· Associação Ser Milage candidatou plataforma que cria exercícios personalizados e disponibiliza um tutor virtual de matemática baseado em inteligência artificial.
· Maior Prémio de Educação em Portugal vai distribuir 150 mil euros pelos vencedores, que serão conhecidos a 10 de setembro, na Fundação de Serralves, no Porto.
· Conferência “Educação Inteligente: o futuro da aprendizagem na era da IA” vai reunir especialistas em educação, professores e responsáveis por instituições de ensino.
· Quarta edição é a mais participada de sempre, com recorde de mais de mil candidaturas.
A Associação Ser Milage, que nasceu no âmbito da Universidade do Algarve, está entre os 20 finalistas do Prémio Sonae Educação, tendo sido selecionadas entre as mais de 1.000 candidaturas recebidas, naquela que é a edição mais participada de sempre da iniciativa. A instituição candidatou o projeto Milage Ponte, que consiste numa plataforma que cria exercícios personalizados e disponibiliza um tutor virtual de matemática baseado em inteligência artificial, ajudando professores a diferenciar o ensino e a ir ao encontro de necessidades específicas, melhorando os resultados dos alunos.
O Prémio Sonae Educação tem como objetivo apoiar a inovação e a inclusão na educação em Portugal, distribuindo 150 mil euros pelos vencedores. Além do prémio monetário, cada projeto vencedor passa a integrar o ecossistema Sonae, beneficiando de acompanhamento especializado, mentoria e apoio na monitorização do impacto das iniciativas. Entre os finalistas estão projetos apresentados por escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.
Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture & Education na Sonae, afirma: “A educação é o principal elevador social e a chave para o desenvolvimento das sociedades. Os projetos finalistas do Prémio Sonae Educação podem dar um contributo importante para a melhoria da educação em Portugal, ajudando a criar impacto positivo nas comunidades e a construir um futuro mais justo e sustentável. Queremos impulsionar, apoiar e dar escala a soluções que fazem a diferença e que podem inspirar novas respostas para a educação no país”.
Os vencedores serão conhecidos no dia 10 de setembro, na Fundação de Serralves, no Porto, num evento que incluirá também a conferência “Educação Inteligente: o futuro da aprendizagem na era da IA”. A sessão reunirá especialistas nacionais e internacionais em educação, professores e responsáveis por instituições de ensino para refletir sobre o impacto da inteligência artificial, da inovação pedagógica e das novas competências no futuro da aprendizagem. Arnold Pears, diretor do Departamento de Aprendizagem em Ciências da Engenharia no KTH Royal Institute of Technology, professor catedrático na Universidade de Uppsala, na Suécia, e membro do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior, em Portugal, será o orador principal. O programa vai contar ainda com duas mesas redondas dedicadas aos desafios que a IA coloca à educação, centradas no impacto da tecnologia na sala de aula e no papel do pensamento crítico.
Nesta quarta edição foram definidas duas categorias, cada uma com 10 finalistas. Na Categoria Geral, os finalistas incluem o Agrupamento de Escolas de Vila Flor, a Aproximar – Cooperativa de Solidariedade Social, a Associação Magnólia Method, a Associação No Bully Portugal, a Associação Ser Milage, a Code for All, a ColorADD Social Associação, a Escola Secundária Camilo Castelo Branco, a Kaizen Education e a Rural Move. Na Categoria de Escolas Públicas, os finalistas incluem os agrupamentos de escolas Águeda, António Nobre, Augusto Cabrita, Aver-o-Mar, Clara de Resende, Pedro Eanes Lobato, Pedrouços e Teixoso, bem como a Escola Básica da Amoreira e os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde.
Os projetos finalistas abrangem um conjunto diversificado de áreas de intervenção na educação, com destaque para a promoção da inclusão escolar, da equidade e do sucesso educativo. As iniciativas centram-se em domínios como a personalização das aprendizagens, a educação inclusiva para alunos com necessidades específicas, a saúde mental e o bem-estar, a integração de migrantes, a prevenção do bullying, o desenvolvimento de competências digitais e STEAM, a utilização da inteligência artificial e de tecnologias imersivas, a formação para a cidadania e a empregabilidade, a redução da burocracia nas escolas e o reforço das competências socioemocionais. No conjunto, envolvem alunos, docentes, famílias e comunidades, refletindo a diversidade de respostas que estão a ser desenvolvidas para melhorar a experiência educativa.
