A edição 2026 da Primavera Literária, organizada pela Câmara Municipal de Faro, através da Biblioteca Municipal de Faro, decorreu entre 13 e 17 de maio, transformando o Jardim da Alameda e a Biblioteca Municipal num centro de intensa atividade cultural. Ao longo de cinco dias, o evento apresentou uma programação abrangente que integrou literatura, música, teatro, dança, oficinas criativas e projetos educativos, registando uma forte adesão do público escolar, familiar e geral.
A presença de autores de grande notoriedade nacional marcou a edição deste ano. Pedro Chagas Freitas, um dos escritores portugueses mais lidos, protagonizou uma sessão muito participada na Casa do Autor, enquanto Raul Minh’alma, autor bestseller e figura de grande impacto no panorama literário contemporâneo, atraiu igualmente um público numeroso numa conversa moderada por Cláudia Sofia Sousa. O evento destacou-se também pelas conversas com personalidades de reconhecido prestígio, que enriqueceram o programa com reflexão e diálogo. Entre elas, a participação de Miguel Sousa Tavares, convidado para uma conversa sobre literatura moderada por Mário Antunes, constituiu um dos momentos mais aguardados.
Outro ponto alto foi a sessão “As relações amorosas nos tempos atuais”, que reuniu o psiquiatra Daniel Sampaio e a psicóloga Patrícia Romão, num debate que atraiu grande interesse do público. A música também teve espaço de reflexão com Carlos Alberto Moniz, que participou na conversa “A Escrita de Canções”, acompanhado por Rui Baeta e com moderação de Pedro Duarte. No plano literário, a programação integrou ainda apresentações de obras de autores como José Manuel Barroso, Fábio Ventura, Inês Ricardo, Ana Carolina Maio e Salvador Santos, reforçando a aposta na divulgação de novos títulos e na valorização da produção literária nacional. Um dos momentos institucionais mais relevantes foi a Cerimónia de Entrega do Grande Prémio de Poesia António Ramos Rosa, que distinguiu o poeta Fernando Esteves Pinto, sublinhando a ligação de Faro à poesia e ao legado do autor que dá nome ao prémio.
A dimensão educativa e familiar manteve-se central, com dezenas de atividades dirigidas ao público escolar, incluindo o projeto “Jogo Faaron – Preparar os Jovens para Proteger”, dinamizado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, e múltiplas sessões de Hora do Conto, oficinas criativas e atividades interativas com autores e contadores de histórias.


