Faro recebe, entre 19 e 25 de setembro de 2026, a segunda edição da Escola Verão Azul, um programa intensivo de formação artística que reúne alguns dos nomes relevantes da criação contemporânea nacional e internacional. Informações e inscrições disponíveis em breve através dos canais do Festival Verão Azul.
Com um foco especial na performance e nas práticas transdisciplinares que cruzam dança, teatro, artes visuais, voz e experimentação artística, a Escola Verão Azul (Escola VA), inserida na linha programática do Festival Verão Azul, afirma-se como um espaço de aprendizagem, investigação e encontro, promovendo novas metodologias de criação e reflexão sobre os desafios do presente.
Sob o mote Um Pequeno Passo para a Humanidade, a Escola VA convida participantes de diferentes geografias e percursos a explorar formas alternativas de pensar, sentir e criar, através de quatro workshops intensivos orientados por artistas cujas práticas têm marcado a cena contemporânea internacional: Julia Bardsley, André Uerba, Flora Détraz e Miguel Cheta.
Dirigida a artistas, intérpretes, estudantes e profissionais das artes e público geral interessado, a Escola Verão Azul procura criar condições para a partilha de conhecimento, a experimentação coletiva e o desenvolvimento de novas linguagens artísticas, promovendo o diálogo entre diferentes disciplinas e gerações.
Quatro propostas para imaginar outros modos de criar
Na área da dança e das práticas somáticas, o coreógrafo português André Uerba conduz Æffective Choreography, um workshop audição que investiga as políticas da intimidade e do afeto através do corpo. Partindo de exercícios somáticos, narrativas autobiográficas e práticas de vulnerabilidade, propõe uma reflexão sobre proximidade, cuidado e presença enquanto gestos políticos. Alguns dos participantes serão convidados a integrar a performance homónima a realizar no Festival Dance Dance Dance, no dia 26, no Teatro das Figuras.
A artista britânica Julia Bardsley apresenta Black Box Curiosidades + Encantamentos, um laboratório que emerge do seu projeto de investigação The Abyss System. Entre diagramas, maquetes, coreografias e ficções performativas, os participantes serão convidados a habitar uma “caixa negra” entendida como espaço de maravilhamento, adaptação radical e pensamento lento.
A coreógrafa, vocalista e performer francesa Flora Détraz orienta GRITAR, uma intensa exploração da relação entre voz e movimento. Do sopro ao grito, do riso ao canto, o workshop convida os participantes a aceder a camadas ancestrais do corpo e a construir narrativas que escapam às convenções e às normas estabelecidas.
Já o artista visual e curador algarvio Miguel Cheta apresenta Arquivar o Quotidiano, uma proposta dedicada ao arquivo enquanto prática artística. Através do desenho, da fotografia, da cianotipia e da recolha de objetos, os participantes serão convidados a observar e documentar os gestos invisíveis do quotidiano, transformando-os em matéria de criação. O desenho surge como prática de proximidade e atenção, enquanto a fotografia e os seus desdobramentos expandem possibilidades de inscrição e materialização do real.
Um espaço de formação, encontro e experimentação
Mais do que um programa de workshops, a Escola Verão Azul pretende funcionar como uma plataforma de encontro entre artistas emergentes e profissionais experientes, estimulando a circulação de conhecimento e o pensamento crítico em torno das práticas contemporâneas.
Ao longo de cinco dias, Faro transforma-se num laboratório vivo onde corpo, voz, imagem, memória e imaginação se cruzam para questionar as formas como habitamos o mundo e nos relacionamos com os outros.
Escola Verão Azul é um projeto organizado pelo Festival Verão Azul / casaBranca, estrutura financiada pela República Portuguesa – Cultura, Juventude e Desporto / Direcção Geral das Artes.
Esta edição da Escola VA é uma produção da casaBranca, com a parceria do Teatro das Figuras, CAMADA – Centro Coreográfico, Lama Teatro e Universidade do Algarve/Campus de Gambelas/FCSH/CIAC e apoio do Turismo do Algarve.
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