O júri do Prémio é composto por Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture & Education na Sonae, Ana Balcão Reis, Professora Catedrática na Nova SBE, Gil Azevedo, Diretor Executivo da Unicorn Factory Lisboa, Marta Albuquerque, Vice-Presidente da Estrutura de Missão da Portugal Inovação Social 2030, e Marta Vian Santos, diretora da área Social e Comunidades da The Equator Company.
Nesta quarta edição, a nova Categoria Escolas Públicas registou 359 candidaturas elegíveis e pretende reconhecer o papel destas instituições na promoção da igualdade de oportunidades e valorizar a inovação pedagógica de base local. A Categoria Geral, destinada a iniciativas promovidas por escolas e outras entidades com potencial de escala e replicação, reuniu 672 candidaturas elegíveis.
Finalistas da Categoria Geral:
· Agrupamento de Escolas de Vila Flor – Escola do Futuro: Laboratório Móvel de Aprendizagem Imersiva: Laboratório itinerante equipado com realidade virtual e aumentada para tornar a aprendizagem mais envolvente. Democratiza o acesso a tecnologias educativas inovadoras em diferentes escolas, combatendo desigualdades territoriais.
· Aproximar – Cooperativa de Solidariedade Social – DigiLab: Laboratório criado no Estabelecimento Prisional de Leiria (Jovens) para desenvolver competências digitais, socioemocionais e de empregabilidade. Pretende facilitar a reintegração social e reduzir a reincidência.
· Associação Magnolia Method – MindSchool: Plataforma baseada em inteligência artificial para deteção precoce de problemas de saúde mental em contexto escolar. Permite intervenções mais rápidas e contribui para reduzir o insucesso e o absentismo.
· Associação No Bully Portugal – +Empati@: Integra a prevenção do bullying e do cyberbullying na aprendizagem da programação, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento de competências de cidadania digital. Envolve alunos, professores e famílias na construção de ambientes escolares mais seguros.
· Associação Ser Milage – MILAGE PONTE: Plataforma que cria exercícios personalizados e disponibiliza um tutor virtual de matemática baseado em inteligência artificial. Ajuda professores a diferenciar o ensino e a ir ao encontro de necessidades específicas, melhorando os resultados dos alunos.
· Code for All – MIT for All – Machine-driven Identification of Talent: Programa que identifica potencial tecnológico através de inteligência artificial e oferece formação em programação. Apoia pessoas em risco de exclusão do mercado de trabalho na transição para profissões digitais.
· ColorADD Social Associação – ColorADD nas Escolas: Programa de sensibilização para o daltonismo que promove ambientes escolares mais acessíveis e inclusivos. Envolve alunos, professores e famílias na construção de uma cultura de empatia e igualdade, a partir do 1º ciclo de ensino.
· Escola Secundária Camilo Castelo Branco – LIA – Laboratório de Inteligência Aplicada: Plataforma de inteligência artificial desenvolvida com conteúdos produzidos pelos próprios docentes. Disponibiliza recursos personalizados e acessíveis para responder à diversidade de perfis de alunos.
· Kaizen Education – Melhoria Contínua nas Escolas Públicas: Aplica metodologias de melhoria contínua para reduzir o trabalho burocrático dos professores nas escolas. Liberta tempo para que se concentrem no ensino e no acompanhamento dos alunos.
· Rural Move – integrARTE: Projeto que utiliza a arte como ferramenta de integração de crianças e famílias migrantes em territórios rurais. Promove a aprendizagem da língua portuguesa, o diálogo intercultural e o sentimento de pertença.
Finalistas da Categoria Escolas Públicas:
· Agrupamento de Escolas de Águeda – ProMentI: Programa de mentoria interpares que reforça o sucesso escolar, a integração e as competências socioemocionais. Os próprios alunos assumem um papel ativo na promoção de uma escola mais inclusiva.
