É já na próxima quarta-feira, dia 13 de Maio, que a performance itinerante CAPITÃES DA AREIA vai ganhar vida nas ruas de Quarteira, no dia em que também se celebra o 27º aniversário da sua elevação a cidade.
Inspirado na obra de Jorge Amado, sobre meninos de rua que têm uma relação muito particular com a sociedade que os exclui, o espetáculo tem início previsto às 18h00 na ES Laura Ayres, seguindo pela Igreja e Jardim de S. Pedro do Mar, e terminando no areal da Praia de Quarteira, às 20h00, numa festa para toda a comunidade.
O projeto CAPITÃES DA AREIA surge após integração da Mákina de Cena como estrutura artística residente no Agrupamento de Escolas Laura Ayres de Quarteira, no programa Ponto de Encontro (CM Loulé/PNA), que aproximou esta estrutura da realidade realidade de jovens de inúmeras nacionalidades e origens, professores e funcionários, pautada pelo cansaço e dificuldade de comunicação, confirmando a necessidade de criar um projeto que os envolvesse numa dimensão maior.
CAPITÃES DA AREIA tornou-se uma intervenção continuada de 2 anos (24/25 e 25/26), englobando os jovens e a comunidade próxima da AESLA (pessoal docente e não docente, famílias, associações), passando a contar também com financiamento da DGArtes e, em 2026, da Bolsa de Apoio ao Teatro do Município de Loulé, enquanto projeto de arte participativa.
Depois de, em 2025, a Mákina de Cena ter investido em oficinas de diferentes disciplinas artísticas para alunos e professores (desde fotografia, à realização de curtas, até à composição de “beats” em tempo real, passando pelo teatro e pela escrita criativa ), e num ciclo de programação regular que levou mostras de cinema de animação, curtas de autores algarvios e espetáculos de teatro para diferentes faixas etárias (desde o 1º ciclo até ao secundário), este ano privilegiou-se a expressão e a criação artística, já com foco na performance de 13 de maio, que contará com uma centena de participantes, entre alunos, professores, utentes da Fundação António Aleixo, artistas de diferentes áreas, associações parceiras e muito mais.
A equipa
Carolina Santos, sempre em coordenação com Cristina Fernandes, professora responsável pelo PNA no agrupamento, assumiu a direção artística e a encenação do percurso performativo, e implementou o Clube Trapiche (Clube de Artes Performativas para pessoal docente e não docente), onde foram criadas as bases de articulação com mais de 5 turmas do 7º e 8º anos, bem como do ensino secundário, no ramo de Artes, para a criação de objetos plásticos, audiovisuais e/ou performativos, a integrar a apresentação final.
Beatriz Medeiros e Rafaella Ambrozio, os elementos da Mákina de Cena mais assíduos na escola ao longos destes dois anos, trabalharam com alunos do CEFs Restauração e Cabeleiro e do Clube Bala (Clube de Artes Performativas da AESLA), e também da comunidade sénior, em parceria com a Fundação António Aleixo de Quarteira.
A dramaturgia foi coletiva, contando com o apoio de Diogo Simão (que também realizou atividades de exploração e criação cinematográfica com diferentes turmas) e de Martim Santos, estabelecendo a ponte entre a encenação e o material de trabalho mais direto com os intérpretes. Rita Nunes, bailarina e coreógrafa de hip-hop, deu apoio ao movimento e à construção de pequenas sequências com os alunos.
Mákina de Cena



