O MAP Algarve é um grupo informal de mais de duas dezenas associações de pais que, de forma empenhada, procura contribuir para as soluções da educação no Algarve, cumprindo a obrigação que é de outros, assumindo a responsabilidade que outros deveriam ter assumido há muito e não o fazem porque, de maneira incompreensível, se perpetuam “a continuação da política do nada fazer”, acentuando ainda mais as diferenças da Educação no Algarve face àquilo que acontece no restante país. Este território em termos educativos parece fazer parte de outro país, tantas vezes parecendo esquecido pelo poder central. Os recentes resultados do PISA veem acentuar estas diferenças como se atestam os lugares alcançados pelos alunos algarvios.
Este grupo de associações de pais, com a responsabilidade que os carateriza, e, acima de tudo com o objetivo claro da defesa do superior interesse das suas crianças, que em nada são diferentes das restantes crianças do país, não poderiam ficar parados com o atual estado de coisas e, por isso, no passado dia 11 de janeiro deslocou-se à Assembleia da República, representado pela sua coordenadora Marta Rodrigues e pelo seu assessor Alberto Santos, com uma agenda concreta de questões (e problemas específicos) da educação algarvia, bem como uma preocupação clara em relação à forma como a descentralização de competências nesta área esta a decorrer. O primeiro partido com que reuniu foi o PSD, estando a ser já agendadas reuniões com as restantes forças políticas representadas no parlamento pois, a Educação não é uma causa de um partido, tem que ser, de uma vez, um desígnio nacional.
Foi também aproveitada a oportunidade para ressalvar a importância que o Movimento Associativo de Pais representa em todo este processo e o papel fundamental que representa para o sucesso educativo, solicitando que, em definitivo, se legislasse no sentido de se valorizar os milhares de pais e encarregados de educação que, de forma voluntária, se envolvem neste movimento e procuram contribuir para uma melhor Educação, na sua escola, no seu concelho, no país. Não se pode continuar a exigir contribuição a estes pais e mães, sem as necessárias contrapartidas e “o necessário tempo para o exercício das suas funções”. O MAP é fundamental, mas, a tutela tem que
perceber, e passámos essa ideia “na Casa da Democracia”, que tem que dar as condições ao exercício de tão nobre função.
Enquanto MAP Algarve acreditamos que é possível fazer mais e melhor e, por isso, nada nos demove de defender “as gerações de adultos do amanhã”, o seu sucesso e a sua felicidade, por isso esta audiência, como todas as outras que se seguirão, mais sentido fazem quando “temos eleições à porta”, em que mudanças efetivas na Educação urgem a todos os níveis e, neste caso, ainda mais para o Algarve, até porque os alunos algarvios merecem as mesmas oportunidades de sucesso dos restantes alunos do país, o que não tem acontecido apesar do “continuo apregoar” de uma educação inclusiva.
MAP Algarve



