes submetidos a ventilação mecânica aumentou 131%.

Os custos associados aos internamentos por doenças respiratórias atingiram 213 milhões de euros em 2013. Tendo o custo médio de um internamento por doença respiratória sido de 1.892 euros em 2013.

O tabaco continua a ser um fator de risco importante para inúmeras doenças respiratórias: foi responsável por 46,4% das mortes por DPOC, 19,5% das mortes por cancro, 12% das mortes por infeção respiratória inferior. Sendo ainda responsabilizado por 5,7% das mortes por doença cérebro-cardiovascular e 2,4% das mortes por diabetes. Segundo o Institute of Healths Metrics and Evaluation, em 2016 morreram em Portugal 11.800 pessoas devido a doenças relacionadas com o tabaco, o que corresponde à morte de uma pessoa por cada 50 minutos.

Pela primeira vez o Relatório anual do ONDR apresenta um capítulo dedicado ao transplante pulmonar, com uma análise da evolução dos últimos 10 anos. O Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) é o único onde são efetuados os transplantes pulmonares no nosso país e desde a realização do primeiro transplante pulmonar, em 1991, já realizou 208 transplantes, 192 desde 2008, o que coloca o Hospital de Santa Marta ao nível daqueles que mais transplantam a nível internacional. A taxa de sobrevida dos doentes transplantados é ligeiramente superior aos resultados dos registos internacionais, sendo de três meses em 98% dos casos, de um ano em 81% dos casos e de cinco anos em 59% dos casos.

A síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) também é analisada no 13º relatório do ONDR.Tem-se verificado um aumento da prevalência na ordem dos 23% em mulheres e dos 50% nos homens, sendo a maioria dos casos diagnosticada com SAOS moderada ou grave (82,4%), o que pode revelar um subdiagnóstico desta condição clínica em Portugal. Atendendo à prevalência crescente da SAOS e à eficácia comprovada do seu tratamento com CPAP (Continuous Positive Airway Pressure, ou seja, pressão positiva contínua nas vias aéreas), o futuro desenvolver-se-á numa estratégia eficaz de referenciação dos doentes ao nível dos CSP, na inovação diagnóstica com a descoberta e validação de novos métodos de diagnóstico simples, acessíveis e de baixo custo e na inovação terapêutica na melhoria dos modelos de seguimento dos doentes tratados com CPAP.

Para este relatório foram consultados dados e documentos das seguintes entidades: Administração Central dos Serviços de Saúde (ACSS), Direção Geral de Saúde (DGS), Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, Infarmed, Instituto Nacional de Estatística (INE), Instituto Ricardo Jorge, Eurostat, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: HK Strategies

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