· Agrupamento de Escolas António Nobre – Agir para Incluir: Ferramenta digital que melhora a monitorização e o acompanhamento de alunos com medidas de inclusão. Facilita a tomada de decisão pedagógica e reforça a articulação entre equipas educativas.
· Agrupamento de Escolas Augusto Cabrita – EVA Braillin: Boneca interativa que torna a aprendizagem do Braille mais autónoma e acessível. Apoia crianças com deficiência visual e envolve famílias e professores no processo educativo.
· Agrupamento de Escolas Aver-o-Mar – SARAH – Sistema de Apoio à Comunicação Aumentativa e Alternativa: Plataforma em ambiente web offline que facilita a integração de alunos com perturbações ao nível da comunicação e alunos com necessidades educativas específicas. Promove uma educação mais inclusiva, apoiando alunos, docentes, terapeutas e famílias.
· Agrupamento de Escolas Clara de Resende – CRIA LAB: Laboratório de fabricação digital que pretende reduzir incidentes disciplinares, aumentar assiduidade, melhorar classificações e identificar interesses vocacionais em alunos de contextos socioeconómicos vulneráveis com histórico de absentismo e comportamentos disruptivos.
· Agrupamento de Escolas Pedro Eanes Lobato – Itinerários de Aprendizagem: Personalizar para Incluir: Modelo de ensino personalizado que adapta os percursos de aprendizagem às necessidades de cada aluno. A abordagem já demonstrou melhorias significativas no desempenho académico e na motivação.
· Agrupamento de Escolas de Pedrouços – Clube de Apoio à Inclusão: Forma alunos voluntários como Agentes de Apoio à Inclusão para apoiar pares com necessidades específicas no recreio, refeições, sala e biblioteca. Pretende reduzir o isolamento social e desenvolver competências socioemocionais.
· Agrupamento de Escolas do Teixoso – GANA – Gabinete de Apoio a Novos Alunos e Loja Social Escolar: Projeto que assegura o acolhimento de alunos migrantes e em situação de vulnerabilidade. Combina apoio pedagógico, emocional e material para promover a igualdade de oportunidades.
· Escola Básica de Amoreira – Academia dos Agentes da Inclusão: Projeto que promove a inclusão, a empatia e a cidadania ativa no 1.º ciclo, envolvendo toda a comunidade educativa. Pretende mudar atitudes, aumentar comportamentos de ajuda e consolidar cultura escolar inclusiva, onde os alunos são o elemento central da ação.
· Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde – Robots que Brincam, Mentes que Crescem: Integra robótica educativa e metodologias STEAM nos jardins de infância públicos, para crianças de contextos socioeconómicos distintos. Inclui atividades desconectadas, com robots tangíveis e com ecrãs, integradas em histórias e projetos das crianças.
Mais de meio milhão de euros atribuídos
O Prémio Sonae Educação ultrapassa, nesta edição, a marca de meio milhão de euros atribuídos desde a sua criação, em 2023. No total, são 550 mil euros atribuídos a iniciativas com impacto na educação, em todas as fases do ciclo de aprendizagem. Nestas quatro edições, o Prémio Sonae Educação recebeu mais de 2.200 candidaturas, demostrando a sua relevância e capacidade de mobilização junto de escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.
A educação e a formação foram sempre uma prioridade de Belmiro de Azevedo, que promoveu o investimento nas pessoas, por considerar que o seu próprio percurso só foi possível devido às oportunidades que teve para desenvolver o seu potencial através dos estudos. Este compromisso foi além da Sonae, traduzindo-se na aposta da Fundação Belmiro de Azevedo na educação como uma das suas áreas prioritárias, à criação de um grupo de reflexão sobre educação – o think tank EDULOG -, ao surgimento do Colégio Efanor, hoje uma referência no panorama educativo em Portugal, e a uma política de responsabilidade social corporativa que tem na educação um dos seus principais eixos de investimento e atuação.
Mais informações sobre o Prémio Sonae Educação em: www.premiosonaeeducacao.pt
BA&N





