Com a época alta e o alojamento local em força, a proteção da casa ganha peso na região. E é das apólices que menos gente revê.
No Algarve, o verão enche as casas, e não só as de quem lá vive. Com o alojamento local e o arrendamento a turistas no pico, muitas habitações passam meses a ser usadas por terceiros, o que muda a exposição ao risco: mais desgaste, mais gente, mais probabilidade de um imprevisto.
É neste contexto que o seguro multirriscos habitação merece uma segunda leitura. Uma apólice pensada para uma casa de residência permanente pode não refletir a realidade de um imóvel que se arrenda a curto prazo, deixando coberturas a menos onde agora fazem falta, e a mais onde já não fazem.
O erro mais comum não é a falta de seguro, é o seguro no piloto automático: contratado há anos, nunca revisto, desalinhado com o uso atual da casa. Rever o capital seguro, as coberturas de recheio e a responsabilidade civil antes da época alta é o que separa uma proteção real de uma falsa sensação de segurança.
Como em quase tudo o que toca ao orçamento familiar, o gesto útil é comparar. Confrontar a apólice atual com o que o mercado oferece hoje permite, muitas vezes, melhorar a proteção e ajustar o prémio ao mesmo tempo. No Algarve, onde a casa é também fonte de rendimento no verão, essa revisão paga-se por si.
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