Century 21 | Estudo sobre Habitação em Portugal Revela o que Mudou nos Últimos Anos (2018-2024)

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A CENTURY 21 Portugal apresentou esta quinta-feira o Observatório do Imobiliário, que traça o perfil de quem compra, arrenda e vende casa em Portugal, quais as suas aspirações e a sua realidade.

Estudo da Habitação em Portugal 2024: O QUE MUDOU NOS ÚLTIMOS ANOS – Observatório do mobiliário CENTURY 21 mostra as dinâmicas de procura e oferta de habitação em Portugal no momento atual e a forma como evoluíram face a 2018.

Um dos objetivos desta investigação foi conhecer e compreender as necessidades, preferências e motivações para a procura e oferta de habitação, considerando quer a opção de compra/venda, quer de arrendamento.

O que mudou em Portugal nos últimos anos – principais conclusões:

• Há maior apetência para mudar de cidade (19% para 25%), especialmente entre 30-39 anos;

• Moradias isoladas cativam mais procura (28% para 37%);

• As 3 comodidades mais valorizadas mantêm-se, mas destaca-se a crescente importância de pátios e jardins;

• Duplica a fatia de procura que recorre à venda da casa antiga para financiar a compra de uma nova (12% para 25%).

• O principal motivo para a procura de casa era casar/união (18%) e agora é ter autonomia (21%);

• A maioria das desistências da procura deve-se ao preço (55%), quando antes era por não se encontrar a casa pretendida (42%);

• Hoje abdica-se principalmente no estado de uso da casa (em ser novo ou não precisar de obras), quando antes o principal ponto de cedência era na área;

• Hoje coloca-se em oferta por motivações financeiras e para mudar para casa melhor. Antes as motivações principais eram mudar para casa melhor e aumentar a família.

  • PREÇO OBRIGA PORTUGUESES A DESISTIREM DE COMPRAR CASA

Se em 2018 o principal motivo para os portugueses desistirem de comprar ou arrendar uma casa era não encontrar o que procuravam, atualmente o grande motivo tem sido o preço. 55% dos requerentes que desistiram da compra ou arrendamento foram motivados por razões financeiras. Seguem-se 23% para quem não foi a melhor altura e 18% não encontrou o que procurava (consultar estudo em anexo).

Esta tendência mantém-se quando olhamos para a Área Metropolitana de Lisboa. 51,2% dos indivíduos não compram nem alugam devido ao preço da habitação. A principal razão pela qual as pessoas optam por não adquirir uma casa, quer seja arrendada ou comprada, é o fator económico. Em segundo lugar, destaca-se o facto de não ser a altura certa para comprar um imóvel, atingindo 27,9% (consultar estudo em anexo).

  • HABITAÇÃO PRÓPRIA OU ARRENDADA

Observando o mercado da habitação no seu conjunto, ou seja, tanto para quem procura como para quem oferece, 92,3% prefere viver em casa própria, embora 65,3% o faça atualmente.

As únicas diferenças a destacar verificam-se nas pessoas que hoje em dia arrendam, onde a percentagem das que gostariam de ter casa própria aumentou (consultar estudo em anexo).

  • PROCURA DE CASA – ambição vs realidade

Em Portugal, os apartamentos  T2 e os T3 continuam a ser as tipologias predominantes entre a procura e a oferta, contudo a maioria das pessoas procura um T3 para comprar ou arrendar, mas tem que optar por um T2. Além disso, as áreas são menores e as escolhas acabam por ter de recair mais em apartamentos para não se esgotar o orçamento atribuído. O preço real fica 4% abaixo do valor que os portugueses acreditam que podem pagar e a renda é semelhante.

Verifica-se ainda que é necessário fazer ajustes em termos de prioridades relativamente às comodidades da casa, às valências da zona envolvente e das condições. Destaca-se a crescente importância de pátios e jardins.

Também na procura de casas na Área Metropolitana de Lisboa, a grande tendência é procurar um apartamento usado sem necessidades de obras. A tendência é que essa procura insida em zonas junto ao centro, mas com vários ajustes a fim de não se esgotar o orçamento desejado. Temos este tipo de casa e nesta localização sem consumir todo o orçamento  (-8% no preço e -13% na renda). Há uma ideia do que se pode pagar, contudo, com a subida das taxas de juro, quando pedem um empréstimo o valor que podem assumir baixa, devido à taxa de esforço limite imposta pelo Banco de Portugal.

A tendência passa por optar por casas de menor tipologia (T2 e não T3), também mais pequenas em área, além de, assim como a nível nacional, também existirem ajustes em termos de prioridades relativamente às comodidades de casa, condições e valências da zona envolvente (consultar estudo em anexo).

