O Algarve é uma região privilegiada para o turismo que cresceu com mais de 3 milhões de hóspedes e receitas em alta. Contudo, o verão não pode ser sinónimo de exploração e empobrecimento e é essa a realidade de milhares de trabalhadores na região. Trabalhadores do
setor do turismo, mas também do comércio, dos serviços e de outras áreas, em que os vínculos precários, a desregulação dos horários, os baixos salários e a acumulação de empregos são o dia-a-dia dos trabalhadores.
As condições de trabalho e de vida podem ser melhores e, nesse sentido, a Direção da USAL/CGTP-IN, reunida em 8 de julho, decidiu convocar todos os trabalhadores para um dia de luta regional, a 7 de agosto, com uma ação reivindicativa, a partir das 10h00 frente à Escola Secundária João de Deus em Faro.
Na reunião da Direção da USAL/CGTP-IN foram, ainda, discutidos e analisados aspetos relacionados com a situação sindical e social do Algarve, iniciando-se essa discussão com a valorização do papel determinante dos trabalhadores na derrota do pacote laboral e no condicionamento do voto de alguns partidos políticos.
Considerou-se a importância de dar continuidade à luta pela exigência de mais salários e pensões, da revogação das normas gravosas da legislação laboral, da defesa da contratação coletiva, da melhoria das condições de trabalho, do reforço dos serviços públicos e do acesso à habitação.
A estrutura sindical debateu questões relacionadas com a falta de condições de climatização em vários serviços públicos e privados e sublinhou a importância do cumprimento da legislação em vigor e da adoção de medidas que garantam o bem-estar e a saúde dos trabalhadores, nomeadamente nos setores em que o trabalho é exercido na rua ou em espaços abertos e expostos às elevadas temperaturas.
Relativamente à contratação coletiva na região, a Direção da USAL/CGTP-IN demonstrou preocupação com a defesa e o reforço dos direitos dos trabalhadores na medida em que o patronato assina convenções com outra central sindical, que prejudica os trabalhadores (em alguns casos com medidas ainda mais gravosas que as inscritas no Código do Trabalho) e impede a negociação com os sindicatos de classe da CGTP-IN.
Perante o posicionamento deste governo PSD/CDS no ataque aos serviços públicos e na promoção das privatizações, na implementação de políticas de direita e neoliberais que têm agravado as condições de vida dos trabalhadores e do povo, pelo desrespeito aos estudantes e suas famílias, confirma-se para quem é que estão a trabalhar, para os grandes grupos económicos e financeiros, para as multinacionais e para a acumulação de riqueza por parte do capital.
É possível distribuir melhor a riqueza que é produzida por quem trabalha e, para tal, é preciso romper com a política de direita que privilegia os interesses e os lucros da minoria em detrimento das condições de vida da maioria.
Em cada empresa, em cada local de trabalho, em todos os setores, a unidade e a luta dos trabalhadores serão os elementos decisivos para defender e reforçar direitos e, naturalmente, a participação no DIA DE LUTA REGIONAL A 7 DE AGOSTO.
USA CGTP



