Os consumidores estão cada vez mais céticos em relação aos descontos e dão prioridade às compras necessárias.
De acordo com um inquérito do ComparaJá, feito junto de pessoas entre os 25 e os 75 anos que usam regularmente a plataforma para simular compras, 82,5% dos participantes afirmaram não acreditar nas vantagens da Black Friday este ano. O estudo aponta que muitos portugueses estão conscientes de que algumas marcas aumentam os preços antes do evento, criando a ilusão de descontos que nem sempre representam poupança real.
A maior parte dos consumidores declarou que compra apenas quando é realmente necessário, independentemente das promoções. Esta mudança de comportamento mostra que a racionalidade financeira começa a ter mais peso do que o entusiasmo gerado pelas campanhas de marketing em épocas de grande consumo.
Os setores que mais despertam interesse durante a Black Friday são tecnologia, vestuário e telecomunicações, devido às promoções específicas desse período. Mesmo assim, os consumidores afirmam que comparam os preços posteriormente para verificar se a oferta continua a ser vantajosa, indicando que a análise cuidadosa antecede qualquer decisão de compra.
O estudo também destaca que muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras nesta altura do ano. Para grande parte dos portugueses, o foco está em gerir despesas essenciais durante a época natalícia, em vez de procurar descontos que podem ser enganosos ou irrelevantes.
O estudo de mercado do ComparaJá sugere que o “mito” das ofertas imperdíveis está a perder força. Cada vez mais, a sociedade está desacreditada quanto aos descontos reais, o que contribui para uma previsão de adesão menor este ano. Há uma consciencialização de que a poupança deve ser feita com decisões informadas durante o ano e não em momentos específicos.
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