  • OFERTA DE CASA – ambição vs realidade

Relativamente a 2018, a oferta de habitação continua praticamente na mesma linha. Em Portugal, os apartamentos usados sem necessidade de obras, T3, com um wc, de 91 a 120 m2, com terraço, varanda e garagem predominam entre a oferta ativa e a que acaba por ser escoada. Contudo, as que foram absorvidas localizam-se no centro da cidade e as que estão em oferta situam-se nas zonas periféricas e no centro. Daí resultam ajustes nas condicionantes.

É ainda de notar que, mesmo com uma localização menos central, a oferta que está disponível tem elevadas expetativas de preço, pretendendo valores 7% acima das que foram escoadas e rendas idênticas (consultar estudo em anexo).

  • QUEM PROCURA CASA EM PORTUGAL

Analisando o perfil de quem procura casa em Portugal, percebe-se que 63% são mulheres. Entre os 30 e os 39 anos, é quando se regista o maior aumento (32%). 59% são famílias de 2 ou 3 pessoas e 73%  quer ficar na mesma cidade. Os apartamentos ganham destaque nas preferências nacionais (56%) e 95% tem como uma das maiores prioridades a segurança da zona.

Também no que respeita ao financimento, algumas tendências têm vindo a mudar nos últimos anos. 41% recorre a financiamento com parte do capital próprio.

50% quer casa de 100.000 euros a 200.000 euros. 189.823 euros é o preço médio absorvido. Já no que respeita aos arrendamento, 55% quer renda até 500 euros. 589 euros é a renda média absorvida.

A Área Metropolitana de Lisboa espelha o que se passa a nível nacional, mantendo-se todas as tendências: as mulheres mantêm-se como o perfil dominante (68%); a faixa etária mantém-se (32%), assim como o agregado familiar de 2 ou 3 pessoas (58%). 72% quer ficar na mesma cidade e 50% pretende zonas junto ao centro da cidade.

70% prefere apartamentos e uma casa usada sem necessidade de obras (68%). Também em Lisboa se priveligia a segurança da zona, como atestam 97% dos inquiridos. No que respeita ao financimento, 39% recorre a financiamento com parte de capital próprio.

50% quer casa no intervalo de 100.000 a 200.000 euros, 216.466 euros é o preço médio absorvido. No que respeita aos arrendamentos, 31% quer renda até 500 euros, 666 euros é a renda média absorvida (consultar estudo em anexo).

  • AS MOTIVAÇÕES PARA PROCURAR CASA, VENDER OU ARRENDAR EM PORTUGAL

– Porque procuro? 21% quer ser independente; 14% por casamento/união; 13% pretende mudar para uma casa melhor.

– No que estou disposto a ceder? 21% afirma que é o facto de não ser novo ou não precisar de obras; 26% diz que é ter menos área e 25% nas áreas exteriores.

– Porque desisto? 55% devido ao preço; 23% indica que não é o momento certo e 18% por não encontrar o que procurava.

– Porque coloco em oferta? 19% dos portugueses precisa de dinheiro; outros 19% querem mudar para uma zona ou casa melhor; 16% revela precisar de liquidez para fazer investimento.

  • AS MOTIVAÇÕES PARA PROCURAR CASA, VENDER OU ARRENDAR NA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA

– Porque procuro? 20% quer ser independente; 17% pretende mudar para uma casa melhor; 14% quer sair do arrendamento.

– No que estou disposto a ceder? 31% afirma que é o facto de não ser novo ou não precisar de obras; 27% diz que é ter menos área e 26% nas áreas exteriores.

– Porque desisto? 51% devido ao preço; 28% indica que não é o momento certo e 21% por não encontrar o que procurava.

– Porque coloco em oferta? 27% dos portugueses precisa de dinheiro; 18% precisa de liquidez para fazer investimento; 12% mudar para casa ou zona melhor.

  • O QUE MUDOU NA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA – principais conclusões:

• Há maior apetência para mudar de cidade (24% para 28%);

• Moradias isoladas cativam mais procura (15% para 24%);

• A habitação usada sem necessidade de obra predomina na mesma, mas há maior disponibilidade para comprar em planta (2% para 8%) e menor apetência para fazer obras em usados (23% para 15%);

• Há menor apetência para áreas pequenas. As casas até 75 m2 representavam 26% e estão agora em 13%. Deslocação para a faixa das áreas entre 76 e 120 m2;

• Forte incremento dos preços. Aumento na ordem dos 30%, traduzidos numa diferença de 50.000€, para 216.466€;

• Duplica a fatia de procura que recorre à venda da casa antiga para financiar a compra de uma nova (12% para 25%);

• Hoje abdica-se principalmente no estado de uso da casa (em ser novo ou não precisar de obras), quando antes o principal ponto de cedência era na área.

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MPR